Palavras, palavrinhas e palavrões de uma pequena minoria dentro de uma elite ainda mais pequena... Se quiser partir alguma coisa envie por correio para: partemtudo@netcabo.pt

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Crónica de António Barreto

António Barreto, conhecido sociólogo da nossa praça, fala sobre um dos meus maiores ódios do momento: a A.S.A.E.

Só ninguém o avisou é que as compotas não foi a ASAE que as levou. Deve ter sido o vento. Ou então elas ligaram para lá avisar que iam indo...

Não sei.

Pictionary

Durante a presente quadra festiva, ainda existem certas famílias e conjuntos de pessoas que aproveitam o tempo que estão reunidos para levar a cabo um hábito que quase se perdeu com o passar dos anos: os jogos de grupo. É certo e sabido que um dos jogos que maior parvoíce permite explanar é o conhecidíssimo "Pictionary".

Durante uma das últimas noites, dei por mim acompanhado por um amigo de longa data e pelos meus distintos colegas de blogue num curto encontro à mesa. Estavamos só sentados a apreciar cervejas estrangeiras (no fundo a atestar como se faz lá fora) até alguém lançar a idéia. Não havia tabuleiro nem sequer cartões ou ampulheta...mas ninguém sossegou enquanto o solícito empregado de mesa não satisfez o nosso pedido: "eram duas canetas e o máximo de papel possível, se faz favor". As quatro folhas de pequeno bloco que nos forneceu não prefaziam sequer a área de uma folha A4...mas foi suficiente. [quase: no fim ainda se recorreu à publicidade de um vinho que se encontrava no local]. Ora em não havendo cartões, recorreu-se ao seguinte sistema: determinado fulano decidia da própria cabeça uma palavra, passando-a ao desenhador. Este último tentava passar para papel a idiotice que acabara de ouvir, por forma a que os outros três tentassem adivinhar, contabilizando um ponto para desenhador e adivinhador no caso de resposta certeira dentro do tempo estipulado. Com facilidade se entrou numa espiral de estupidez como vão poder constatar pelos exemplos que passo a apresentar:


Figura 1 - Última Ceia

Figura 2 - Faz Esse.


Figura 3 - Pan Pipe.


Figura 4 - Falo.


Figura 5- Trailer.


Figura 6- Cão de Fila. [Seguidamente o mesmo esboço foi aproveitado para a palavra "Prenha".]


Figura 7 - Coleccionador de Pilas.


Figura 8 - Como se faz lá fora


Figura 9 - Doce Extra.



Figura 10 - Dar com os cornos no chão.











Figura 11 - Ataque.
























Figura 12 - Atestado de Pastorícia.











Figura 13 - Camião de Meretrizes.




















Figura 14- Bispo Baquedo.























Figura 15 - Camafeu [de todas as imagens apresentadas, esta foi a única que ninguém adivinhou em tempo útil.]


Obrigado pela sua atenção.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Bom 24

Queria aproveitar para desejar um excelente 24 de Dezembro e um óptimo 2 de Janeiro a todos os frequentadores do Partem e seus parentes afastados.

domingo, dezembro 23, 2007

O dinheiro apaga tudo

Como será a sensação de Capello ao saber que não passa duma segunda escolha?

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Beavis & Butthead

Os desenhos animados mais cretinos que alguma vez já vi na vida. Óbvio que pelo menos um episódio teria que figurar aqui no blog. Escolhi o meu preferido de entre as dezenas que conheço: "No Laughing". Provavelmente eles são as duas únicas pessoas no mundo com QI ainda inferior ao nosso, daí a sentida homenagem!

terça-feira, dezembro 18, 2007

Abertura fácil

Em muitos dos produtos embalados que se compram para casa vem, num dos cantos da embalagem, uma indicação de "Abertura Fácil". Independentemente da indicação, às vezes a abertura é fácil outras difícil. Mas a questão de fundo aqui é outra: DISCRIMINAÇÃO!

Porque é que os outros 3 cantos da embalagem não têm lá escrito "Abertura difícil" ou "Abertura média"? Depois de abertos, esses cantos têm uma abertura tão boa ou tão má como o da "Abertura Fácil". Só não têm lá um Indicador da Dificuldade de Abertura™ (classificação essa que bem poderia ser aplicada a outras coisas).

Partem Tudo, lutando pela igualdade entre os cantos das embalagens! Serviço Público a 108,43%!

segunda-feira, dezembro 17, 2007

uma imagem vale mais do que mil palavras



Compota de Abóbora "memorias"
Peso Liq. 220g
Lote: 3107
Produzido por: Guimarães e Noronha, Lda.
Rua Major Monteiro Leite 58. 4690-044 Cinfães

www.guimaraesenoronha.com

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Caldos de conversa #4

Jantar de Reveillon do Departamento Financeiro, secção de contabilidade:

Colaborador A: Tchin tchin
Colaborador B: Tchin tchin
Colaborador A: Queria aproveitar para desejar um excelente exercício de 2008 para ti e para os teus
Colaborador B: Obrigado, A. Para ti também. Que o melhor do exercício transacto seja seja o pior do exercício n+1.

O efeito bola de ping-pong num idioma milenar

Na mesma linha de pensamento posso aplicar o texto da verdadeira história do nascimento do treuze à verdadeira história do "escupir", expressão muitas vezes ouvida nas aldeias, em vez de "cuspir". Senão, experimentem dizer "cuspir" com uma bola de ping-pong na boca. Vão ver que o efeito é verdadeiramente espectacular. Não é nada que a Paula Bobone recomende, é certo, mas nem por isso deixa de ser único.

Resta saber é como é que existem bolas de ping-pong em quantidade nas aldeias para se ouvir sempre "escupir". Das duas uma: ou todos têm uma bola na boca permanentemente (que atendendo ao modo como muitos falam é o mais lógico) ou ainda não perceberam bem porque é que têm em casa uma mesa verde com uns riscos brancos, uma rede pequena ao meio (lamentam-se de ser pequena pois assim já não dá para fazer um mini-galinheiro para a nova geração de pintaínhos que aí vem) e duas raquetes pequenas, embora estas dêem muito jeito para levar algumas coisas ao forno.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Partir tudo, Bauhaus-way

Um pú vale mais do que o champanhe.

Nascimento do Treuze, a história verdadeira

Zé: Aposto que não consegues dizer "treze" com uma bola de ping-pong na boca.
Tó: Vai uma aposta?
Zé: Bambolé.

(silêncio)

Tó: "Trêuze".

Mito Urbano #29 - "A luzinha vermelha na câmara de filmar"

É um mito urbano que alimentou todo meu imaginário artístico pré-rádio-têve-e-disco.
Num plateaux televisivo, naquele arvoredo de câmaras, a que está a filmar é a que tem uma luzinha vermelha acesa.

Logro.

O vosso correspondente fez (na gíria artística não se actua, não se canta, não se toca: "faz-se") mais um natal dos hospitais e viu-se a braços com o ónus de uma redonda e húmida beijoca prometida para a câmara. E que é da luzinha vermelha?
Ao terceiro assopro com boca em coração para a câmara, o vosso correspondente desistiu, envergonhado, não fosse o camaraman pôr-se com fantasias...

Se forem à televisão, sorriam diplomáticamente em todas as direcções.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Toponímia

Acho importante lançar uma lista de terras portuguesas com nomes criadas pelo partem.
O mapa toponómico do partem-tudo. Damos nomes credíveis, como por exemplo:

Milheiral-da-Sé

ou

Fogueteiro de Mó,

já que:










ou ainda










e mesmo











carecem de credibilidade junto da nossa redacção.


Cada um dos membros do partem vai acrescentado à lista, em "comments". No fim fazemos uma votação. Os nomes que greanjearem mais prestígio, essas localidades passam a freguesia. Os nomes mais fraquinhos, ficam relegados para "lugar de..." Daquelas localidades que aparece a placa e em menos de cem metros aparece outra vez a placa com um traço diagonal.

Façamos nossa listinha topográfica. É que assim já fica.

Ainda sobre compotas...

É, hoje em dia, tão díficil encontrar no mercado um produto descrito como "compota" como um descrito como "sempota".

PartemTudo - é prestígio.

Caldos de Conversa #3 (nascimento do "Treuze")

Senhor: Quantos somos para jantar?
Judas Iscariote: Tre (ugh) ze, senhor [engolindo em seco]
Senhor: Dona Madalena, ponha mais um lugar.
Dona Madalena: Muito bem, senhor.
Senhor: Olhe que temos que ser todos do mesmo lado porque hoje temos cá o pintor.
Dona Madalena: Ai, menino Jesus! Então olhe que vão ter que se apertar...

Treze é muito...

Questão 1:
Quem foi a primeira pessoa a dizer "treuze"? E quais os motivos que a levaram a esta errónea enumeração? Não deixa de ser muito estranho, na medida em que a resposta não está concerteza ligada a:

a) posição geográfica da pessoa: é impossível que este erro esteja ligado à posição geográfica e, com isto, à pronúncia inerente a essa posição. Na Madeira não se diz treuze. Nos Açores não se diz treuze. Em Cascais não se diz treuze. No Alentejo não se diz treuze. Em Viseu também não se diz treuze.

b) facilidade: não dá mais jeito dizer "treuze" do que dizer "treze". Também não dá menos jeito dizer "treuze" em vez de "treze". Dá igual jeito dizer "treuze" ou "treze".

c) estilo: não fica "cool" ou sequer diferente ou "bacana" dizer "treuze". Fica só ridículo.

d) engano: se fosse por engano tanto podia sair "treuze" como "treize" ou "tronze" ou "tranze" ou até mesmo "cebola".

Chegamos à conclusão que não existe um motivo óbvio para se dizer "treuze". E também é possível concluir que tal não acontece por acaso. HÁ um motivo. Só não sabemos qual. Mas não deixemos que a questão do motivo nos desvie a atenção da pergunta que é realmente importante: que horas são?!...isto é...Quem foi a primeira pessoa a dizer "treuze"...?


PartemTudo - questões que interessam.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Mitos Urbanos 26, 27 e 28

Mito urbano #26: Polícias com piada

Vem este na sequência da observação directa dos agentes da autoridade no desempenho das suas funções, principalmente em operações stop. O agente, rodeado por colegas e provavelmente vendo que é a única situação em que está realmente em superioridade em relação ao comum dos mortais decide aventurar-se em mundos que não são os seus, um deles o humor. O condutor acusa álcool em excesso no sangue, mas não muito e diz ao polícia: “pois, foram só 2 whiskies há umas horas atrás” sendo que o bófia (ok, descemos o nível, eles não merecem mais do que isto mesmo), julgando-se cheio de piada, logo diz em voz alta para toda a gente ouvir “não se pode queixar que foram mal servidos então!” e sorri muito satisfeito à espera da aprovação alheia. Não tem piada. Desculpe, seu moina miserável, não tem piada. Nem tente outra vez. Por favor!

Mito urbano #27: Professores com piada

Outro dos engodos que tento aqui desmascarar são os professores universitários com piada. Abro aqui uma excepção para um que tive no 1º ano, mas é a excepção que confirma a regra. Também não era português, o que explica muito. Conto-vos aqui dois casos distintos. Um professor que tive no 2º ano, saído dos silvados das mais profundas aldeias, com um gosto na escolha dos fatos inenarrável, que quando quis falar de “livranças” na aula saiu-lhe sempre “libránxa”. Desde esse momento até ao final do semestre sempre que o tema “libránxa” era chamado à ordem do dia tinha sempre piada. O professor é que não entendia porquê. Este caso claramente não se encaixa no caso dum professor que tem piada. Ele nunca tentou ter piada. Acabou por ter, mesmo tentando não ter. Neste caso estamos perante um Professor Ridículo™.
Mas o caso que interessa aqui relatar é o seguinte. Imagine-se que se está na última cadeira do curso, que só se teve essa cadeira o semestre inteiro, que se foi a todas as aulas, que o professor sabe bem quem é o aluno e a sua situação. Cumulativamente, a nota final do exame foi de 7,2 valores (sendo que com 7,5 valores podia-se ir à oral). Como é óbvio, o aluno em questão tenta ir ver o exame para ver se consegue subir ligeiramente a nota, nem que seja com a boa vontade do professor. À entrada da sala onde o professor está a mostrar os exames, e mesmo antes de chegar ao professor para lhe explicar a situação e ver a prova, é saudado pelo mesmo com um “Eh pá, foi por pouco!”. Não tem piada. Nunca tem piada. Nunca tente ter piada, Sr. Professor!

Mito urbano #28: Alunos universitários dos Palops sem piada

Este é um caso mais paradigmático. Nas universidades públicas é muito comum existirem alunos dos Palops. Geralmente lá colocados com habilitações no mínimo duvidosas, dado o elevadíssimo número de anos que levam a terminar a licenciatura, dividem-se em dois grandes grupos. Os que realmente têm piada e os que acabam por ter piada. Lembro-me dum aluno moçambicano chamado Neves que quando lhe perguntavam “Neves, como é que é?” ele logo respondia “Preto mais preto não há!”. E como este muitos. Depois há os outros que de não terem piada nenhuma e quererem mostrar serviço acabavam quase sempre por complicar as coisas dando azo a situações perfeitamente caricatas. Frases como “Déscupá lá, posso dar o jump?” quando, tentando ser expeditos, queriam passar para outro lugar no anfiteatro não se esquecem assim. Difícil foi não rir no momento em que me perguntaram isso!

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Mito Urbano#25: A camisa de flanela lisa.


1) Quando menos se espera...acontece. Mito Urbano nr. 25. Passando à questão:

2) Não existem camisas de flanela lisas. É mito. Eu gostava de ter uma ou duas. Mas não posso. Porquê? Porque não as há. Se ao menos fosse possível viajar no tempo...Posso garantir desde já que a primeira coisa que fazia não era voltar a 84 e ver a minha figura de fraldas ou a 90 e ver-me a andar à bulha com um colega de turma. [Se bem que às tantas voltava a 99, ver a final daquele torneio de bilhar que perdi com o João Neves...Ainda aqui tenho a medalha de segundo classificado.] Se pudesse viajar no tempo ia directo a 2299, consultar um almanaque de 2299 onde talvez pudesse ler-se, algures na página 63:

Camisas de Flanela - Artigo de moda, criado no século XX, que serve para cobrir tronco e braços de um ser humano. Tiveram o seu primeiro ponto alto na moda mundial entre 1989 e 1995, adoptadas por miúdos e graúdos, homens e mulheres. No entanto, durante estes anos apenas foram produzidas em padrão de xadrez, ou padrão inglês, também conhecido como "aos quadrados". O registo do aparecimento da primeira camisa de flanela lisa, artigo que revolucionou a moda mundial, e cuja popular utilização dura até aos dias de hoje, data de 2008, pela mão do então desconhecido estilista Paulo Carlos Boa-Ventura, posteriormente Nobel da Moda e ainda hoje uma referência no campo. Quando questionado sobre a motivação por trás de tão genial criação, Boa-Ventura, sempre no seu peculiar registo de humor, respondeu apenas "Vi num blogue."

...
Mas para já, hoje, ainda não há. Se eu precisar de uma camisa de flanela castanha lisa, não tenho como adquiri-la, pois esta não existe para venda. Não foi avistado um único trabalhador de construcção civil envergando uma camisa de flanela lisa. Nunca ninguém contactou com nenhum náufrago que trouxesse vestida uma camisa de flanela lisa. Só e sempre aos quadrados!! O meu jardineiro (que por acaso também apara a sebe do Dr. Antunes, ao fundo da rua) não tem nenhuma camisa de flanela, sequer.

Sobre este triste facto , o PartemTudo tentou ir mais longe e um nosso colaborador chegou à fala com gente (supostamente) séria do campo dos têxteis, tendo conseguido dirigir-lhe uma das grandes questões dos nossos tempos: "Que horas são?!" ... isto é.. "Porque é que não existem camisas de flanela lisas? Porque é que só as fazem com padrão aos quadrados?"

A resposta do tal "doutor dos trapos" foi apenas e só: "É apenas por uma questão estética. Se houvessem camisas de flanela lisas daria a sensação que as pessoas traziam um edredão ou uma manta vestida." (!!!) Pois muito bem, meu cabeça de farrapo, fica sabendo que: o facto de as pessoas parecerem que trazem uma manta vestida não devia ser a "DESCULPA" para não se fabricarem camisas de flanela lisas mas sim o "MOTIVO DE" se fabricarem camisas de flanela lisas! Lamentável.


Quid Juris.

Passem bem.
Serviço púb...enfim, vocês sabem o resto. 112%. Pronto já disse.

Anagramas de interesse

BERTO A.P.: BAR POET
A.G. MENDONÇA: ENG. MAÇADO
JOSÉ MANUEL: ME, JOEL ANUS
MIGUEL JORGE: EU, M.J., EL GROG
COMO SE FAZ LÁ FORA: OS CAMELOS A FAZER O FARAÓ
UMA CAGONA: A-CUM AN' A-GO.
PARTEM TUDO: TO PUT MERDA
COMPOTAS: O "TOP SCAM"

domingo, dezembro 02, 2007

Afinal o mundo não era plano

Os putos hoje em dia já sabem que o mundo é redondo. Eu, da idade deles, nem suspeitava. Porquê? Bem,..

Lembro-me algumas vezes de quando ia à missa ao domingo, em família. Eu e os meus irmãos sentados no banco ou de pé, muito bem comportados.

Porquê bem comportados? Pois estávamos sempre ao alcance do olhar do meu pai, e sabíamos que o mundo provavelmente acabaria para nós se saíssemos daquele quadrado que se extendia pouco mais de 20 cms à nossa frente, traz e lados. No mínimo, a qualquer mau comportamento, as nossas orelhas reaprenderiam o quente contacto paterno, a seguir ao qual ficaríamos surdos durante uns segundos, a ouvir uma espécie de piiii. Envergonhados, lá tentaríamos engolir em seco para perder a sensação estranha de estar a subir ao Sameiro, mas só que destas vezes não haveria no fim umas barraquinhas a vender pistolas azúis e vermelhas que disparam setas com ventosas, nem um lago onde se podia alugar uns barcos, nem restaurante, nem nada.. Provavelmente, só o fim do mundo, o mundo plano medieval que acaba daqui para ali, num abismo tenebroso.

Hoje em dia já conhecemos o nosso progenitor, que a vida encarregou de encher de barriga, barriga nos dedos, barriga no pescoço, barriga educativa e moral. Com as barrigas, a maneira de ir de um ponto a outro deixou de ser uma recta, e passou a ser um arco. E tudo o que é arco pode ser dobrado.

E, se calhar, sempre foi assim. O mundo nunca terá sido recto e tenso, pronto a acabar, provavelmente já girava sobre si próprio e outras coisas estranhas.