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terça-feira, janeiro 08, 2008

Caixa de Esmolas


Estamos na presença de mais uma situação onde se verifica a velha máxima “duas cabeças pensam melhor do que uma”. Mas como todas as regras, há uma excepção. E quando as duas cabeças a pensar são a minha e a do Ayeye é óbvio que não pode dar bom resultado. Nunca deu. Este é mais um exemplo.

Isto é válido para qualquer peditório, seja ele feito numa missa, num peditório da luta contra o cancro, contra a fome em África ou mesmo para o envio de leprosos para o Iraque.

Num peditório, quem quer que dê algum dinheiro para a causa em questão dá-o anonimamente e em quantia que só a própria sabe. Uma pessoa pode sentir-se muito generosa a dar 50 cêntimos em moedas de 1 cêntimo devido ao barulho e ao demorado que as moedas levam a cair mas distingue-se o oco som do “cascalho”. Não é preciso ser Deus para saber que foi mais aparato que valor! Mas por outro lado quem repara numa nota de 5€ a cair no cesto das esmolas? Não faz mais barulho que um cêntimo mas o Departamento Financeiro dos Céus (ou o E.L.I. - Enviem os Leprosos para o Iraque) sorri bem mais com a 1ª opção. Mas como fazer ver às pessoas à volta de quem dá se realmente a dádiva foi muita parra e pouca uva ou realmente mais consistente?

Ora aqui é que surge a ideia: colocar um aparelho no receptáculo do dinheiro que transformasse o som do mesmo a cair no real valor monetário que o mesmo apresenta! Por exemplo, um cêntimo seria totalmente inaudível, 50 cêntimos já se conseguiria ouvir. No entanto, 50 cêntimos com cascalho quase não se escutariam. Afinal está-se ali para dar ou para se ver livre das moedas pequenas? Moedas de 1 e 2 euros ouvir-se-iam bem. Mas a novidade está nas notas: aqui o som aumentaria conforme o valor das notas! Uma nota de 20€ seria acompanhada com um trovão que rasgaria os céus e uma de 50€ com o hino da Liga dos Campeões para mostrar bem o valor envolvido!

Isto podia-se obviamente ajustar, pois o standard usado na IURD é diferente do usado em qualquer outro lado. Com toda a certeza que só se escutaria o hino da Liga dos Campeões quando fosse dada uma barra de ouro puro.

E assim terminariam as hipocrisias de dar muitas moedas para África ou livrar-se do cascalho a favor do cancro! As gentes de partida para o Iraque nunca saberiam que só tinham dado dinheiro para levar 1 dedo (neste caso do E.L.I. é mesmo uma possibilidade real)…

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