É um mito urbano que alimentou todo meu imaginário artístico pré-rádio-têve-e-disco.
Num plateaux televisivo, naquele arvoredo de câmaras, a que está a filmar é a que tem uma luzinha vermelha acesa.
Logro.
O vosso correspondente fez (na gíria artística não se actua, não se canta, não se toca: "faz-se") mais um natal dos hospitais e viu-se a braços com o ónus de uma redonda e húmida beijoca prometida para a câmara. E que é da luzinha vermelha?
Ao terceiro assopro com boca em coração para a câmara, o vosso correspondente desistiu, envergonhado, não fosse o camaraman pôr-se com fantasias...
Se forem à televisão, sorriam diplomáticamente em todas as direcções.
Palavras, palavrinhas e palavrões de uma pequena minoria dentro de uma elite ainda mais pequena... Se quiser partir alguma coisa envie por correio para: partemtudo@netcabo.pt
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quarta-feira, dezembro 12, 2007
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Mitos Urbanos 26, 27 e 28
Mito urbano #26: Polícias com piada
Vem este na sequência da observação directa dos agentes da autoridade no desempenho das suas funções, principalmente em operações stop. O agente, rodeado por colegas e provavelmente vendo que é a única situação em que está realmente em superioridade em relação ao comum dos mortais decide aventurar-se em mundos que não são os seus, um deles o humor. O condutor acusa álcool em excesso no sangue, mas não muito e diz ao polícia: “pois, foram só 2 whiskies há umas horas atrás” sendo que o bófia (ok, descemos o nível, eles não merecem mais do que isto mesmo), julgando-se cheio de piada, logo diz em voz alta para toda a gente ouvir “não se pode queixar que foram mal servidos então!” e sorri muito satisfeito à espera da aprovação alheia. Não tem piada. Desculpe, seu moina miserável, não tem piada. Nem tente outra vez. Por favor!
Mito urbano #27: Professores com piada
Outro dos engodos que tento aqui desmascarar são os professores universitários com piada. Abro aqui uma excepção para um que tive no 1º ano, mas é a excepção que confirma a regra. Também não era português, o que explica muito. Conto-vos aqui dois casos distintos. Um professor que tive no 2º ano, saído dos silvados das mais profundas aldeias, com um gosto na escolha dos fatos inenarrável, que quando quis falar de “livranças” na aula saiu-lhe sempre “libránxa”. Desde esse momento até ao final do semestre sempre que o tema “libránxa” era chamado à ordem do dia tinha sempre piada. O professor é que não entendia porquê. Este caso claramente não se encaixa no caso dum professor que tem piada. Ele nunca tentou ter piada. Acabou por ter, mesmo tentando não ter. Neste caso estamos perante um Professor Ridículo™.
Mas o caso que interessa aqui relatar é o seguinte. Imagine-se que se está na última cadeira do curso, que só se teve essa cadeira o semestre inteiro, que se foi a todas as aulas, que o professor sabe bem quem é o aluno e a sua situação. Cumulativamente, a nota final do exame foi de 7,2 valores (sendo que com 7,5 valores podia-se ir à oral). Como é óbvio, o aluno em questão tenta ir ver o exame para ver se consegue subir ligeiramente a nota, nem que seja com a boa vontade do professor. À entrada da sala onde o professor está a mostrar os exames, e mesmo antes de chegar ao professor para lhe explicar a situação e ver a prova, é saudado pelo mesmo com um “Eh pá, foi por pouco!”. Não tem piada. Nunca tem piada. Nunca tente ter piada, Sr. Professor!
Mito urbano #28: Alunos universitários dos Palops sem piada
Este é um caso mais paradigmático. Nas universidades públicas é muito comum existirem alunos dos Palops. Geralmente lá colocados com habilitações no mínimo duvidosas, dado o elevadíssimo número de anos que levam a terminar a licenciatura, dividem-se em dois grandes grupos. Os que realmente têm piada e os que acabam por ter piada. Lembro-me dum aluno moçambicano chamado Neves que quando lhe perguntavam “Neves, como é que é?” ele logo respondia “Preto mais preto não há!”. E como este muitos. Depois há os outros que de não terem piada nenhuma e quererem mostrar serviço acabavam quase sempre por complicar as coisas dando azo a situações perfeitamente caricatas. Frases como “Déscupá lá, posso dar o jump?” quando, tentando ser expeditos, queriam passar para outro lugar no anfiteatro não se esquecem assim. Difícil foi não rir no momento em que me perguntaram isso!
Vem este na sequência da observação directa dos agentes da autoridade no desempenho das suas funções, principalmente em operações stop. O agente, rodeado por colegas e provavelmente vendo que é a única situação em que está realmente em superioridade em relação ao comum dos mortais decide aventurar-se em mundos que não são os seus, um deles o humor. O condutor acusa álcool em excesso no sangue, mas não muito e diz ao polícia: “pois, foram só 2 whiskies há umas horas atrás” sendo que o bófia (ok, descemos o nível, eles não merecem mais do que isto mesmo), julgando-se cheio de piada, logo diz em voz alta para toda a gente ouvir “não se pode queixar que foram mal servidos então!” e sorri muito satisfeito à espera da aprovação alheia. Não tem piada. Desculpe, seu moina miserável, não tem piada. Nem tente outra vez. Por favor!
Mito urbano #27: Professores com piada
Outro dos engodos que tento aqui desmascarar são os professores universitários com piada. Abro aqui uma excepção para um que tive no 1º ano, mas é a excepção que confirma a regra. Também não era português, o que explica muito. Conto-vos aqui dois casos distintos. Um professor que tive no 2º ano, saído dos silvados das mais profundas aldeias, com um gosto na escolha dos fatos inenarrável, que quando quis falar de “livranças” na aula saiu-lhe sempre “libránxa”. Desde esse momento até ao final do semestre sempre que o tema “libránxa” era chamado à ordem do dia tinha sempre piada. O professor é que não entendia porquê. Este caso claramente não se encaixa no caso dum professor que tem piada. Ele nunca tentou ter piada. Acabou por ter, mesmo tentando não ter. Neste caso estamos perante um Professor Ridículo™.
Mas o caso que interessa aqui relatar é o seguinte. Imagine-se que se está na última cadeira do curso, que só se teve essa cadeira o semestre inteiro, que se foi a todas as aulas, que o professor sabe bem quem é o aluno e a sua situação. Cumulativamente, a nota final do exame foi de 7,2 valores (sendo que com 7,5 valores podia-se ir à oral). Como é óbvio, o aluno em questão tenta ir ver o exame para ver se consegue subir ligeiramente a nota, nem que seja com a boa vontade do professor. À entrada da sala onde o professor está a mostrar os exames, e mesmo antes de chegar ao professor para lhe explicar a situação e ver a prova, é saudado pelo mesmo com um “Eh pá, foi por pouco!”. Não tem piada. Nunca tem piada. Nunca tente ter piada, Sr. Professor!
Mito urbano #28: Alunos universitários dos Palops sem piada
Este é um caso mais paradigmático. Nas universidades públicas é muito comum existirem alunos dos Palops. Geralmente lá colocados com habilitações no mínimo duvidosas, dado o elevadíssimo número de anos que levam a terminar a licenciatura, dividem-se em dois grandes grupos. Os que realmente têm piada e os que acabam por ter piada. Lembro-me dum aluno moçambicano chamado Neves que quando lhe perguntavam “Neves, como é que é?” ele logo respondia “Preto mais preto não há!”. E como este muitos. Depois há os outros que de não terem piada nenhuma e quererem mostrar serviço acabavam quase sempre por complicar as coisas dando azo a situações perfeitamente caricatas. Frases como “Déscupá lá, posso dar o jump?” quando, tentando ser expeditos, queriam passar para outro lugar no anfiteatro não se esquecem assim. Difícil foi não rir no momento em que me perguntaram isso!
segunda-feira, dezembro 03, 2007
Mito Urbano#25: A camisa de flanela lisa.
1) Quando menos se espera...acontece. Mito Urbano nr. 25. Passando à questão:
2) Não existem camisas de flanela lisas. É mito. Eu gostava de ter uma ou duas. Mas não posso. Porquê? Porque não as há. Se ao menos fosse possível viajar no tempo...Posso garantir desde já que a primeira coisa que fazia não era voltar a 84 e ver a minha figura de fraldas ou a 90 e ver-me a andar à bulha com um colega de turma. [Se bem que às tantas voltava a 99, ver a final daquele torneio de bilhar que perdi com o João Neves...Ainda aqui tenho a medalha de segundo classificado.] Se pudesse viajar no tempo ia directo a 2299, consultar um almanaque de 2299 onde talvez pudesse ler-se, algures na página 63:
Camisas de Flanela - Artigo de moda, criado no século XX, que serve para cobrir tronco e braços de um ser humano. Tiveram o seu primeiro ponto alto na moda mundial entre 1989 e 1995, adoptadas por miúdos e graúdos, homens e mulheres. No entanto, durante estes anos apenas foram produzidas em padrão de xadrez, ou padrão inglês, também conhecido como "aos quadrados". O registo do aparecimento da primeira camisa de flanela lisa, artigo que revolucionou a moda mundial, e cuja popular utilização dura até aos dias de hoje, data de 2008, pela mão do então desconhecido estilista Paulo Carlos Boa-Ventura, posteriormente Nobel da Moda e ainda hoje uma referência no campo. Quando questionado sobre a motivação por trás de tão genial criação, Boa-Ventura, sempre no seu peculiar registo de humor, respondeu apenas "Vi num blogue."
...
Mas para já, hoje, ainda não há. Se eu precisar de uma camisa de flanela castanha lisa, não tenho como adquiri-la, pois esta não existe para venda. Não foi avistado um único trabalhador de construcção civil envergando uma camisa de flanela lisa. Nunca ninguém contactou com nenhum náufrago que trouxesse vestida uma camisa de flanela lisa. Só e sempre aos quadrados!! O meu jardineiro (que por acaso também apara a sebe do Dr. Antunes, ao fundo da rua) não tem nenhuma camisa de flanela, sequer.
Sobre este triste facto , o PartemTudo tentou ir mais longe e um nosso colaborador chegou à fala com gente (supostamente) séria do campo dos têxteis, tendo conseguido dirigir-lhe uma das grandes questões dos nossos tempos: "Que horas são?!" ... isto é.. "Porque é que não existem camisas de flanela lisas? Porque é que só as fazem com padrão aos quadrados?"
A resposta do tal "doutor dos trapos" foi apenas e só: "É apenas por uma questão estética. Se houvessem camisas de flanela lisas daria a sensação que as pessoas traziam um edredão ou uma manta vestida." (!!!) Pois muito bem, meu cabeça de farrapo, fica sabendo que: o facto de as pessoas parecerem que trazem uma manta vestida não devia ser a "DESCULPA" para não se fabricarem camisas de flanela lisas mas sim o "MOTIVO DE" se fabricarem camisas de flanela lisas! Lamentável.
Quid Juris.
Passem bem.
Serviço púb...enfim, vocês sabem o resto. 112%. Pronto já disse.
segunda-feira, agosto 23, 2004
Mito Urbano 24: O artigo perfeito
Longe de paródias de colunistas, o próximo mito acontece sobre as fileiras de super-mercados, e outros mercados menos super... Quantos de nós já viajaram arrastados a esses locais de culto feminino, com a proposta da compra de alguns artigos fundamentais para o lar! Certamente terão notado no pormenor com que efectua a escolha dos iogurtes, perfumes, congelados, cereais e outros. Primeiro pega-se no primeiro da fila, vê-se, amassa-se, testa-se se possível. Depois coloca-se outra vez e vai-se buscar outro igual, à profundeza da prateleira. É de facto brilhante. E tal daria razão ao célebre ditado popular “o queijo amassado não é cobiçado”. Muito sagaz este povo. A questão é que nem sempre o produto mais longínquo é o menos afagado. Porque todos eles, durante o frenesim da escolha acabam por ser tocados e experimentados. Ou seja, vai dar tudo ao mesmo. Da próxima vez que forem ao “super”, peguem no produto mais próximo e sigam...
segunda-feira, junho 28, 2004
Mito Urbano #23
Após receber do nosso querido Jorge Mendes, por e-mail, partemtudo@netcabo.pt, passo a dar a conhecer o Mito Urbano #23 - o Pacote Laboral:
«Breve ensaio sobre um mito urbano há muito enraizado na classe proletariada do Portugal Pós-PREC. Por Jorge Mendes.
Numa destas manhãs, o vosso estimado GonçaloM e eu fomos combater o tédio pelas ruas da cidade. Depois do GM subtrair (à cidade...) um meco de sinalização em forma de cone, dei por mim a expanar todo o meu eu revolucionário, talvez inspirado pelos ares de abril e maio que puplulam pela atmosfera. Fiz do meco megafone, abri a janela do carro, soltei a garganta para dentro do meco, e fiz ecoar pelas ruas um sonoro “NÃO AO PACOTE LABORAL!”. Eu sempre fui contra ao Pacote Laboral. Acho que nunca é demais levantar a voz contra o Pacote Laboral. Nem sei porque é que este começou, aliás nem sei que raio É o Pacote Laboral. Ninguém sabe que raio vem a ser esse famigerado Pacote. Acho que mesmo quem o empacotou fê-lo sem saber muito bem o que é que tinha acabado de empacotar. Mas todos, do rico ao pobre, se opõem veemente ao Pacote Laboral. Acho que a sensação que todos temos é que, se o Pacote Laboral vingar, é como se alguém nos tivesse a ir ao nosso próprio pacote. Esta onda de oposição ao Pacote anda nos muros, nos editais, nos panfletos e nos sussurros conspirativos da população. Senti-o perfeitamente enquanto, de voz embargada pelo tabaco e olhar tolhido pelo alcool, às 8 da manhã e de directa, destapava esse grito que há 25 anos, 10 meses e 11 dias trazia preso na garganta. Por isso, camarada, está na hora de levantares esse pacote da cadeira e dizeres comigo: NÃO AO PACOTE LABORAL.»
Serviço público, a 110%.
«Breve ensaio sobre um mito urbano há muito enraizado na classe proletariada do Portugal Pós-PREC. Por Jorge Mendes.
Numa destas manhãs, o vosso estimado GonçaloM e eu fomos combater o tédio pelas ruas da cidade. Depois do GM subtrair (à cidade...) um meco de sinalização em forma de cone, dei por mim a expanar todo o meu eu revolucionário, talvez inspirado pelos ares de abril e maio que puplulam pela atmosfera. Fiz do meco megafone, abri a janela do carro, soltei a garganta para dentro do meco, e fiz ecoar pelas ruas um sonoro “NÃO AO PACOTE LABORAL!”. Eu sempre fui contra ao Pacote Laboral. Acho que nunca é demais levantar a voz contra o Pacote Laboral. Nem sei porque é que este começou, aliás nem sei que raio É o Pacote Laboral. Ninguém sabe que raio vem a ser esse famigerado Pacote. Acho que mesmo quem o empacotou fê-lo sem saber muito bem o que é que tinha acabado de empacotar. Mas todos, do rico ao pobre, se opõem veemente ao Pacote Laboral. Acho que a sensação que todos temos é que, se o Pacote Laboral vingar, é como se alguém nos tivesse a ir ao nosso próprio pacote. Esta onda de oposição ao Pacote anda nos muros, nos editais, nos panfletos e nos sussurros conspirativos da população. Senti-o perfeitamente enquanto, de voz embargada pelo tabaco e olhar tolhido pelo alcool, às 8 da manhã e de directa, destapava esse grito que há 25 anos, 10 meses e 11 dias trazia preso na garganta. Por isso, camarada, está na hora de levantares esse pacote da cadeira e dizeres comigo: NÃO AO PACOTE LABORAL.»
Serviço público, a 110%.
domingo, junho 20, 2004
Mitos Urbanos
22. Aquecimento Global
Pêezéé! Este piqueno póste vem desmistificar os efeitos nefastos do supraprintado aquecimento global. Todos já ouviram os mecos da TV falarem que, à velocidade com que as carótidas polares estão a derreter, daqui a cem anos teremos parte da própria avenida da boavista inundada. Eu discordo. Pelo menos se continuaram a a sobrepor camadas de alcatrão todos os meses!!!! Franka'mente
Pêezéé! Este piqueno póste vem desmistificar os efeitos nefastos do supraprintado aquecimento global. Todos já ouviram os mecos da TV falarem que, à velocidade com que as carótidas polares estão a derreter, daqui a cem anos teremos parte da própria avenida da boavista inundada. Eu discordo. Pelo menos se continuaram a a sobrepor camadas de alcatrão todos os meses!!!! Franka'mente
quinta-feira, junho 17, 2004
Mito Urbano
21.Jihad - Cruzada contra os Botões Verdes
É com alguma urgência que vos transmito este comunicado. NÃO TOQUEM NOS BOTÕES VERDES DO SEMÁFORO!!!! Sim, aqueles que supostamente aceleram a troca entre estados cromáticos dinâmicamente. Isto se não quiserem enfrentar "as consequências". Foi-me dito pela minha querida mãe que por sua vez foi informada pela vizinha da sobrinha da empregada do Centro de Saúde de Feães que a sua enteada tinha um primo na Brigada de Transeuntes, que lhe contara tudo. E depois de recuperar o fôlego da genealogia verbal, disse-me que este, à dois sábados, encontrara um AlCorão perdido na praia do Arcozelo. Estava um calor do inferno. Olhando durante uns curtos segundos, verficou que estava um pandego de turbante preto e completa toalha de mesa enrolada no torso na mesma praia, a uns duzentos metros. Então entrou em acção, gritando e acenando por quantas tinha ao homem!! (Como é óbvio o agente não entrou na praia, seria risco desnecessário) Quando o monhé se virou e se dirigiu ao agente este entregou-lhe o vício, para júbilo do primeiro. E ofereceu-lhe nada mais do que 200 euros como recompensa pelo achado da sua fé caída, ao que o senhor agente recusou, apontando a ética da sua profissão. Então, e vendo que os seus esforços de uma recompensa monetária rápida e indolor não se concretizavam, o Árabe propôs-se a dar-lhe um bom conselho: "Não carregue nos botões verdes do semáforo". Ora como toda a gente sabe, durante o Euro vão estar em Portugal milhares de pessoas. O que implica que milhares de vezes serão pressionados esses permutadores de tráfego. Nada melhor para um atentado terrorista do que aspergir esses pressionadores plásticos com antrax ou quem sabe a febre do feno. Os efeitos seriam devastadores. E para os mais incrédulos, de que cor são os botões? VERDES. Ora o verde representa a esperança. Esperança escreve-se com "E". Que outra palavra começa com "E"?? Estados Unidos!!!!! Fica o aviso e não digo mais nada, todo o cuidado é pouco.
Este mito retrata a estupidez dos seres que leem emails e acreditam piamente no que eles dizem. Senão veja-se, em que mundo é que um GNR ou PSP recusaria 200 oiros a um monhé????? Precisamente...
Frank
É com alguma urgência que vos transmito este comunicado. NÃO TOQUEM NOS BOTÕES VERDES DO SEMÁFORO!!!! Sim, aqueles que supostamente aceleram a troca entre estados cromáticos dinâmicamente. Isto se não quiserem enfrentar "as consequências". Foi-me dito pela minha querida mãe que por sua vez foi informada pela vizinha da sobrinha da empregada do Centro de Saúde de Feães que a sua enteada tinha um primo na Brigada de Transeuntes, que lhe contara tudo. E depois de recuperar o fôlego da genealogia verbal, disse-me que este, à dois sábados, encontrara um AlCorão perdido na praia do Arcozelo. Estava um calor do inferno. Olhando durante uns curtos segundos, verficou que estava um pandego de turbante preto e completa toalha de mesa enrolada no torso na mesma praia, a uns duzentos metros. Então entrou em acção, gritando e acenando por quantas tinha ao homem!! (Como é óbvio o agente não entrou na praia, seria risco desnecessário) Quando o monhé se virou e se dirigiu ao agente este entregou-lhe o vício, para júbilo do primeiro. E ofereceu-lhe nada mais do que 200 euros como recompensa pelo achado da sua fé caída, ao que o senhor agente recusou, apontando a ética da sua profissão. Então, e vendo que os seus esforços de uma recompensa monetária rápida e indolor não se concretizavam, o Árabe propôs-se a dar-lhe um bom conselho: "Não carregue nos botões verdes do semáforo". Ora como toda a gente sabe, durante o Euro vão estar em Portugal milhares de pessoas. O que implica que milhares de vezes serão pressionados esses permutadores de tráfego. Nada melhor para um atentado terrorista do que aspergir esses pressionadores plásticos com antrax ou quem sabe a febre do feno. Os efeitos seriam devastadores. E para os mais incrédulos, de que cor são os botões? VERDES. Ora o verde representa a esperança. Esperança escreve-se com "E". Que outra palavra começa com "E"?? Estados Unidos!!!!! Fica o aviso e não digo mais nada, todo o cuidado é pouco.
Este mito retrata a estupidez dos seres que leem emails e acreditam piamente no que eles dizem. Senão veja-se, em que mundo é que um GNR ou PSP recusaria 200 oiros a um monhé????? Precisamente...
Frank
segunda-feira, junho 07, 2004
Mitos Urbanos - the Silver Pony Award
Está aberta a caça ao melhor Pequeno Pónei para Mito Urbano™.
1. O prémio Silver Pony será entregue dia 01 de Julho de 2004 para a melhor descrição sobre qualquer Pónei©.
2. Este concurso está aberto a todos os participantes do blog e leitores, que poderão deixar a sua apreciação e ideia em comentário.
3. Não existe qualquer requisito de idade, tamanho, cor ou raça.
4. O Jurí é competente e imparcial.
5. Da decisão do Juri não existe recurso.
Let the best Pony win.
Boa sorte.
1. O prémio Silver Pony será entregue dia 01 de Julho de 2004 para a melhor descrição sobre qualquer Pónei©.
2. Este concurso está aberto a todos os participantes do blog e leitores, que poderão deixar a sua apreciação e ideia em comentário.
3. Não existe qualquer requisito de idade, tamanho, cor ou raça.
4. O Jurí é competente e imparcial.
5. Da decisão do Juri não existe recurso.
Let the best Pony win.
Boa sorte.
terça-feira, junho 01, 2004
Mitos Urbanos
Bom dia idiotas.
20. Água do Castelo ou Água Castelo?
Se por acaso aquela rubrica do Telejornal de falar bem português se lembrasse de ir perguntar isto as pessoas estavam tramados porque não iam achar ninguém que acertasse na resposta... As tão famigeradas "águas" não são DO CASTELO!!! São só Castelo. Agora vejam lá se largam o xanax e dormem em paz. Está desfeito mais um mito
16. Cromos difíceis >>> CORRECÇÃO!!!
((este mito urbano foi retirado do blog pois foi extremamente contestado por outros combloguistas. Existem ainda fortes dúvidas quanto à sua veracidade. A Panini já foi questionada sobre esta problemática contudo ainda não obtivemos qualquer resposta. A evolução deste caso será apresentada nos próximos dias. ))
Cumprimentos.
20. Água do Castelo ou Água Castelo?
Se por acaso aquela rubrica do Telejornal de falar bem português se lembrasse de ir perguntar isto as pessoas estavam tramados porque não iam achar ninguém que acertasse na resposta... As tão famigeradas "águas" não são DO CASTELO!!! São só Castelo. Agora vejam lá se largam o xanax e dormem em paz. Está desfeito mais um mito
16. Cromos difíceis >>> CORRECÇÃO!!!
((este mito urbano foi retirado do blog pois foi extremamente contestado por outros combloguistas. Existem ainda fortes dúvidas quanto à sua veracidade. A Panini já foi questionada sobre esta problemática contudo ainda não obtivemos qualquer resposta. A evolução deste caso será apresentada nos próximos dias. ))
Cumprimentos.
quinta-feira, maio 20, 2004
Mitos Urbanos (mais um)
19. Boda molhada é boda abençoada. Só gostava de saber por quem! Boda molhada é boda inundada, é festa estragada e chatice anunciada! Um casamento é suposto ser um dia de grande alegria para todos e nada pior que uma chuvada para estragar o que podia ser uma bonita festa ao ar livre. Esta frase por muitos proferida de um modo leve e despreocupado apenas serve para tentar consolar um pobre casal que teve o seu dia estragado pela meteorologia. Isso da boda ser abençoada é mito. Na verdadeira acepção da palavra. Boda molhada é um belo monte de fezes mas é!
quarta-feira, maio 19, 2004
Mitos Urbanos - honestidade
Á pois!!! Existem diversos mitos urbanos associados à eterna veleidade com que um dado indivíduo pensante e autodeterminado (¿?) profere palavras de importância acrescida com significantes dissociados do significado - ou simplesmente mentiras. Irei pronunciar-me sobre 2, e logo verão do que falo..
17. O Chumbo Pródigo. É mesmo irritante ouvir aquela gentaça que, uma vez chumbado um exame, uma disciplina, o Código (para conduzir), ou o-raio-que-o-parta se manda para nós com o quase passei. Quase... QUASE? QUASE????. Espero que tenham captado bem a minha cólera. Mas que raio se passa com esta gentinha? É sempre o típico 9,4 do camafeu do professor, isto quando não é o mais real e ardiloso 9,35. Ou a 4ª resposta falhada no código. Sim, esta é a pior! Não há desgraçado que tenha chumbado no código que não diga que chumbou com 4. É sempre: "foi aquela que eu mudei no último minuto.. " ou "se eu não tivesse mudado aquilo". Mentirosos! Tinhosos! Mil vezes burros! Perdido por 100 perdido por 1000. Mais vale dizer a verdade, não é? Ainda por cima porque não existe estar muito morto ou pouco morto, o que interessa é que se morreu. Prontos, já fiquei mal disposto só de me lembrar da panóplia de gente que me diz isso.. Nota: chumbei com 4 o Código.
18. A carreira milagrosa. Esta é só para os pobres como eu... Sabem quando estamos na paragem do autocarro à horas a morrer de tédio, a contar os paralelos da rua, e vem aquela velhinha mesmo irritante para o nosso lado? Ela aprochega-se, ri-se para nós e senta-se ao nosso lado, bem encostada. E depois de acondicionar os 9 sacos que trouxe, todos eles de lojas diferentes, suspira BEEEEMMM alto e pergunta: "oiça lá ó menino". E nós, de boa educação mas precária paciência, reflectimos um "siiIIIIIMMMMMM???". Neste momento, após contacto verbal, não há nada a fazer... Ela desata logo àquela pergunta da praxe, com a voz ainda mais arranhada que anteriormente: "olhe por acaso não viu um 75 a passar, viuuU?" "É que sabe, ele nem me fica em caminho, mas assim posso apanhar a carreira (MAS QUE RAIO SÃO AS CARREIRAS DE QUE ESTA GENTE FALA???) que passa bem lá na Vilarinha do Trocelho, a casa da minha enteada (E O QUE RAIO É UMA ENTEADA???)". E segue-se o natural "Pois, é que o das 11h35 já deve ir em caminho, e o das vinte-para-a-meia-hora (¿?) ainda não chegou." Chega!! Não pudemos mais" E é aí que nós decidimos vingar-nos. Eheheheh. Então, bocejamos um golpe final das cordas da velha, dizendo "Passou já há 10 minutos" Ahahahahah. Pobre dela, que fica para ali a questionar-se sobre o atraso do autocarro-mistério que lhe será fatal para a visita à enteada que mora na pústula do cu-do-judas. O autocarro que nunca existiu, mas que não existindo a nós nos salvou. Nada mais hermeneutico. Até que chega uma das tais camionetas expresso Porto/Feães e nela desaparece a velha. É ser-se má pessoa, mas tudo isto serve para aumentar o boato verdadeiro de que os autocarros nunca chegam a tempo, para além de funcionar como um exorcismo de paragens de autocarro... E não digam que não vos avisei.
Quem viva em portugal que atire o próximo Mito Urbano!
17. O Chumbo Pródigo. É mesmo irritante ouvir aquela gentaça que, uma vez chumbado um exame, uma disciplina, o Código (para conduzir), ou o-raio-que-o-parta se manda para nós com o quase passei. Quase... QUASE? QUASE????. Espero que tenham captado bem a minha cólera. Mas que raio se passa com esta gentinha? É sempre o típico 9,4 do camafeu do professor, isto quando não é o mais real e ardiloso 9,35. Ou a 4ª resposta falhada no código. Sim, esta é a pior! Não há desgraçado que tenha chumbado no código que não diga que chumbou com 4. É sempre: "foi aquela que eu mudei no último minuto.. " ou "se eu não tivesse mudado aquilo". Mentirosos! Tinhosos! Mil vezes burros! Perdido por 100 perdido por 1000. Mais vale dizer a verdade, não é? Ainda por cima porque não existe estar muito morto ou pouco morto, o que interessa é que se morreu. Prontos, já fiquei mal disposto só de me lembrar da panóplia de gente que me diz isso.. Nota: chumbei com 4 o Código.
18. A carreira milagrosa. Esta é só para os pobres como eu... Sabem quando estamos na paragem do autocarro à horas a morrer de tédio, a contar os paralelos da rua, e vem aquela velhinha mesmo irritante para o nosso lado? Ela aprochega-se, ri-se para nós e senta-se ao nosso lado, bem encostada. E depois de acondicionar os 9 sacos que trouxe, todos eles de lojas diferentes, suspira BEEEEMMM alto e pergunta: "oiça lá ó menino". E nós, de boa educação mas precária paciência, reflectimos um "siiIIIIIMMMMMM???". Neste momento, após contacto verbal, não há nada a fazer... Ela desata logo àquela pergunta da praxe, com a voz ainda mais arranhada que anteriormente: "olhe por acaso não viu um 75 a passar, viuuU?" "É que sabe, ele nem me fica em caminho, mas assim posso apanhar a carreira (MAS QUE RAIO SÃO AS CARREIRAS DE QUE ESTA GENTE FALA???) que passa bem lá na Vilarinha do Trocelho, a casa da minha enteada (E O QUE RAIO É UMA ENTEADA???)". E segue-se o natural "Pois, é que o das 11h35 já deve ir em caminho, e o das vinte-para-a-meia-hora (¿?) ainda não chegou." Chega!! Não pudemos mais" E é aí que nós decidimos vingar-nos. Eheheheh. Então, bocejamos um golpe final das cordas da velha, dizendo "Passou já há 10 minutos" Ahahahahah. Pobre dela, que fica para ali a questionar-se sobre o atraso do autocarro-mistério que lhe será fatal para a visita à enteada que mora na pústula do cu-do-judas. O autocarro que nunca existiu, mas que não existindo a nós nos salvou. Nada mais hermeneutico. Até que chega uma das tais camionetas expresso Porto/Feães e nela desaparece a velha. É ser-se má pessoa, mas tudo isto serve para aumentar o boato verdadeiro de que os autocarros nunca chegam a tempo, para além de funcionar como um exorcismo de paragens de autocarro... E não digam que não vos avisei.
Quem viva em portugal que atire o próximo Mito Urbano!
Mitos urbanos - mais alguns para juntar à lista
Continuando sempre na saga dos Mitos Urbanos, lembrei-me de mais alguns que passo a enunciar:
11. Sol do Porto vs sol do Algarve. Aqui está um dos mitos que conheço à mais tempo. É comum dizer-se que o bronze que se consegue nas praias do Porto e norte do país dura mais que o bronzeado que se apanha nas praias do Algarve. Nada de mais ridiculamente errado! Quando se passa um mês e meio a ir à praia no Porto e existe algum bronzeado (conseguido pelos poucos raios de sol que ultrapassam a neblina) não passa de uma situação normal. Claro que se se deixar de ir à praia por uma semana desaparece tudo ou grande parte. Como acontece com qualquer bronzeado! A grande diferença é que no Algarve esse bronzeado não se consegue num mês e meio mas em poucos dias. Essa sim, é a diferença!
12. Viagem ordeira de uma claque de uma equipa de futebol. É coisa que não existe nem nunca existiu. Pode variar entre menos e mais distúrbios. O que se quer dizer com viagem ordeira é uma viagem de 60 gunas dentro de uma camionete escoltada pela polícia onde nas estações de serviço só foram violadas 2 mulheres e desapareceram todo o tipo de artigos no valor de alguns milhares de euros, artigos esses que são vendidos aos ultras que não quiseram sair da camionete nessa paragem a um preço módico (pelo menos bem mais barato que o que estava na prateleira da estação). Vale a pena assim ficar no veículo! Viagem calma, ordeira e sem história...
13. Bacalhau do natal. Outra coisa que convém desmistificar é a qualidade do bacalhau que se come na noite de consoada. Frases como “o bacalhau está óptimo, muito melhor que o do ano passado” são proferidas impunemente cada dia 24 de Dezembro. O bacalhau da consoada é simplesmente a pior forma de comer bacalhau e, pasme-se, nunca está bom. E porquê? Porque é mau! Simplesmente isso! Portanto não está bom, ou mau, ou mais ou menos. É mau. Ponto final.
14. Pai Natal. É verdade. Muitos já desconfiavam mas eu quero dar a notícia em primeira mão. É mito! Não há Pai Natal! Acreditem que é verdade. Acham mesmo que alguém andava num trenó puxado por renas a distribuir presentes no Natal? Só vejo a explicação se for para fugir ao bacalhau de Natal. Aí até admito, fora disso não! Podem até dizer que já viram o Pai Natal em centros comerciais a tirar fotos com as criancinhas e a oferecer presentes, mas garanto-vos que não passa de uma artimanha de Carlos Cruz, Bibi e companhia. Consta que a PJ já anda em cima do acontecimento.
15. Dar o golpe. Português que se preze só é feliz quando consegue dar o golpe em qualquer situação. Passar à frente de uma fila, entrar num local de graça, conseguir amostras grátis, enfim, qualquer situação em que se possa aplicar um chico-espertismo para se conseguir algo com o trabalho mínimo, está-se por aí! Talvez por existir tanto chico-espertismo por aí as coisas sejam mais caras de modo a que se tente sempre dar o golpe. É um ciclo vicioso. Note-se que outros povos que não têm esse costume conseguem sempre ter o dinheiro suficiente para tudo o que querem e o que não querem. Porque será?
16. Cromos dificeis. Não há nada mais comum do que se ouvir que, numa colecção de cromos, existem cromos fáceis e cromos difíceis. Já fiz várias. E sempre as acabei. Mas realmente pensa-se que as editoras imprimem menos quantidade de certo número de cromos ou enviam os cromos nº389 só para a zona de Lisboa e o cromo nº234 só para a zona do Porto? Esse mito de trocar um cromo “difícil” por mais que um, visto que é “difícil”, não passa de uma artimanha parecida com o “dar o golpe” para enganar pobres crianças inocentes. É um mito que implica outros dois mitos supracitados. Como resultado, a PJ já anda em cima das pessoas que tentam trocar um cromo como “difícil” e essa pessoa entrando nesse ciclo vicioso nunca terá dinheiro para nada na vida. Na cadeia, também não é preciso dinheiro para nada, portanto está-se bem...
11. Sol do Porto vs sol do Algarve. Aqui está um dos mitos que conheço à mais tempo. É comum dizer-se que o bronze que se consegue nas praias do Porto e norte do país dura mais que o bronzeado que se apanha nas praias do Algarve. Nada de mais ridiculamente errado! Quando se passa um mês e meio a ir à praia no Porto e existe algum bronzeado (conseguido pelos poucos raios de sol que ultrapassam a neblina) não passa de uma situação normal. Claro que se se deixar de ir à praia por uma semana desaparece tudo ou grande parte. Como acontece com qualquer bronzeado! A grande diferença é que no Algarve esse bronzeado não se consegue num mês e meio mas em poucos dias. Essa sim, é a diferença!
12. Viagem ordeira de uma claque de uma equipa de futebol. É coisa que não existe nem nunca existiu. Pode variar entre menos e mais distúrbios. O que se quer dizer com viagem ordeira é uma viagem de 60 gunas dentro de uma camionete escoltada pela polícia onde nas estações de serviço só foram violadas 2 mulheres e desapareceram todo o tipo de artigos no valor de alguns milhares de euros, artigos esses que são vendidos aos ultras que não quiseram sair da camionete nessa paragem a um preço módico (pelo menos bem mais barato que o que estava na prateleira da estação). Vale a pena assim ficar no veículo! Viagem calma, ordeira e sem história...
13. Bacalhau do natal. Outra coisa que convém desmistificar é a qualidade do bacalhau que se come na noite de consoada. Frases como “o bacalhau está óptimo, muito melhor que o do ano passado” são proferidas impunemente cada dia 24 de Dezembro. O bacalhau da consoada é simplesmente a pior forma de comer bacalhau e, pasme-se, nunca está bom. E porquê? Porque é mau! Simplesmente isso! Portanto não está bom, ou mau, ou mais ou menos. É mau. Ponto final.
14. Pai Natal. É verdade. Muitos já desconfiavam mas eu quero dar a notícia em primeira mão. É mito! Não há Pai Natal! Acreditem que é verdade. Acham mesmo que alguém andava num trenó puxado por renas a distribuir presentes no Natal? Só vejo a explicação se for para fugir ao bacalhau de Natal. Aí até admito, fora disso não! Podem até dizer que já viram o Pai Natal em centros comerciais a tirar fotos com as criancinhas e a oferecer presentes, mas garanto-vos que não passa de uma artimanha de Carlos Cruz, Bibi e companhia. Consta que a PJ já anda em cima do acontecimento.
15. Dar o golpe. Português que se preze só é feliz quando consegue dar o golpe em qualquer situação. Passar à frente de uma fila, entrar num local de graça, conseguir amostras grátis, enfim, qualquer situação em que se possa aplicar um chico-espertismo para se conseguir algo com o trabalho mínimo, está-se por aí! Talvez por existir tanto chico-espertismo por aí as coisas sejam mais caras de modo a que se tente sempre dar o golpe. É um ciclo vicioso. Note-se que outros povos que não têm esse costume conseguem sempre ter o dinheiro suficiente para tudo o que querem e o que não querem. Porque será?
16. Cromos dificeis. Não há nada mais comum do que se ouvir que, numa colecção de cromos, existem cromos fáceis e cromos difíceis. Já fiz várias. E sempre as acabei. Mas realmente pensa-se que as editoras imprimem menos quantidade de certo número de cromos ou enviam os cromos nº389 só para a zona de Lisboa e o cromo nº234 só para a zona do Porto? Esse mito de trocar um cromo “difícil” por mais que um, visto que é “difícil”, não passa de uma artimanha parecida com o “dar o golpe” para enganar pobres crianças inocentes. É um mito que implica outros dois mitos supracitados. Como resultado, a PJ já anda em cima das pessoas que tentam trocar um cromo como “difícil” e essa pessoa entrando nesse ciclo vicioso nunca terá dinheiro para nada na vida. Na cadeia, também não é preciso dinheiro para nada, portanto está-se bem...
terça-feira, maio 04, 2004
Mitos Urbanos - the definite guide
Sim sim. Hoje acordei e pensei na extrema necessidade de debater algumas excreções (in)fundamentadamente oníricas mancomunadas a entidades cosmopolitas. Ou seja, os MITOS URBANOS. Não, minto. Não foi hoje, nem tão pouco acordei para o assunto. É algo que me esteve sempre preso no coração, como uma espinha mal deglutida. Mas, como uma feijoada mal digerida, algum dia havia de sair. Foi hoje, agora. E então decidi desmistificar neste leve ensaio alguns dos mitos urbanos que me ocorreram. Certamente que esta plateia se lembrará de milhentos mais, eles são tantos como as gotas do mar, tantos como os ventos do ar. Agradecem-se então as adições à lista com que vou começar.
1. Tampas de esgoto. Ahhhh pois é, quem diria que são um mito urbano. Quem diria!! Neste momento o leitor deve estar a perguntar-se qual o motivo de tamanha alucinação. Aqueles mais perspicazes olharão para as horas, e essêncialmente para o dia. Aqueles que não foram assim tão perspicazes, ou que sendo não extraíram qualquer resolução, deixem estar. É assim a vida. Bom, continuemos. As tampas de esgoto... Já alguém se perguntou porque todas as tampas de esgoto são redondas? Certamente que sim, ou então não. É meeeesmo chato, são TODAS redondas. E porquê?? Qual será o mistério, existirá uma causa, uma razão de ser? Sim, eu sei porquê. Mas gostava que reflectissem sobre isso uns momentos, e tentassem descobrir porquê. E que que tentem até se vos esgotarem todas as hipóteses ridiculas como "é mais barato assim", "é o standart" (é STANDARD que se diz!!) ou mesmo "é porque os canos são redondos"... (...) ... Nesta altura já terão desistido, ou simplesmente ignorado os meus humildes apelos à reflexão pública. Então aqui vai: são redondas porque o circulo é a única forma geométrica de raio constante. Qualquer outra forma, quando rodada sobre pelo menos um ângulo, produz uma nova diagonal diferente da primeira. Ora alinhando a peça na posição de menor diagonal sobre aquela que tem maior, e colocando-a na vertical, então ela cairia pelo esgoto, esborrachando qualquer pobre diabo que lá estivesse trabalhando, ou no mínimo deixando-o a esvair-se em sangue. Por exemplo, se fossem quadradas, então poderiamos levantar a tampa na vertical, roda-la de 45 graus para qualquer lado, e enfia-la pelo cano abaixo. Ohhh yeahh, nada como cultura matemática! É claro que só são necessárias tais tampas para entradas com perigo de queda.
2. Núvens. Pois é, é um mito urbano ouvir sempre alguém murmurar "olha parece um elefante", "parece um barco", "parece uma cara", "parece o camandro" quando vêm muitas nuvens juntas no céu. Digo-vos já e agora: As núvens são parecidas única e exclusivamente consigo mesmas. E mai nada. É um mito urbano falso-positivo. Fica o aviso: da próxima que alguém me disser alguma destas, ha-de ouvi-las...
3. Sunday Discos. Mais que um mero lugar-comum de stand-up comedies, as discotecas de domingo são o orgulho de qualquer mito urbano. Toda a gente tem opinião sobre o assunto, mas poucos são fundamentados. Eu fui procurar a resposta.... De facto elas EXISTEM. Sim senhor, pode sair-se ao domingo, e há quem o faça. Certamente de palito na boca e com o sapatinho de missa, mas o bar-discoteca "D'ela" não brinca em serviço com os seus clientes. Até porque o consumo obrigatório de 7,5 euros é rebaixado a 5 euros quando o cliente canta no karaoke. Ohh yeah baby. E a entrada dá acesso ao famoso tramoço e aos cobiçados minuíns solenemente colocados sobre o altar de cevada fermentada esmaltada. Não escrevo mais porque alguns leitores podem ser clientes ou - !!!!horror!!!! - ter o cartão dourado da casa. É verdadeiramente chocante. Brutal.
4. Frase míticas. Chegou a vez de uma expressão que me irrita a até superfície capilar do reflexeu só de ouvir murmurar. Não sei como transmiti-la, mas tentarei... até porque "tens lido isto mais cedo, e ias entender".. PRONTO já disse. Aquele "Tens"+"lido" é horroso, um vómito. É o culminar de uma educação excelente do português, este conjugar do presente do indicativo com o adjectivo em forma passada, este gerundiante da estupidez perene.. E é péssimo ouvi-la dizer no autocarro, na rua, em qualquer lugar da urbe. Aquele "Ó mariza, tens chegado mais rápido e iamos ao nórtexópingue. Aiiiiii ainda consigo ouvi-la na minha cabeça... Será que esta gente não se ENXERGA??????? Enfim, o mito é desfeito com um aviso: ISTO NÃO SE USA.
5. Casa de banho de senhoras. Sim, é um MITO URBANO que estas são limpas. Eu estava deveras curioso se seria verdade que até se pode comer (e pode :D) num quarto de banho de senhoras, mas foi de novo um falso-positivo, e ao entrar ilegalmente numa delas descobri a verdade. Não são limpas, pelo menos não mais que as dos homens. Eu bem pensava que a ausência de urinóis seria um beneficio, mas não. Parece que afinal aqueles bidões rasos (por maiores que sejam está sempre tudo por fora) até não são mal jogados. Nas mulheres está definida a liberdade prementemente moderna: "podes aliviar-te aonde quiseres, desde que seja uma sanita"... pelo vistos não funciona. Talvez por serem demasiado cuidadosas. Na ânsia de não repousar nos poi(s)os alheios, estas vão sucessivamente alcochoando os receptáculos de papel, que resulta na vândalização dos habitáculos com restos, quando não provocam a raiva do autoclismo ciclónico. Foi entrar e sair...
6. A onda verde. Pois, um dos maiores Mitos Urbano ficou para o fim. A onda verde, segundo a qual qualquer veículo que numa estrada circule a velocidade constante segue sem encontrar vermelhos, é a maior mentira da actualidade. Se existem [em lusitanas estradas] troços em que se possa verificar uma continuidade de circulação, esta não passa de um mero acaso, uma solução fortuita de um emaranhado de variáveis que são o Planeamento Urbano - na sua maior projecção como o actual PLANO PORMENOR. Creio que devia ser modado para algo que reflectisse o verdadeiro esforço que nele é submetido e aplicado.. proponho a saneação do "plano pormenor" a PLANO POR MENOR.. é assim mesmo.
7. Táxis no Porto. É um mito dizer-se que há taxis a mais... Mas será que é verdade? O facto é muitas vezes estamos numa paragem de autocarro a secar à 2 hora e no entremente passam 4 ou 5 taxis vazios.. Eu quis tirar tudo a pratos limpos, e então foi perguntar. Aproveitei uma corrida às Antas. (...) Eram 4 da tarde. O senhorio da carroça estava nos seus dias, até porque o meu destino ficava a caminho da boavista onde ele tinha de ir. E ele recebia os telefonemas à dúzia, porventura ameaças de morte conjugais sobre juramentos de compromissos temporais, ou sei-lá-eu... Quando me decido a olhar para ele, reparo que o pobre beduíno dos quilómetros alheios está a suar em bica (em bica? ¿de onde veio esta frase ?), gotas de inconveniência escorrem-lhe pela fronte. E decido quebrar o silêncio comercial COM gelo.. Perguntei-lhe, assim como-quem-pergunta-se-o-porto-vai-bem-ou-não, quantos táxis tem o Porto. Ele olhou-me, arregalando-me as órbitas da razão com o seu estrabismo vocal, e disse: 789. Sim, foi assim tão frio. Num segundo, todo o mistério estava acabado. Tal como este comentário..
8. "O" fóminhas. De volta às personalidades. Este hominideos famintus, na sua mais frenética representação, reside no porto, e bem perto de vários membros desta comunidade. Usualmente deambula o seu corpo pedinte pela junção boavista-gomes da costa, mas já foi visto um pouco por todo o lado. Salafrário das calçadas negras, este caçador de esmolas é usualmente identificado por um porte pouco ameaçador, com os ombros a debruçarem-se sobre o nosso fraco coração, e com os braços sobre o estômago. Não podendo desviar por pelo menos uma vez o olhar desta pessoa, logo reparamos em toda uma composição orgânica vocacionada para o amolecimento da nossa vontade. Desde o cinto-corda, até à barba 5-dias-e-não-mais.. Enfim, creio que o consultor de imagem dele é 10x melhor que o do PR, senão mesmo do famigerado George W. S. M. P. U. V. Bush Jr.
9. O "animal". Pois é cambada, mais vale acabar de vez com estes Deuses. O nome que se segue é dado ao emplastro encarnado homem, que subiu à terra para a todos nos animar. Esta pústula humana tem o condão de atrair a si elementos multimédia, como sejam jornais, televisão e camarãs privadas. Mas ele não se fica por aqui, não senhor. Este carbúnculo vivo é tema de conversa de vários grupos e associativismos humanos, e já foi proposto a capa da Time 2 vezes. Mais do que eu, vos digo. E foi assim que a pouco e pouco ele foi conquistando a atenção de todos nós Portistas e portugueses, até se tornar o furúnculo maior.. Que ele tem acesso a todos os jogos do Glorioso é um dado adquirido. Mas fala-se em maçonaria, e em estar envolvido num plano conjunto com o D. Duarte para fazer voltar Portugal à monarquia.. este tipo é mesmo polivalente. Proponho-o para a Grande Cruz da Ordem de Malta.
10. Município dos Porcos. Para último ficou a transfiguração do famoso Triunfo dos Porcos para o nosso cosmos.. Não estou a falar do tuga enquanto ser que escarra a tudo o quanto é poiso público, não senhor. Mas sim da tendência para aporcalhar em situações públicas. Não digo nada de novo. É certo e sabido que o lusitano apenas preza acima do que é seu o que é dos outros. É como 1+1. Qualquer um de vós já terá lido crónicas urbanas sobre os assaltos aos brindes, sobre a vândalização de ofertas, ou mesmo sobre o coleccionismo cleptomaníaco de pechisbeques de segunda. São sempre belas Ilíadas Comuns, mas nunca captam o desespero de causa de um verdadeiro falso-português. Mas eu vou particularizar numa só erupção de massas. A chamada Inauguração em Serralves. Isto sim, é O mito urbano. Jamais viu Roma no auje da sua Vandalização por hordas Bárbaras tamanha vulcanização da Cultura. E mesmo desta vou apenas contar-vos o expoente deste magnete público, o Átila. Úno. Foi no dia 25 de Abril de 2004. Não só celebravamos a Evolução de 74 (reh reh reh reh) como também a vitória nacional do Porto. E celebravamos ainda a inauguração de mais uma exposição no Parque de Serralves. Eu à parte, claro, pois sou fascista e benfiquista, e odeio manifestações públicas com frquentes exibicionismos das classes maiores. Ahahahah. Estava uma bela noite, entrei era apenas lusco-fusco. 5-7 minutos, já sabem. Então, e como sempre, a bebida era à descrição. Era chegar ao bar e pedir, delicadamente: "Olhe, eram 4 uísqís-cóla, dois com gelo e dois sem". Francamente. Isto só para uma pessoa claro. E eles vieram ao milhar. Falavam alto e rudemente, eram feios e olhavam de lado qualquer erudito quer da arte quer do álcool, como um insultuoso olhar que recebi, onde li "o quê? só levas um vodka? (era lisboeta ou gay, à certa) és meeeesmo burro". Que besta. Não fosse a sua cara metade, igualmente dandesca, estar presente e aquele urso teria hibernado nessa noite sem dentes... enfim (suspiro). Continuando. O tempo passava, e cada vez entrava mais gente. Até que baco se ressentiu e deixou de haver alcool. Então foi o ataque às águas. Eram às 6 duma vez, para serem atiradas ao ar ou despejadas sobre as mãos. Vergonhoso. Foi então que o milagre aconteceu. Uma camioneta da Super-Bock estaciona à porta e começa a distribuir cerveja grátis, minutos depois devidadmente acondicionada por detrás de uma barraquinha. Mais uma vez era ver esses desavergonhados a encher bolsos de latas, até o cós das calças não aguentar mais, até pelas suas contas ser um litro de alcool etílico. E, mal isto acabou, houve o evacuar, apenas ficando alguns núcleos resistentes à espera de mais uma refrega, um outro encore give-away. Como se a esperança fosse a última coisa a morrer. Aiai, para onde caminhamos.. Não vaticino nada de bom daqui. Até porque até os guardas das chaimites estacionadas à porta do dito Museu estavam já a emburcar umas latitas, desviadas à força da baioneta. O verdadeiro Mito Urbano. E com um grogue a ser, sonhavam já no próximo levantamento público, um novo insurgimento de classes. Seja ele como 74 ou como o do presente dia. No fim de contas são ambos borgas contadas. É caso para dizer que só os porcos triunfam.
E é assim que me despeço de vós meus caros..
Hoje joga o glorioso...
Até os comemos!
Porfiai desmesuradamente
Bebei e descultivai-vos
Este ensaio foi co-assinado pelo heterónimo Franky Four Fingers..
1. Tampas de esgoto. Ahhhh pois é, quem diria que são um mito urbano. Quem diria!! Neste momento o leitor deve estar a perguntar-se qual o motivo de tamanha alucinação. Aqueles mais perspicazes olharão para as horas, e essêncialmente para o dia. Aqueles que não foram assim tão perspicazes, ou que sendo não extraíram qualquer resolução, deixem estar. É assim a vida. Bom, continuemos. As tampas de esgoto... Já alguém se perguntou porque todas as tampas de esgoto são redondas? Certamente que sim, ou então não. É meeeesmo chato, são TODAS redondas. E porquê?? Qual será o mistério, existirá uma causa, uma razão de ser? Sim, eu sei porquê. Mas gostava que reflectissem sobre isso uns momentos, e tentassem descobrir porquê. E que que tentem até se vos esgotarem todas as hipóteses ridiculas como "é mais barato assim", "é o standart" (é STANDARD que se diz!!) ou mesmo "é porque os canos são redondos"... (...) ... Nesta altura já terão desistido, ou simplesmente ignorado os meus humildes apelos à reflexão pública. Então aqui vai: são redondas porque o circulo é a única forma geométrica de raio constante. Qualquer outra forma, quando rodada sobre pelo menos um ângulo, produz uma nova diagonal diferente da primeira. Ora alinhando a peça na posição de menor diagonal sobre aquela que tem maior, e colocando-a na vertical, então ela cairia pelo esgoto, esborrachando qualquer pobre diabo que lá estivesse trabalhando, ou no mínimo deixando-o a esvair-se em sangue. Por exemplo, se fossem quadradas, então poderiamos levantar a tampa na vertical, roda-la de 45 graus para qualquer lado, e enfia-la pelo cano abaixo. Ohhh yeahh, nada como cultura matemática! É claro que só são necessárias tais tampas para entradas com perigo de queda.
2. Núvens. Pois é, é um mito urbano ouvir sempre alguém murmurar "olha parece um elefante", "parece um barco", "parece uma cara", "parece o camandro" quando vêm muitas nuvens juntas no céu. Digo-vos já e agora: As núvens são parecidas única e exclusivamente consigo mesmas. E mai nada. É um mito urbano falso-positivo. Fica o aviso: da próxima que alguém me disser alguma destas, ha-de ouvi-las...
3. Sunday Discos. Mais que um mero lugar-comum de stand-up comedies, as discotecas de domingo são o orgulho de qualquer mito urbano. Toda a gente tem opinião sobre o assunto, mas poucos são fundamentados. Eu fui procurar a resposta.... De facto elas EXISTEM. Sim senhor, pode sair-se ao domingo, e há quem o faça. Certamente de palito na boca e com o sapatinho de missa, mas o bar-discoteca "D'ela" não brinca em serviço com os seus clientes. Até porque o consumo obrigatório de 7,5 euros é rebaixado a 5 euros quando o cliente canta no karaoke. Ohh yeah baby. E a entrada dá acesso ao famoso tramoço e aos cobiçados minuíns solenemente colocados sobre o altar de cevada fermentada esmaltada. Não escrevo mais porque alguns leitores podem ser clientes ou - !!!!horror!!!! - ter o cartão dourado da casa. É verdadeiramente chocante. Brutal.
4. Frase míticas. Chegou a vez de uma expressão que me irrita a até superfície capilar do reflexeu só de ouvir murmurar. Não sei como transmiti-la, mas tentarei... até porque "tens lido isto mais cedo, e ias entender".. PRONTO já disse. Aquele "Tens"+"lido" é horroso, um vómito. É o culminar de uma educação excelente do português, este conjugar do presente do indicativo com o adjectivo em forma passada, este gerundiante da estupidez perene.. E é péssimo ouvi-la dizer no autocarro, na rua, em qualquer lugar da urbe. Aquele "Ó mariza, tens chegado mais rápido e iamos ao nórtexópingue. Aiiiiii ainda consigo ouvi-la na minha cabeça... Será que esta gente não se ENXERGA??????? Enfim, o mito é desfeito com um aviso: ISTO NÃO SE USA.
5. Casa de banho de senhoras. Sim, é um MITO URBANO que estas são limpas. Eu estava deveras curioso se seria verdade que até se pode comer (e pode :D) num quarto de banho de senhoras, mas foi de novo um falso-positivo, e ao entrar ilegalmente numa delas descobri a verdade. Não são limpas, pelo menos não mais que as dos homens. Eu bem pensava que a ausência de urinóis seria um beneficio, mas não. Parece que afinal aqueles bidões rasos (por maiores que sejam está sempre tudo por fora) até não são mal jogados. Nas mulheres está definida a liberdade prementemente moderna: "podes aliviar-te aonde quiseres, desde que seja uma sanita"... pelo vistos não funciona. Talvez por serem demasiado cuidadosas. Na ânsia de não repousar nos poi(s)os alheios, estas vão sucessivamente alcochoando os receptáculos de papel, que resulta na vândalização dos habitáculos com restos, quando não provocam a raiva do autoclismo ciclónico. Foi entrar e sair...
6. A onda verde. Pois, um dos maiores Mitos Urbano ficou para o fim. A onda verde, segundo a qual qualquer veículo que numa estrada circule a velocidade constante segue sem encontrar vermelhos, é a maior mentira da actualidade. Se existem [em lusitanas estradas] troços em que se possa verificar uma continuidade de circulação, esta não passa de um mero acaso, uma solução fortuita de um emaranhado de variáveis que são o Planeamento Urbano - na sua maior projecção como o actual PLANO PORMENOR. Creio que devia ser modado para algo que reflectisse o verdadeiro esforço que nele é submetido e aplicado.. proponho a saneação do "plano pormenor" a PLANO POR MENOR.. é assim mesmo.
7. Táxis no Porto. É um mito dizer-se que há taxis a mais... Mas será que é verdade? O facto é muitas vezes estamos numa paragem de autocarro a secar à 2 hora e no entremente passam 4 ou 5 taxis vazios.. Eu quis tirar tudo a pratos limpos, e então foi perguntar. Aproveitei uma corrida às Antas. (...) Eram 4 da tarde. O senhorio da carroça estava nos seus dias, até porque o meu destino ficava a caminho da boavista onde ele tinha de ir. E ele recebia os telefonemas à dúzia, porventura ameaças de morte conjugais sobre juramentos de compromissos temporais, ou sei-lá-eu... Quando me decido a olhar para ele, reparo que o pobre beduíno dos quilómetros alheios está a suar em bica (em bica? ¿de onde veio esta frase ?), gotas de inconveniência escorrem-lhe pela fronte. E decido quebrar o silêncio comercial COM gelo.. Perguntei-lhe, assim como-quem-pergunta-se-o-porto-vai-bem-ou-não, quantos táxis tem o Porto. Ele olhou-me, arregalando-me as órbitas da razão com o seu estrabismo vocal, e disse: 789. Sim, foi assim tão frio. Num segundo, todo o mistério estava acabado. Tal como este comentário..
8. "O" fóminhas. De volta às personalidades. Este hominideos famintus, na sua mais frenética representação, reside no porto, e bem perto de vários membros desta comunidade. Usualmente deambula o seu corpo pedinte pela junção boavista-gomes da costa, mas já foi visto um pouco por todo o lado. Salafrário das calçadas negras, este caçador de esmolas é usualmente identificado por um porte pouco ameaçador, com os ombros a debruçarem-se sobre o nosso fraco coração, e com os braços sobre o estômago. Não podendo desviar por pelo menos uma vez o olhar desta pessoa, logo reparamos em toda uma composição orgânica vocacionada para o amolecimento da nossa vontade. Desde o cinto-corda, até à barba 5-dias-e-não-mais.. Enfim, creio que o consultor de imagem dele é 10x melhor que o do PR, senão mesmo do famigerado George W. S. M. P. U. V. Bush Jr.
9. O "animal". Pois é cambada, mais vale acabar de vez com estes Deuses. O nome que se segue é dado ao emplastro encarnado homem, que subiu à terra para a todos nos animar. Esta pústula humana tem o condão de atrair a si elementos multimédia, como sejam jornais, televisão e camarãs privadas. Mas ele não se fica por aqui, não senhor. Este carbúnculo vivo é tema de conversa de vários grupos e associativismos humanos, e já foi proposto a capa da Time 2 vezes. Mais do que eu, vos digo. E foi assim que a pouco e pouco ele foi conquistando a atenção de todos nós Portistas e portugueses, até se tornar o furúnculo maior.. Que ele tem acesso a todos os jogos do Glorioso é um dado adquirido. Mas fala-se em maçonaria, e em estar envolvido num plano conjunto com o D. Duarte para fazer voltar Portugal à monarquia.. este tipo é mesmo polivalente. Proponho-o para a Grande Cruz da Ordem de Malta.
10. Município dos Porcos. Para último ficou a transfiguração do famoso Triunfo dos Porcos para o nosso cosmos.. Não estou a falar do tuga enquanto ser que escarra a tudo o quanto é poiso público, não senhor. Mas sim da tendência para aporcalhar em situações públicas. Não digo nada de novo. É certo e sabido que o lusitano apenas preza acima do que é seu o que é dos outros. É como 1+1. Qualquer um de vós já terá lido crónicas urbanas sobre os assaltos aos brindes, sobre a vândalização de ofertas, ou mesmo sobre o coleccionismo cleptomaníaco de pechisbeques de segunda. São sempre belas Ilíadas Comuns, mas nunca captam o desespero de causa de um verdadeiro falso-português. Mas eu vou particularizar numa só erupção de massas. A chamada Inauguração em Serralves. Isto sim, é O mito urbano. Jamais viu Roma no auje da sua Vandalização por hordas Bárbaras tamanha vulcanização da Cultura. E mesmo desta vou apenas contar-vos o expoente deste magnete público, o Átila. Úno. Foi no dia 25 de Abril de 2004. Não só celebravamos a Evolução de 74 (reh reh reh reh) como também a vitória nacional do Porto. E celebravamos ainda a inauguração de mais uma exposição no Parque de Serralves. Eu à parte, claro, pois sou fascista e benfiquista, e odeio manifestações públicas com frquentes exibicionismos das classes maiores. Ahahahah. Estava uma bela noite, entrei era apenas lusco-fusco. 5-7 minutos, já sabem. Então, e como sempre, a bebida era à descrição. Era chegar ao bar e pedir, delicadamente: "Olhe, eram 4 uísqís-cóla, dois com gelo e dois sem". Francamente. Isto só para uma pessoa claro. E eles vieram ao milhar. Falavam alto e rudemente, eram feios e olhavam de lado qualquer erudito quer da arte quer do álcool, como um insultuoso olhar que recebi, onde li "o quê? só levas um vodka? (era lisboeta ou gay, à certa) és meeeesmo burro". Que besta. Não fosse a sua cara metade, igualmente dandesca, estar presente e aquele urso teria hibernado nessa noite sem dentes... enfim (suspiro). Continuando. O tempo passava, e cada vez entrava mais gente. Até que baco se ressentiu e deixou de haver alcool. Então foi o ataque às águas. Eram às 6 duma vez, para serem atiradas ao ar ou despejadas sobre as mãos. Vergonhoso. Foi então que o milagre aconteceu. Uma camioneta da Super-Bock estaciona à porta e começa a distribuir cerveja grátis, minutos depois devidadmente acondicionada por detrás de uma barraquinha. Mais uma vez era ver esses desavergonhados a encher bolsos de latas, até o cós das calças não aguentar mais, até pelas suas contas ser um litro de alcool etílico. E, mal isto acabou, houve o evacuar, apenas ficando alguns núcleos resistentes à espera de mais uma refrega, um outro encore give-away. Como se a esperança fosse a última coisa a morrer. Aiai, para onde caminhamos.. Não vaticino nada de bom daqui. Até porque até os guardas das chaimites estacionadas à porta do dito Museu estavam já a emburcar umas latitas, desviadas à força da baioneta. O verdadeiro Mito Urbano. E com um grogue a ser, sonhavam já no próximo levantamento público, um novo insurgimento de classes. Seja ele como 74 ou como o do presente dia. No fim de contas são ambos borgas contadas. É caso para dizer que só os porcos triunfam.
E é assim que me despeço de vós meus caros..
Hoje joga o glorioso...
Até os comemos!
Porfiai desmesuradamente
Bebei e descultivai-vos
Este ensaio foi co-assinado pelo heterónimo Franky Four Fingers..
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