Palavras, palavrinhas e palavrões de uma pequena minoria dentro de uma elite ainda mais pequena... Se quiser partir alguma coisa envie por correio para: partemtudo@netcabo.pt

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Mitos Urbanos 26, 27 e 28

Mito urbano #26: Polícias com piada

Vem este na sequência da observação directa dos agentes da autoridade no desempenho das suas funções, principalmente em operações stop. O agente, rodeado por colegas e provavelmente vendo que é a única situação em que está realmente em superioridade em relação ao comum dos mortais decide aventurar-se em mundos que não são os seus, um deles o humor. O condutor acusa álcool em excesso no sangue, mas não muito e diz ao polícia: “pois, foram só 2 whiskies há umas horas atrás” sendo que o bófia (ok, descemos o nível, eles não merecem mais do que isto mesmo), julgando-se cheio de piada, logo diz em voz alta para toda a gente ouvir “não se pode queixar que foram mal servidos então!” e sorri muito satisfeito à espera da aprovação alheia. Não tem piada. Desculpe, seu moina miserável, não tem piada. Nem tente outra vez. Por favor!

Mito urbano #27: Professores com piada

Outro dos engodos que tento aqui desmascarar são os professores universitários com piada. Abro aqui uma excepção para um que tive no 1º ano, mas é a excepção que confirma a regra. Também não era português, o que explica muito. Conto-vos aqui dois casos distintos. Um professor que tive no 2º ano, saído dos silvados das mais profundas aldeias, com um gosto na escolha dos fatos inenarrável, que quando quis falar de “livranças” na aula saiu-lhe sempre “libránxa”. Desde esse momento até ao final do semestre sempre que o tema “libránxa” era chamado à ordem do dia tinha sempre piada. O professor é que não entendia porquê. Este caso claramente não se encaixa no caso dum professor que tem piada. Ele nunca tentou ter piada. Acabou por ter, mesmo tentando não ter. Neste caso estamos perante um Professor Ridículo™.
Mas o caso que interessa aqui relatar é o seguinte. Imagine-se que se está na última cadeira do curso, que só se teve essa cadeira o semestre inteiro, que se foi a todas as aulas, que o professor sabe bem quem é o aluno e a sua situação. Cumulativamente, a nota final do exame foi de 7,2 valores (sendo que com 7,5 valores podia-se ir à oral). Como é óbvio, o aluno em questão tenta ir ver o exame para ver se consegue subir ligeiramente a nota, nem que seja com a boa vontade do professor. À entrada da sala onde o professor está a mostrar os exames, e mesmo antes de chegar ao professor para lhe explicar a situação e ver a prova, é saudado pelo mesmo com um “Eh pá, foi por pouco!”. Não tem piada. Nunca tem piada. Nunca tente ter piada, Sr. Professor!

Mito urbano #28: Alunos universitários dos Palops sem piada

Este é um caso mais paradigmático. Nas universidades públicas é muito comum existirem alunos dos Palops. Geralmente lá colocados com habilitações no mínimo duvidosas, dado o elevadíssimo número de anos que levam a terminar a licenciatura, dividem-se em dois grandes grupos. Os que realmente têm piada e os que acabam por ter piada. Lembro-me dum aluno moçambicano chamado Neves que quando lhe perguntavam “Neves, como é que é?” ele logo respondia “Preto mais preto não há!”. E como este muitos. Depois há os outros que de não terem piada nenhuma e quererem mostrar serviço acabavam quase sempre por complicar as coisas dando azo a situações perfeitamente caricatas. Frases como “Déscupá lá, posso dar o jump?” quando, tentando ser expeditos, queriam passar para outro lugar no anfiteatro não se esquecem assim. Difícil foi não rir no momento em que me perguntaram isso!

Sem comentários: