Palavras, palavrinhas e palavrões de uma pequena minoria dentro de uma elite ainda mais pequena... Se quiser partir alguma coisa envie por correio para: partemtudo@netcabo.pt

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Crónica de António Barreto

António Barreto, conhecido sociólogo da nossa praça, fala sobre um dos meus maiores ódios do momento: a A.S.A.E.

Só ninguém o avisou é que as compotas não foi a ASAE que as levou. Deve ter sido o vento. Ou então elas ligaram para lá avisar que iam indo...

Não sei.

Pictionary

Durante a presente quadra festiva, ainda existem certas famílias e conjuntos de pessoas que aproveitam o tempo que estão reunidos para levar a cabo um hábito que quase se perdeu com o passar dos anos: os jogos de grupo. É certo e sabido que um dos jogos que maior parvoíce permite explanar é o conhecidíssimo "Pictionary".

Durante uma das últimas noites, dei por mim acompanhado por um amigo de longa data e pelos meus distintos colegas de blogue num curto encontro à mesa. Estavamos só sentados a apreciar cervejas estrangeiras (no fundo a atestar como se faz lá fora) até alguém lançar a idéia. Não havia tabuleiro nem sequer cartões ou ampulheta...mas ninguém sossegou enquanto o solícito empregado de mesa não satisfez o nosso pedido: "eram duas canetas e o máximo de papel possível, se faz favor". As quatro folhas de pequeno bloco que nos forneceu não prefaziam sequer a área de uma folha A4...mas foi suficiente. [quase: no fim ainda se recorreu à publicidade de um vinho que se encontrava no local]. Ora em não havendo cartões, recorreu-se ao seguinte sistema: determinado fulano decidia da própria cabeça uma palavra, passando-a ao desenhador. Este último tentava passar para papel a idiotice que acabara de ouvir, por forma a que os outros três tentassem adivinhar, contabilizando um ponto para desenhador e adivinhador no caso de resposta certeira dentro do tempo estipulado. Com facilidade se entrou numa espiral de estupidez como vão poder constatar pelos exemplos que passo a apresentar:


Figura 1 - Última Ceia

Figura 2 - Faz Esse.


Figura 3 - Pan Pipe.


Figura 4 - Falo.


Figura 5- Trailer.


Figura 6- Cão de Fila. [Seguidamente o mesmo esboço foi aproveitado para a palavra "Prenha".]


Figura 7 - Coleccionador de Pilas.


Figura 8 - Como se faz lá fora


Figura 9 - Doce Extra.



Figura 10 - Dar com os cornos no chão.











Figura 11 - Ataque.
























Figura 12 - Atestado de Pastorícia.











Figura 13 - Camião de Meretrizes.




















Figura 14- Bispo Baquedo.























Figura 15 - Camafeu [de todas as imagens apresentadas, esta foi a única que ninguém adivinhou em tempo útil.]


Obrigado pela sua atenção.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Bom 24

Queria aproveitar para desejar um excelente 24 de Dezembro e um óptimo 2 de Janeiro a todos os frequentadores do Partem e seus parentes afastados.

domingo, dezembro 23, 2007

O dinheiro apaga tudo

Como será a sensação de Capello ao saber que não passa duma segunda escolha?

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Beavis & Butthead

Os desenhos animados mais cretinos que alguma vez já vi na vida. Óbvio que pelo menos um episódio teria que figurar aqui no blog. Escolhi o meu preferido de entre as dezenas que conheço: "No Laughing". Provavelmente eles são as duas únicas pessoas no mundo com QI ainda inferior ao nosso, daí a sentida homenagem!

terça-feira, dezembro 18, 2007

Abertura fácil

Em muitos dos produtos embalados que se compram para casa vem, num dos cantos da embalagem, uma indicação de "Abertura Fácil". Independentemente da indicação, às vezes a abertura é fácil outras difícil. Mas a questão de fundo aqui é outra: DISCRIMINAÇÃO!

Porque é que os outros 3 cantos da embalagem não têm lá escrito "Abertura difícil" ou "Abertura média"? Depois de abertos, esses cantos têm uma abertura tão boa ou tão má como o da "Abertura Fácil". Só não têm lá um Indicador da Dificuldade de Abertura™ (classificação essa que bem poderia ser aplicada a outras coisas).

Partem Tudo, lutando pela igualdade entre os cantos das embalagens! Serviço Público a 108,43%!

segunda-feira, dezembro 17, 2007

uma imagem vale mais do que mil palavras



Compota de Abóbora "memorias"
Peso Liq. 220g
Lote: 3107
Produzido por: Guimarães e Noronha, Lda.
Rua Major Monteiro Leite 58. 4690-044 Cinfães

www.guimaraesenoronha.com

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Caldos de conversa #4

Jantar de Reveillon do Departamento Financeiro, secção de contabilidade:

Colaborador A: Tchin tchin
Colaborador B: Tchin tchin
Colaborador A: Queria aproveitar para desejar um excelente exercício de 2008 para ti e para os teus
Colaborador B: Obrigado, A. Para ti também. Que o melhor do exercício transacto seja seja o pior do exercício n+1.

O efeito bola de ping-pong num idioma milenar

Na mesma linha de pensamento posso aplicar o texto da verdadeira história do nascimento do treuze à verdadeira história do "escupir", expressão muitas vezes ouvida nas aldeias, em vez de "cuspir". Senão, experimentem dizer "cuspir" com uma bola de ping-pong na boca. Vão ver que o efeito é verdadeiramente espectacular. Não é nada que a Paula Bobone recomende, é certo, mas nem por isso deixa de ser único.

Resta saber é como é que existem bolas de ping-pong em quantidade nas aldeias para se ouvir sempre "escupir". Das duas uma: ou todos têm uma bola na boca permanentemente (que atendendo ao modo como muitos falam é o mais lógico) ou ainda não perceberam bem porque é que têm em casa uma mesa verde com uns riscos brancos, uma rede pequena ao meio (lamentam-se de ser pequena pois assim já não dá para fazer um mini-galinheiro para a nova geração de pintaínhos que aí vem) e duas raquetes pequenas, embora estas dêem muito jeito para levar algumas coisas ao forno.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Partir tudo, Bauhaus-way

Um pú vale mais do que o champanhe.

Nascimento do Treuze, a história verdadeira

Zé: Aposto que não consegues dizer "treze" com uma bola de ping-pong na boca.
Tó: Vai uma aposta?
Zé: Bambolé.

(silêncio)

Tó: "Trêuze".

Mito Urbano #29 - "A luzinha vermelha na câmara de filmar"

É um mito urbano que alimentou todo meu imaginário artístico pré-rádio-têve-e-disco.
Num plateaux televisivo, naquele arvoredo de câmaras, a que está a filmar é a que tem uma luzinha vermelha acesa.

Logro.

O vosso correspondente fez (na gíria artística não se actua, não se canta, não se toca: "faz-se") mais um natal dos hospitais e viu-se a braços com o ónus de uma redonda e húmida beijoca prometida para a câmara. E que é da luzinha vermelha?
Ao terceiro assopro com boca em coração para a câmara, o vosso correspondente desistiu, envergonhado, não fosse o camaraman pôr-se com fantasias...

Se forem à televisão, sorriam diplomáticamente em todas as direcções.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Toponímia

Acho importante lançar uma lista de terras portuguesas com nomes criadas pelo partem.
O mapa toponómico do partem-tudo. Damos nomes credíveis, como por exemplo:

Milheiral-da-Sé

ou

Fogueteiro de Mó,

já que:










ou ainda










e mesmo











carecem de credibilidade junto da nossa redacção.


Cada um dos membros do partem vai acrescentado à lista, em "comments". No fim fazemos uma votação. Os nomes que greanjearem mais prestígio, essas localidades passam a freguesia. Os nomes mais fraquinhos, ficam relegados para "lugar de..." Daquelas localidades que aparece a placa e em menos de cem metros aparece outra vez a placa com um traço diagonal.

Façamos nossa listinha topográfica. É que assim já fica.

Ainda sobre compotas...

É, hoje em dia, tão díficil encontrar no mercado um produto descrito como "compota" como um descrito como "sempota".

PartemTudo - é prestígio.

Caldos de Conversa #3 (nascimento do "Treuze")

Senhor: Quantos somos para jantar?
Judas Iscariote: Tre (ugh) ze, senhor [engolindo em seco]
Senhor: Dona Madalena, ponha mais um lugar.
Dona Madalena: Muito bem, senhor.
Senhor: Olhe que temos que ser todos do mesmo lado porque hoje temos cá o pintor.
Dona Madalena: Ai, menino Jesus! Então olhe que vão ter que se apertar...

Treze é muito...

Questão 1:
Quem foi a primeira pessoa a dizer "treuze"? E quais os motivos que a levaram a esta errónea enumeração? Não deixa de ser muito estranho, na medida em que a resposta não está concerteza ligada a:

a) posição geográfica da pessoa: é impossível que este erro esteja ligado à posição geográfica e, com isto, à pronúncia inerente a essa posição. Na Madeira não se diz treuze. Nos Açores não se diz treuze. Em Cascais não se diz treuze. No Alentejo não se diz treuze. Em Viseu também não se diz treuze.

b) facilidade: não dá mais jeito dizer "treuze" do que dizer "treze". Também não dá menos jeito dizer "treuze" em vez de "treze". Dá igual jeito dizer "treuze" ou "treze".

c) estilo: não fica "cool" ou sequer diferente ou "bacana" dizer "treuze". Fica só ridículo.

d) engano: se fosse por engano tanto podia sair "treuze" como "treize" ou "tronze" ou "tranze" ou até mesmo "cebola".

Chegamos à conclusão que não existe um motivo óbvio para se dizer "treuze". E também é possível concluir que tal não acontece por acaso. HÁ um motivo. Só não sabemos qual. Mas não deixemos que a questão do motivo nos desvie a atenção da pergunta que é realmente importante: que horas são?!...isto é...Quem foi a primeira pessoa a dizer "treuze"...?


PartemTudo - questões que interessam.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Mitos Urbanos 26, 27 e 28

Mito urbano #26: Polícias com piada

Vem este na sequência da observação directa dos agentes da autoridade no desempenho das suas funções, principalmente em operações stop. O agente, rodeado por colegas e provavelmente vendo que é a única situação em que está realmente em superioridade em relação ao comum dos mortais decide aventurar-se em mundos que não são os seus, um deles o humor. O condutor acusa álcool em excesso no sangue, mas não muito e diz ao polícia: “pois, foram só 2 whiskies há umas horas atrás” sendo que o bófia (ok, descemos o nível, eles não merecem mais do que isto mesmo), julgando-se cheio de piada, logo diz em voz alta para toda a gente ouvir “não se pode queixar que foram mal servidos então!” e sorri muito satisfeito à espera da aprovação alheia. Não tem piada. Desculpe, seu moina miserável, não tem piada. Nem tente outra vez. Por favor!

Mito urbano #27: Professores com piada

Outro dos engodos que tento aqui desmascarar são os professores universitários com piada. Abro aqui uma excepção para um que tive no 1º ano, mas é a excepção que confirma a regra. Também não era português, o que explica muito. Conto-vos aqui dois casos distintos. Um professor que tive no 2º ano, saído dos silvados das mais profundas aldeias, com um gosto na escolha dos fatos inenarrável, que quando quis falar de “livranças” na aula saiu-lhe sempre “libránxa”. Desde esse momento até ao final do semestre sempre que o tema “libránxa” era chamado à ordem do dia tinha sempre piada. O professor é que não entendia porquê. Este caso claramente não se encaixa no caso dum professor que tem piada. Ele nunca tentou ter piada. Acabou por ter, mesmo tentando não ter. Neste caso estamos perante um Professor Ridículo™.
Mas o caso que interessa aqui relatar é o seguinte. Imagine-se que se está na última cadeira do curso, que só se teve essa cadeira o semestre inteiro, que se foi a todas as aulas, que o professor sabe bem quem é o aluno e a sua situação. Cumulativamente, a nota final do exame foi de 7,2 valores (sendo que com 7,5 valores podia-se ir à oral). Como é óbvio, o aluno em questão tenta ir ver o exame para ver se consegue subir ligeiramente a nota, nem que seja com a boa vontade do professor. À entrada da sala onde o professor está a mostrar os exames, e mesmo antes de chegar ao professor para lhe explicar a situação e ver a prova, é saudado pelo mesmo com um “Eh pá, foi por pouco!”. Não tem piada. Nunca tem piada. Nunca tente ter piada, Sr. Professor!

Mito urbano #28: Alunos universitários dos Palops sem piada

Este é um caso mais paradigmático. Nas universidades públicas é muito comum existirem alunos dos Palops. Geralmente lá colocados com habilitações no mínimo duvidosas, dado o elevadíssimo número de anos que levam a terminar a licenciatura, dividem-se em dois grandes grupos. Os que realmente têm piada e os que acabam por ter piada. Lembro-me dum aluno moçambicano chamado Neves que quando lhe perguntavam “Neves, como é que é?” ele logo respondia “Preto mais preto não há!”. E como este muitos. Depois há os outros que de não terem piada nenhuma e quererem mostrar serviço acabavam quase sempre por complicar as coisas dando azo a situações perfeitamente caricatas. Frases como “Déscupá lá, posso dar o jump?” quando, tentando ser expeditos, queriam passar para outro lugar no anfiteatro não se esquecem assim. Difícil foi não rir no momento em que me perguntaram isso!

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Mito Urbano#25: A camisa de flanela lisa.


1) Quando menos se espera...acontece. Mito Urbano nr. 25. Passando à questão:

2) Não existem camisas de flanela lisas. É mito. Eu gostava de ter uma ou duas. Mas não posso. Porquê? Porque não as há. Se ao menos fosse possível viajar no tempo...Posso garantir desde já que a primeira coisa que fazia não era voltar a 84 e ver a minha figura de fraldas ou a 90 e ver-me a andar à bulha com um colega de turma. [Se bem que às tantas voltava a 99, ver a final daquele torneio de bilhar que perdi com o João Neves...Ainda aqui tenho a medalha de segundo classificado.] Se pudesse viajar no tempo ia directo a 2299, consultar um almanaque de 2299 onde talvez pudesse ler-se, algures na página 63:

Camisas de Flanela - Artigo de moda, criado no século XX, que serve para cobrir tronco e braços de um ser humano. Tiveram o seu primeiro ponto alto na moda mundial entre 1989 e 1995, adoptadas por miúdos e graúdos, homens e mulheres. No entanto, durante estes anos apenas foram produzidas em padrão de xadrez, ou padrão inglês, também conhecido como "aos quadrados". O registo do aparecimento da primeira camisa de flanela lisa, artigo que revolucionou a moda mundial, e cuja popular utilização dura até aos dias de hoje, data de 2008, pela mão do então desconhecido estilista Paulo Carlos Boa-Ventura, posteriormente Nobel da Moda e ainda hoje uma referência no campo. Quando questionado sobre a motivação por trás de tão genial criação, Boa-Ventura, sempre no seu peculiar registo de humor, respondeu apenas "Vi num blogue."

...
Mas para já, hoje, ainda não há. Se eu precisar de uma camisa de flanela castanha lisa, não tenho como adquiri-la, pois esta não existe para venda. Não foi avistado um único trabalhador de construcção civil envergando uma camisa de flanela lisa. Nunca ninguém contactou com nenhum náufrago que trouxesse vestida uma camisa de flanela lisa. Só e sempre aos quadrados!! O meu jardineiro (que por acaso também apara a sebe do Dr. Antunes, ao fundo da rua) não tem nenhuma camisa de flanela, sequer.

Sobre este triste facto , o PartemTudo tentou ir mais longe e um nosso colaborador chegou à fala com gente (supostamente) séria do campo dos têxteis, tendo conseguido dirigir-lhe uma das grandes questões dos nossos tempos: "Que horas são?!" ... isto é.. "Porque é que não existem camisas de flanela lisas? Porque é que só as fazem com padrão aos quadrados?"

A resposta do tal "doutor dos trapos" foi apenas e só: "É apenas por uma questão estética. Se houvessem camisas de flanela lisas daria a sensação que as pessoas traziam um edredão ou uma manta vestida." (!!!) Pois muito bem, meu cabeça de farrapo, fica sabendo que: o facto de as pessoas parecerem que trazem uma manta vestida não devia ser a "DESCULPA" para não se fabricarem camisas de flanela lisas mas sim o "MOTIVO DE" se fabricarem camisas de flanela lisas! Lamentável.


Quid Juris.

Passem bem.
Serviço púb...enfim, vocês sabem o resto. 112%. Pronto já disse.

Anagramas de interesse

BERTO A.P.: BAR POET
A.G. MENDONÇA: ENG. MAÇADO
JOSÉ MANUEL: ME, JOEL ANUS
MIGUEL JORGE: EU, M.J., EL GROG
COMO SE FAZ LÁ FORA: OS CAMELOS A FAZER O FARAÓ
UMA CAGONA: A-CUM AN' A-GO.
PARTEM TUDO: TO PUT MERDA
COMPOTAS: O "TOP SCAM"

domingo, dezembro 02, 2007

Afinal o mundo não era plano

Os putos hoje em dia já sabem que o mundo é redondo. Eu, da idade deles, nem suspeitava. Porquê? Bem,..

Lembro-me algumas vezes de quando ia à missa ao domingo, em família. Eu e os meus irmãos sentados no banco ou de pé, muito bem comportados.

Porquê bem comportados? Pois estávamos sempre ao alcance do olhar do meu pai, e sabíamos que o mundo provavelmente acabaria para nós se saíssemos daquele quadrado que se extendia pouco mais de 20 cms à nossa frente, traz e lados. No mínimo, a qualquer mau comportamento, as nossas orelhas reaprenderiam o quente contacto paterno, a seguir ao qual ficaríamos surdos durante uns segundos, a ouvir uma espécie de piiii. Envergonhados, lá tentaríamos engolir em seco para perder a sensação estranha de estar a subir ao Sameiro, mas só que destas vezes não haveria no fim umas barraquinhas a vender pistolas azúis e vermelhas que disparam setas com ventosas, nem um lago onde se podia alugar uns barcos, nem restaurante, nem nada.. Provavelmente, só o fim do mundo, o mundo plano medieval que acaba daqui para ali, num abismo tenebroso.

Hoje em dia já conhecemos o nosso progenitor, que a vida encarregou de encher de barriga, barriga nos dedos, barriga no pescoço, barriga educativa e moral. Com as barrigas, a maneira de ir de um ponto a outro deixou de ser uma recta, e passou a ser um arco. E tudo o que é arco pode ser dobrado.

E, se calhar, sempre foi assim. O mundo nunca terá sido recto e tenso, pronto a acabar, provavelmente já girava sobre si próprio e outras coisas estranhas.

sexta-feira, novembro 30, 2007

Ainda se diz assim

Tenho vindo a constatar que a linguagem humana carece cada vez mais de precisão, o que me desgusta profundamente. O povo lá sabe, e quando criou o trocadilho dos "alhos com os bugalhos" sabia que em breve a população ia deixar de se interessar nas variantes, fases, gradações e meios-tons que só as palavras permitem.

Perde-se o ciano, azul-água, azul marinho, azul bébé, e azul esverdeado: há quem lhes chame Verde agora. Vende-se a riqueza e o espólio falado por meia dúzia de novos termos e palavras inúteis como internet, email e iPod. Bom, mas isto não tem nada a ver com o tópico.

Isto tudo porque descobri recentemente alguns itens e produtos cujo nome verdadeiro se encontra oculto por detrás de marketing, ou então estupidez. Apresento-os de seguida, com as devidas provas fotograficas e imparciais.

Caso primeiro: A bica.
Ou antes B.I.C.A., pois este nome referente à bebida baseada em café não quer dizer mais do que Beba Isto Com Açúcar. E isto é a verdade. E também porque no fundo, no fundo, o café bebe-se sem açúcar. Mas este não, este é o que leva açúcar, e daí B.I.C.A.! Mas como é um termo mourisco, nem chateia muito.



Caso segundo: A Pepsi.
Aparte de saber a urina, e de forma nenhuma se comparar à verdadeira Coca-Cola, Pepsi é um nome que não tem o direito de existir. Porquê? Porque o nome verdadeiro desta bebida é Pepsi-Cola. Vejam nas latas e garrafas, nas letrinhas pequenas. Enquanto o termo Pepsi, adaptação moderna, apenas tem direito a ®, Pepsi-Cola inclui nada mais nada menos do que a santa trindade do respeito comercial: o vulgar ®, o enfant-terrible ™ e o mal-amado (por ser bastardo) ©.

Portanto, se tiverem MESMO de beber uma destas coisas, ao menos peçam "uma Pepsi-cola, por favor!". Ou então "era um copo cheínho de urina se faz favor!".



O próximo caso é o inverso: em vez de produtos que traíram o seu nome original, trata-se de um nome de respeito que afinal de contas não se refere a produto nenhum.

Aos leitores susceptíveis, aconselha-se a desistência da leitura das próximas palavras. Depois do Pai Natal, ..:

Caso último: A Compota.
Descobri que compotas são coisas que não existem. Ou já não existem ou nunca existiram senão no imaginário de nossas avós, passadas por tradição cultural de mães para filhas em conversas à lareira, e cujos nomes, cheiros, texturas e sabores foram segredados no leito aos ouvidos dos nossos pobres avôs e pais (e nossos) como o Santo Graal da cobertura de pão e tostas, algo com que ainda se podia sonhar livremente, sem tabus ou pudor.

Nada mais enganoso.

Estava a barrar o meu pão com compota de morango Casa de Mateus, quando reparo que não tem lá escrito compota, mas sim Doce Extra de Morango. E eu: "ai diabo", começo logo com aquela nervoseira, rodo o pacote, procuro nas letras pequenas: nada de "Compota", apenas "Doce". Maldito doce. Vou ao frigorífico, marcas "Hero" e outras, e algumas tradicionais - um total de 9 compotas diferentes que afinal não eram Compotas. Eram doces.

Pensei ainda que seria talvez um produto diferente. Rumei ao Pingo-Doce. Varridas as prateleiras, não existe dúvida: não existe um único produto com o nome Compota na secção das compotas. Apenas "doces" e "geleias".

Isto enoja-me.



Sim, desafio-vos, encontrem-me uma compota!

Quid Juris.

I rest my case.

Ananás, O Cavalo de Tróia dos tempos modernos

Ainda se lembram de imaginar a cara de parvos dos Troianos quando descobrem que uma estátua de um cavalo feita com tábuas de madeira que misteriosamente lhes veio parar às mãos afinal continha um puto exército que assim abriu barrigas e as portas para os restantes Gregos?

Pois. Eu lembro-me, também.

Existe uma versão moderna dos acontecimentos, o chamado Ananás. Pega-se num bruto ananás (também serve o abacaxi, mais doce e pobre), e oferece-se sem qualquer contexto a um qualquer parvo que está levemente ocupado com uma tarefa banal:

- "Olha segura aí esse ananás, por favor".

E eles seguram, e são capazes de o segurar por minutos largos.

De seguida apresento exemplo de alguns parvos capturados por câmara amadora, e incógnitos ao abrigo do nosso Programa de Protecção de Parvos™. Pode parecer que estão a fazer pose para a câmara, mas asseguro-vos que não, são parvos em habitat natural.



Jogos de Cartas


Vi-me, no outro dia, entretido a jogar no computador um jogo de cartas. O normal jogo com 4 pessoas, eu e 3 figuras controladas pelo computador. Fui jogando algumas vezes mas mesmo ganhando achava que a minha experiência nesse jogo não seria total sem adicionar um ingrediente extra. Só não sabia qual… até que a meio me ocorreu! E mudar o nome dos jogadores adversários de Jogador 1, 2 e 3 para 3 nomes normais? Pelo menos dava um ar mais interessante à coisa, principalmente se estamos a ganhar. O processo de escolha de nomes relevantes e dignos para estarem sentados à minha mesa de jogo foi extremamente simples e rápido: escolhi alguns membros da equipa técnica da Selecção de Portugal, a saber, Scolari (não podia deixar de ser), Murtosa e Brassard.

Escusado será dizer que toda a experiência em volta de um jogo de cartas cresceu exponencialmente sabendo quem eram os meus novos companheiros de jogo e uma nova realidade apareceu. Agora põe-se a questão: porque me foi tão fácil chegar a estes nomes? A resposta é mais do que óbvia: porque é assim que eu os vejo, na realidade. Senão, atentemos em:

a) Sempre que eles são vistos a trabalhar é num átrio de hotel a cumprimentar jogadores, com calças de fato de treino de tactel e pólo branco com o símbolo da FPF. É óbvio que os imagino à mesa de jogo com essa indumentária;

b) Na realidade é isto que eles fazem durante os estágios e períodos de jogos, a única altura em que trabalham. É de senso comum que a equipa não está nem nunca esteve treinada, logo o que se passa naqueles relvados dos estágios e treinos de futebol não tem nada a ver;

c) Ver jogos é uma coisa que nunca aconteceu, eventualmente um joguito ou outro perto da residência do seleccionador nacional para não o cansar;

d) Consta que o Murtosa comprou uma assinatura da SportTV em Abril último. Só assim se compreende que quando teve oportunidade de estar à frente da equipa em 3 jogos “para empatar”, segundo Scolari, o rapaz se tenha excedido e tenha inclusivamente ganho esses mesmos desafios;

e) O Brassard nunca percebeu muito bem o que esteve a fazer tantos anos em balizas de equipas de futebol de 1ª divisão. Quando percebeu que era melhor a jogar cartas do que a guarda-redes acabou a carreira bem cedo para poder apanhar mais um tacho na selecção. As únicas coisas que saberá de futebol vêm no jornal desportivo que folheia de manhã enquanto toma café. Daí algumas sugestões mais bizarras a Scolari para as convocatórias

Não nos podemos alhear do facto de que 2 dos 3 meus companheiros de mesa de jogo têm bigode há vários anos e como tal ganham um respeito suplementar da minha pessoa (enquanto adversários de jogo de cartas, é óbvio). É um privilégio para mim e estou consciente disso.

Por fim, nem só se joga cartas naquela mesa, também se fala de temas variados, mas curiosamente nunca se fala de futebol. A mim não me apetece e eles não sabem nada do assunto. Ficamos melhor assim.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Caldos de Conversa #2

Como dizer "Não Sei" em conversa:

Pessoa A - Qual é o rio que banha Viseu?
Pessoa B - Boa pergunta...
Pessoa A - Qual é a raiz cúbica de 37?
Pessoa B - perguntas bem...
Pessoa A - Porque é que continuas casado com ela?
Pessoa B - Se queres te diga [intuemos que sim, caso contrário "pessoa A" não teria perguntado], não sei...

Vamos inverter a conversa, aplicando as leis universais da lógica:

se:

sei = 1/(não sei)

então:

Pessoa B - Viseu é capital de distrito?
Pessoa A - Má Pergunta. É.
Pessoa B - Onde é que se apanha o 78 aqui perto?
Pessoa A - Perguntas mal. É no mercado da Foz.
Pessoa B - 3 X 9?
Pessoa A - Se não queres que te diga, 27.

c.q.d.

Manifestos de Palanque #3 - Ninguém me contou

Ora aqui vem mais um manifesto que já se impunha. Mas como mais vale tarde do que nunca e ainda por cima me sinto moralmente obrigado a transmitir estas coisas aos mais desatentos, cá vai.

Tudo isto parte da velha expressão "quem conta um conto acrescenta um ponto". Na realidade, a história que nos chega aos ouvidos, se for passada de boca em boca, quase sempre é diferente da história original, como aconteceu na realidade. Os boatos aparecem assim devido a estas imprecisões. De facto quando ouço uma história tento relatá-la com total exactidão tal qual me foi contada, tentando evitar isto, mas saberei que quem ma contou o fez de igual forma?

Para garantir que a história contada foi realmente como se passou, o orador deverá acrescentar no final da sua narrativa um "ninguém me contou, eu vi". Só assim estou certo que quem fala, fala a verdade e não expressa uma verdade adulterada. Na falta dessa expressão, ou simplesmente na falta de um "ninguém me contou" (porque a parte do "eu vi" já está implicita na expressão anterior), quem ouve o relato terá desde logo que interpelar o seu interlocutor com um "Contaram-te ou viste tu?". Isto, óbvio, se tiver algum interesse em saber se o relato é fidedigno. E logo se saberá...

Portanto, para garantir a verdade de qualquer história há que acrescentar no final esse filtro de mentiras chamado "ninguém me contou".

Veredicto final:
Potencial de utilização - 10/10 [é inclusivamente obrigatório]
Primeiro impacto - 5/10 [fraco. geralmente quem ouve pela 1ª vez não percebe logo e tem que perguntar "o quê?" ou "como?"]
Durabilidade - 10/10 [isto, claro, se gostar de saber como as coisas são mesmo]

Manifestos de palanque: a pensar na verdade desde Janeiro de 2004 (para os mais distraídos foi quando este blog apareceu)!

quinta-feira, novembro 22, 2007

Manifestos de Palanque #2 - Comparativas directas

Seguindo na senda dos Manifestos de Palanque, iniciados faz pouco tempo, venho agora falar das frases comparativas directas aquando da apreciação da acção de alguém em determinada situação. Principalmente se essa acção, apesar de se desejar frutífera, é inócua ou pouco mais do que insignificante.

Vamos iniciar então pelo mais óbvio que o português tem. Qualquer expressão com um nível intelectual assinalável provém, obrigatoriamente, do maior poço de cultura de cultura do pais: o futebol. Quando tenho esta riqueza ao meu lado, porquê andar a pensar em coisas novas? Basta adaptá-las! Assim, vamos ter por exemplo a expressão: “Estou muito grato ao clube A, onde cresci muito como homem e como jogador”.

Agora vamos adaptá-la a situações do dia a dia. Quando alguém podia ter feito uma coisa que não fez, pode-se dizer “como homem, falhou” ao qual se acrescenta sempre uma 2ª expressão sem sentido e muitas vezes uma 3ª expressão para rematar. Note-se que uma 3ª expressão para rematar abrilhanta sempre a coisa. Esta é a única regra que não tem excepção.

Passemos agora a uma caso prático. “Esqueci-me de trazer dinheiro para pagar as coca-colas”. Como utilizar uma expressão socialmente aceitável nesta ocasião, isto é, como usar as comparativas directas aqui? Simples:

a) 1ª frase: não trouxe o dinheiro. “Como homem, falhou”

b) 2ª frase: uma expressão sem lógica para aqui – caso mais comum, usar-se o “centro de mesa” como objecto que não faz nada, apenas está ali para ornamentar – “como centro de mesa, cumpriu”

c) 3ª frase, opcional - mas intelectualmente não só necessária como revigorante, aqui já fica ao critério de quem diz: “mas como alicate, já vi melhor”. Não é preciso ter sentido, o importante é a lógica gramatical estar presente.

Em resumo e juntando as três expressões teremos que o sujeito, ao não trazer o dinheiro para pagar as coca-colas, como homem, falhou, como centro de mesa, cumpriu, mas como alicate já vi melhor.

Para finalizar, é óbvio que existem outras expressões que podem ser aqui incorporadas, principalmente na frase para rematar como "fez doutrina", "deixou a desejar" ou ainda "sente-se incompleto". Como estas tantas outras.

Veredicto final:
Potencial de utilização - 8/10 [Alto. Na realidade tudo é comparável, é só surgir a situação propícia]
Primeiro impacto - 2/10 [Fraquíssimo. Só realmente quem for iluminado perceberá à primeira uma comparativa directa. Carece de explicação adjacente, quase de certeza.]
Durabilidade - 7/10 [Eventualmente poder-se-á esquecer da aplicação das comparativas directas numa ou outra situação. Nada de grave, mas a evitar]

Agora vamos tentar todos que se fale português correcto por esse país fora, pode ser?

quarta-feira, novembro 21, 2007

Desambiguações

No seguimento do Linguado à portuguesa, surgiu-me uma dúvida enorme: o que fazer quanto às palavras com vários significados em diferentes lugares?

Por exemplo, dizemos que o Cristiano Ronaldo tem capado, pois tem uma certa desenvoltura.

Mas por outro lado, dizemos que o guarda-redes da nossa selecção Ricardo é capado, não só pela sua vozinha como pela aparente incapacidade de agarrar seja que esférico for, prefere socá-lo, pela quase certa ausência de dedos.

Esta riqueza na variedade da nossa Língua explica-se:

Capado
s. m.,
carneiro ou bode castrado;
Brasil,
porco grande, cevado.

Com cerca de 10% de cortes, estarão os Brasileiros dispostos a abdicar do nome dos seus porcos grandes?

Eu não estaria, meus grandes cabeças de porcos.

Linguado à portuguesa.

A minha lingua na tua lingua: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=306706&visual=26

Finalmente vamos ter uma lingua com prestígio. Eles vão finalmente uniformizá-la! Fazendo vista grossa, com sobranceria e orgulho, ao exemplo inglês (que permite aberrações como por exemplo color e colour, onde já se viu?!!), Eles vão criar uma e uma só lingua portuguesa. Podiamos dizer que é como se faz lá fora, mas felizmente não. Os outros desleixados andam por aí a arrastar a lingua de forma indigna, deixando-a secar com a poeira dos tempos. Mas nós não! Ah pois não, a nossa lingua não seca. Será, muito brevemente, uma língua Úmida graças a esta Ação. Para tornar o acordo ortográfico justo, eles ponderam coeficiente de cedência. O nosso povo, sempre diplomático, irá ceder cera de 14% da sua forma de portuguejar. Já os braliseiros irão ceder um pouquinho menos.

Mas de que serve uma e uma só lingua, quando temos esta disparidade toda de sotaques? Eles que se lancem no terreno e façam já levantamentos. Comecemos por portugal. Arranjemos uma e uma só pronúncia. Uniformizemos o falar nortenho, indo desde a afurada à ribeira, passemos pelo peso da régua, subamos até mirandela e uniformizemos. Como será ceder 16,4% do sotaque à porto? Em relação ao novo sotaque? Ou marquemos como "central" o ponto equidistante ente todas as fronteiras de um país? Vamos até Escalos de Baixo, em Castelo Branco (mais ou menos a meio do nosso mapa) e entabulemos conversas de rua. Não parece mal. Aponte-se tudo em quadros e tabelas.

Depois façamos o mesmo para todos os países lusófonos. No brasil teremos concerteza resultados interessantes. Em moçambique, por exemplo, que percentagem será que a malta da gorondosa estará disposta a ceder em relação à pronuncia da capital? Eles que se entendam. No fim, Eles que agreguem tudo, lancem os dados, e elaborem um tratado lusofonético, com sanções a aplicar. De cada vez que uma menina bem diga "pâdro", ou "sêite" nas escadas do garcia de orta, desviando-se do sotaque central, levará logo uma reguada na boca.

Caldos de Conversa #1

Enceto também uma nova rúbrica, sobre conversas que as pessoas têm entre elas. Geralmente conversa-se sobre coisas parvas. A presente rúbrica pretende servir um concentrado. Um caldo knorr de idiotice em diálogo. Da-boca-para-fora em ampolas.

- Vais abrir a garrafa de vinho do porto do baptizado do avô??
- Vou...
- Olha que o pai disse que era só para abrir numa ocasião muito especial...
- Sim, é hoje...
- Qual é a ocasião?
- É o dia em que a garrafa de vinho do porto do baptizado do avô vai ser aberta.
- Ah, Ok.

Manifestos de Palanque #1 - "É como se faz lá fora."

Eis senão quando, quando menos se esperava, é satisfeita a esperança de muitos [mais ou menos 8 pessoas]... É inaugurada uma nova rubrica. É sempre bonito inaugurar uma rubrica. Para já porque a palavra "rubrica" é do mais espectacular. Depois, e não só, mas também, porque ninguém sabe bem o que é uma rubrica. Mas passava agora a explicar o intuito da corrente e mais-recente rubrica. Trata-se só de passar, de mão-beijada (mais uma expressão que...enfim...) para o mundo, numa atitude de clara não-inveja, certas expressões/situações de linguística que prevêm, lado-a-lado com documentos como a F.O.L.H.A., ornamentar/embelezar/aparvalhar a maneira como se fala. Para evitar mais perguntas e pôr fim à chuva de e-mails [2...] que nos "inundou" só com este parágrafo, passo a enunciar a característica de esta rubrica. Contrariamente à F.O.L.H.A., cujo objectivo se prende apenas com o abrilhantamento daquilo que se diz, tornando muito mais agradável qualquer momento de interlocução entre dois indivíduos, a idéia presente num Manifesto de Palanque pode, "com jeitinho", ir mais além de isso. Tem inclusivamente a capacidade de transformar, sob determinadas e raras situações, a experiência das relações humanas numa experiência insuportável (mesmo quando bem ou mal entendida...no entanto pode ser insuportavelmente positivo ou insuportavelmente negativo...num e noutro caso respectivamente). O objectivo de um conceito expresso em Manifesto de Palanque pretende não só tornar mais difícil a compreensão do sujeito que a emprega pelo sujeito que a escuta mas também, quando as condições o permitem criar uma amizade de infância instantânea entre esses dois seres-humanos. Um quasi-código só que ao mesmo tempo anti-código. Compreendo no entanto que tudo, como sempre, fica mais fácil, com exemplos, pelo que passaria a dar um. Que dá pelo nome de manifesto número um. [que giro. rimou...]

Tive a certeza, ao lê-lo, que o conceito inerente ao título do anterior "post" não poderia ficar por mais tempo guardado apenas entre as pessoas que se dão ao luxo de o utilizar "de propósito"... Falo, sim, da inigualável expressão "como se faz lá fora", quiçá a única expressão digna de ser a número um deste quasi-código, apenas para quasimodos. Evidentemente, a sua origem é não apenas desconhecida como é até, inclusivamente, inrastreável. Pelo que não vou perder mais tempo com esta história da origem. Mas se for a ver bem...gostava mesmo muito de saber quem foi/conhecer o primeiro indivíduo que, sem ter ouvido tal expressão em parte alguma e tomando conhecimento de determinada situação, esta lhe mereceu nada mais nada menos que a seguinte exclamação: "É como se faz lá fora!" [...] Já para não falar que também teria sido bastante agradável ver as caras das pessoas que a ouviram no local... Mas prossigamos...
Não lhe chegaria porventura ser de origem desconhecida, esta expressão gere-se ainda por um sentido dúbio absolutamente único entre suas pares. Analisemos semanticamente:

"como se faz" - até aqui tudo bem, uma clara de comparação de atitudes/modus operandum, uma simples e directa comparação entre esta situação e uma outra. [...] Se bem que pode ser muito parvo incluir num comentário sobre determinada situação, muito menos numa boa, que é o acontece na maior parte dos casos, uma comparação com algo que já se conhece/viu, na medida em que retira à partida todo e qualquer possível carácter de unicidade à situação... Portanto a conclusão a que chegamos sobre esta primeira metade da sentença é que, ainda a "procissão vai no adro" e já está a ser estúpido. Perfeito.

"lá fora" - se já estava mal...pior ficou. [e ninguém esperava que tivesse melhorado. ainda bem. não melhorou mesmo. =] "lá fora"?! Mas como assim? "Lá fora", aonde exactamente? Na rua? Na garagem? No jardim em frente à casa das pessoas? Mas o que haverá de tão melhor no muro do vizinho que não há ali...? Fica aqui a idéia que a expressão pretende adjudicar um carácter redutor inequívoco à comparação. Mas será que é "lá fora"="no estrangeiro"? Ah...lusitana pátria a quanto obrigas. Este eterno sentimento de menor dimensão relativamente àquilo que vemos/apreendemos quando nos deslocamos a outros países e continentes. Então neste caso, fica-nos a garantia [dúvidas houvesse...] de a expressão se revestir de um carácter implicita e explicitamente português. Se calhar o ilutstre leitor já ouviu mas...não me parece que haja um senhor em Sevilha a esta hora a exclamar: "Eh mira!!! Eso es como se hace la fuera!!! Marabilloso!!" Do mesmo modo, fico com sinceras dúvidas que algum dia tenha uma menina de 17 anos, residente em Toulouse, dito algo como: "Mon dieu! Mais c'est pas possible! Ça c'est comme on fait dehors!!! Magnifique!". Podia mesmo alongar-me relativamente a este tipo de exemplos, mas temo que as conclusões seriam as mesmas e que manteria convicta a certeza que nunca existiu nenhuma pessoa em Brighton com a lucidez de comentar algo da seguinte forma: "I can't believe it! That's how they do it outside!". Não sei bem explicitar o porquê...mas a verdade é que não soa bem.

Existe uma outra variante da expressão que pode/deve ser utilizada caso a utilização de esta primeira comece a ceder com o tempo."Ah! É como se vê lá fora!".
As conclusões tiradas anteriormente adaptam-se sem grandes dificuldades a esta última. Com o acréscimo de ser ainda mais redutor pois sempre ouvi dizer que "ver é com os olhos, menino Nélson!". É mais numa senda assim a modos que mesmo superior: "Ah é como se vê, nem sequer se pode tocar..."

Portanto daqui em diante agradecia que toda e qualquer situação fosse pelos queridos leitores arrematada/comentada com a expressão "É como se faz lá fora".

Ainda alguns exemplos [dentro do exemplo que é este número um...]:

Pessoa A: "Ei olha lá a categoria da lata nova da superbock, ó Pedro Paulo!"
O Leitor: "É como se faz lá fora... Lá fora só se vê latas vermelhas."

Pessoa B: "Eia Júlio, trem de cozinha novo?! Sim senhor!"
O Leitor: "É como se faz lá fora. Lá fora só usam aço temperado."

Pessoa C: "Ui que chove tanto! Já viste, Mário Augusto?"
O Leitor: "É como se vê lá fora. Lá fora nunca chove menos que 10 cm por milimetro cúbico. Dizem eles que se é para chover menos que isso, preferem não chover."


Veredicto final:
Potencial de utilização - 10/10 [quantidade de situações em que se pode utilizar]
Primeiro impacto - 9/10 [quantidade de gargalhada expelida por uma pessoa que se debate pela primeira vez com a expressão, empregue fora da situação normal.]
Durabilidade - 8/10 [é possível aplicar mais de 600 vezes e continuar a ter piada?]

Serviço público 120%...como se faz lá fora.

quarta-feira, novembro 07, 2007

A conversa mais parva de sempre.

néLson de Lopes ™ says: (3:08:32 AM)
olá

o mendes says: (3:09:41 AM)
estás bom?

néLson de Lopes ™ says: (3:09:53 AM)
tudo porreiro pá!

o mendes says: (3:10:03 AM)
pá isso é que é importante

néLson de Lopes ™ says: (3:10:05 AM)
só trabalho...sabes como e...

néLson de Lopes ™ says: (3:10:17 AM)
estes gajos dão cabo de nós!

o mendes says: (3:10:31 AM)
olha, desde que haja saude e gajas!!! lol

néLson de Lopes ™ says: (3:10:37 AM)
pá...é aquele género...não perdem uma!

néLson de Lopes ™ says: (3:10:40 AM)
pá e

néLson de Lopes ™ says: (3:10:47 AM)
pá é mm isso! :P

néLson de Lopes ™ says: (3:11:51 AM)
olha, ouvi dizer q vais casar!

néLson de Lopes ™ says: (3:11:56 AM)
parabens!!

o mendes says: (3:12:43 AM)
é pá tem que ser! elas mais cedo ou mais tarde apanham-nos! mete-nos a coleira! LOOOOL

néLson de Lopes ™ says: (3:12:51 AM)
tás tramado agora, meu... vidinha de casado...

o mendes says: (3:13:00 AM)
pá mas um gajo nao vive sem elas, pá!

néLson de Lopes ™ says: (3:13:10 AM)
já te tou a ver aos sábados...ei pá tou mm cansado...

néLson de Lopes ™ says: (3:13:11 AM)
lol

o mendes says: (3:13:58 AM)
posso estar casado mas nao morri pra vida meu! ;)

o mendes says: (3:14:44 AM)
dá sempre pra umas jantaradas porreiras com os amigos

o mendes says: (3:14:52 AM)
um gajo ali na maior a beber uns canecos

néLson de Lopes ™ says: (3:15:01 AM)
claro!

néLson de Lopes ™ says: (3:15:11 AM)
tens q marcar umas jantaradas lá em tua casa!

néLson de Lopes ™ says: (3:15:15 AM)
tranquilo.

o mendes says: (3:15:28 AM)
isso tenho que falar com a patroa, mas em principio é tranquilo.

o mendes says: (3:15:33 AM)
umas picanhadas

néLson de Lopes ™ says: (3:15:43 AM)
pá...aquele grupinho dos copos meu, eu, tu, o neves, o maciel...

o mendes says: (3:16:03 AM)
sim pá desde que um gajo tenhas umas superbocks está na maior

néLson de Lopes ™ says: (3:16:19 AM)
já se sabe.

o mendes says: (3:17:02 AM)
tenho aqui uns preços porreiros de pensao completa com pulseirinha em tenerife pra minha despedida de solteiro. Sabes como é, vou por a anilha por isso tem de ser loucura total!

néLson de Lopes ™ says: (3:17:34 AM)
ei meu... já tou a ver q vai ser ramboia...

néLson de Lopes ™ says: (3:17:48 AM)
fogooo...tou tramado meu, na segunda....

néLson de Lopes ™ says: (3:18:04 AM)
já tou a ver o meu chefe

néLson de Lopes ™ says: (3:18:24 AM)
olha tive com o teu primo na sexta.

o mendes says: (3:18:31 AM)
o macedo?

néLson de Lopes ™ says: (3:18:33 AM)
sempre na noite, o gajo...

o mendes says: (3:18:46 AM)
esse só quer saber de computadores e noitadas

néLson de Lopes ™ says: (3:18:51 AM)
o gajo é o maior!!

néLson de Lopes ™ says: (3:19:07 AM)
nao falha uma o gajo.

néLson de Lopes ™ says: (3:19:16 AM)
é aquele genero, vai a todas!!!!

o mendes says: (3:19:18 AM)
é pá está sempre em todas!

néLson de Lopes ™ says: (3:19:55 AM)
é ele e o romão...esse gajo é que tambem anda com uma vidinha!

o mendes says: (3:20:54 AM)
é pá sabes como é essa malta , muitos anos nas associaçoes de estudantes

o mendes says: (3:21:02 AM)
depois não querem outra!

néLson de Lopes ™ says: (3:21:44 AM)
o gajo nao ganha juizo mesmo...

néLson de Lopes ™ says: (3:22:04 AM)
eu ja tou mm habituado ao trabalho...

néLson de Lopes ™ says: (3:22:13 AM)
ate ja curto andar de fatinho.

o mendes says: (3:22:38 AM)
é, um gajo depois fica ali na conversa com o pessoal do departamento, ali na boa

o mendes says: (3:22:43 AM)
é um bom ambiente

néLson de Lopes ™ says: (3:23:00 AM)
anda la uma gaja agora na contabilidade..ui...

o mendes says: (3:23:05 AM)
a sara?

o mendes says: (3:23:07 AM)
ui ui

néLson de Lopes ™ says: (3:23:17 AM)
agora é que eu demoro no cafe da manha!!!!
looool

o mendes says: (3:23:30 AM)
acho que o soeiro ainda se vai lixar por causa dela

o mendes says: (3:24:07 AM)
sempre todo prestavel mas o partner já anda a reparar e a nao achar piada nenhuma. e sabes como sao estes partners novos, sao tramados pá!

o mendes says: (3:24:43 AM)
olha já sabes? o fim de semana convívio este ano vai ser em castelo de bode

o mendes says: (3:24:47 AM)
isso é que vai ser....

néLson de Lopes ™ says: (3:25:14 AM)
se for como ano passado...

néLson de Lopes ™ says: (3:25:19 AM)
ui

néLson de Lopes ™ says: (3:25:45 AM)
olha eh verdade, amanha nao posso ir ao futebol. pa ando todo engripado...

néLson de Lopes ™ says: (3:26:25 AM)
é aquele dia-a-dia, AC, correntes de ar... lixo-me sempre, se nao tenho cuidado

o mendes says: (3:26:26 AM)
eia pá, a equipa de desenvolvimento de produto vai estar toda desfalcado sem ti e sem o antunes

néLson de Lopes ™ says: (3:26:51 AM)
é da maneira que vcs ainda marcam um golito...

o mendes says: (3:27:35 AM)
tb o que interessa mesmo é a francesinha depois no cafe convivio

o mendes says: (3:28:33 AM)
o mal é depois os kilinhos sempre a aumentarem!

o mendes says: (3:29:52 AM)
o que vale é que eu agora meti-me nas BTT's aos sabado de manhã

o mendes says: (3:30:19 AM)
custa um tipo habituar-se ao capacete mas aquilo é muita louco

néLson de Lopes ™ says: (3:30:21 AM)
isso é porreiro!

néLson de Lopes ™ says: (3:30:35 AM)
tb ja tive pra me meter nisso

o mendes says: (3:30:35 AM)
depois vai assim tudo num grupo

o mendes says: (3:30:49 AM)
cria-se ali um grupo porreiro

o mendes says: (3:31:05 AM)
fartei-me um bocado daquela malta do paintball

o mendes says: (3:31:41 AM)
eu tenho imensa necessidade de contactar com a natureza

o mendes says: (3:32:11 AM)
ajuda imenso uma pessoa a libertar-se do dia a dia

néLson de Lopes ™ says: (3:34:51 AM)
[tou a ficar doido.]

o mendes says: (3:35:21 AM)
tenho que te falar duns tarifarios que o meu cunhado me falou

o mendes says: (3:35:31 AM)
poupas imenso ao fim do ano

o mendes says: (3:35:37 AM)
se falares pra todas as redes

néLson de Lopes ™ says: (3:36:02 AM)
pá! um gajo gasta um dinheirão nisso dos telefones...

o mendes says: (3:36:46 AM)
sim mas se reparares hoje em dia ja nao vives sem telemovel

néLson de Lopes ™ says: (3:38:42 AM)
mesmo as empresas agora... os telemoveis sao quase descartaveis, ja viste?

néLson de Lopes ™ says: (3:38:51 AM)
um gajo nem se preocupa em mandar arranjar

o mendes says: (3:39:48 AM)
eu mando os meus sempre ao gajo que me arranja tudo. o gomes. poe tudo impecavel.

o mendes says: (3:39:54 AM)
televisores, aspiradores, telemoveis....

néLson de Lopes ™ says: (3:40:05 AM)
a serio é daqueles faz-tudo?

o mendes says: (3:40:08 AM)
dos pneus gomes ali na circuvalaçao, conheces?

o mendes says: (3:40:29 AM)
por tras

o mendes says: (3:40:33 AM)
mais pra matosinhos

néLson de Lopes ™ says: (3:40:38 AM)
sei perfeitamente

néLson de Lopes ™ says: (3:40:43 AM)
almoço la muitas vezes perto

o mendes says: (3:40:44 AM)
perto daquele bowling onde a malta ia sempre as 4as dantes

néLson de Lopes ™ says: (3:40:53 AM)
no restaurante lareira

néLson de Lopes ™ says: (3:41:15 AM)
desde q a laura tá na TMN.

néLson de Lopes ™ says: (3:41:24 AM)
fica-lhe mais em conta.

néLson de Lopes ™ says: (3:46:54 AM)
ainda tens o pegeot?

o mendes says: (3:46:58 AM)
[amarante a receber o premio, ja visionaste?]

o mendes says: (3:47:06 AM)
nao, ando agora com um laguna impecavel

o mendes says: (3:47:08 AM)
alto negocio

néLson de Lopes ™ says: (3:47:11 AM)
[mostra aí...]

o mendes says: (3:47:33 AM)
[http://www.youtube.com/watch?v=Day8lJ2vIVo&NR=1]

o mendes says: (3:47:50 AM)
com tecto de abrir, leitor de cds

o mendes says: (3:48:01 AM)
jantes de liga-leve

néLson de Lopes ™ says: (3:48:34 AM)
só luxo...tou-te a ver.

o mendes says: (3:49:02 AM)
sabes como a andreia gosta de ir todos os fins de semana pra terra

o mendes says: (3:49:13 AM)
e dá pra meter os carros dos putos impecavel

o mendes says: (3:49:26 AM)
tem atrelado pra levar as BTT's

néLson de Lopes ™ says: (3:49:27 AM)
claro

néLson de Lopes ™ says: (3:49:29 AM)
cabe tudo

o mendes says: (3:49:42 AM)
a mae da andreia vai muito bem deitada atras com o soro

néLson de Lopes ™ says: (3:49:49 AM)
um gajo leva o q precisa e o q nao precisa!

néLson de Lopes ™ says: (3:50:22 AM)
[e isto ate é a modos q recente]

o mendes says: (3:50:29 AM)
[sim]

néLson de Lopes ™ says: (3:50:43 AM)
[andreas kisser...postura]

o mendes says: (3:50:57 AM)
[voz de gaja, tb, como o slasg]

o mendes says: (3:51:08 AM)
[estes roqueiros com ar de mau, quanto mais ar de mau, mais voz de rao]

o mendes says: (3:51:19 AM)
[rao=rabo]

néLson de Lopes ™ says: (3:51:24 AM)
[ei a mulher do man...grande vadia louca.]

o mendes says: (3:51:56 AM)
agora ando com a andreia nas danças de salao

néLson de Lopes ™ says: (3:53:36 AM)
pa isso é porreirissimo.

o mendes says: (3:53:53 AM)
as mulheres adoram essas coisas

néLson de Lopes ™ says: (3:54:48 AM)
uma no cravo outra na ferradura, ja se sabe!!!

néLson de Lopes ™ says: (3:54:51 AM)
:P

o mendes says: (3:55:06 AM)
[entretanto casei o men, enganei-me]

o mendes says: (3:55:29 AM)
[ha bocado a falar-se de ele ir casar, agora o men ja tinha a sogra com o soro atras do laguna]

néLson de Lopes ™ says: (3:55:58 AM)
[deixa la... agora nao da pra voltar atras]

néLson de Lopes ™ says: (3:56:17 AM)
[vai fazer uma hora q s esta nisto...]

o mendes says: (3:56:47 AM)
comprei o ultimo dvd da mariza. não ha duvida que aquela mulher tem uma voz bestial

o mendes says: (3:56:49 AM)
imensa alma

néLson de Lopes ™ says: (3:57:12 AM)
é a melhor fadista q temos agora

néLson de Lopes ™ says: (3:57:18 AM)
lá fora fala-se muito nela

néLson de Lopes ™ says: (3:57:26 AM)
ate enche na russia

o mendes says: (3:57:49 AM)
a tia da andreia vive em toronto e diz que ela enche salas de espectaculos lá

o mendes says: (3:58:37 AM)
aquilo vem-lhe da alma

néLson de Lopes ™ says: (3:58:57 AM)
[AHAHAHAHAHHAHAH...o frisar]

o mendes says: (3:59:28 AM)
[acho que era de guardar esta conversa]

néLson de Lopes ™ says: (3:59:43 AM)
[isso é garantido]

o mendes says: (3:59:55 AM)
e aquilo no sitema dolby surround que eu pus lá na sala parece que estas mesmo a viver aquilo

néLson de Lopes ™ says: (4:00:12 AM)
pá o meu sogro comprou um ha pouco tempo

néLson de Lopes ™ says: (4:00:17 AM)
aquilo é impecavel

o mendes says: (4:00:26 AM)
naquele sistema de 12 pagamentos na casa perdigao?

néLson de Lopes ™ says: (4:00:54 AM)
pá foi no corte ingles.

o mendes says: (4:01:00 AM)
impecavel, se tiveres cartao de cliente

néLson de Lopes ™ says: (4:01:17 AM)
ele é aquele genero de ir smp ao mesmo sitio...

o mendes says: (4:01:35 AM)
sim, o corte ingles ficou ali uma coisa impecavel

o mendes says: (4:01:55 AM)
mas na casa perdigao o meu sogro é cliente ha muitos anos e da-se bem com o proprio sr.
pedrigao

néLson de Lopes ™ says: (4:02:30 AM)
pa, curto ir as compras e ter tudo organizadinho.

o mendes says: (4:02:34 AM)
e ele faz-nos sempre uma atençao

o mendes says: (4:02:54 AM)
ouve, para nós é tudo à patrão!

néLson de Lopes ™ says: (4:02:55 AM)
principalmente no natal...fico doido com aquilo!

o mendes says: (4:03:27 AM)
a andreia compra-me tudo inclusive o que eu lhe vou dar a ela

néLson de Lopes ™ says: (4:04:18 AM)
pá...nem venhas pra aqui meter nojo...smp o mesmo piçudo!

néLson de Lopes ™ says: (4:04:21 AM)
:p

o mendes says: (4:04:31 AM)
eheheh! sabes como é! são muitos anos...LOOOL

o mendes says: (4:05:55 AM)
olha, nao é amanha que temos aquele reuniao com o deselvolvimento de produto?

o mendes says: (4:06:25 AM)
se calhar é melhor ir dormir

o mendes says: (4:06:33 AM)
[se calhar é melhor ir descansar]

néLson de Lopes ™ says: (4:06:38 AM)
pois meu.

néLson de Lopes ™ says: (4:06:47 AM)
[tou a acabar umas cenas...]

néLson de Lopes ™ says: (4:07:13 AM)
[aí tá... 3:07-4:07... uma hora completa de parvoice]

néLson de Lopes ™ says: (4:07:21 AM)
[vou salvar]

o mendes says: (4:07:55 AM)
[parvoice pegada....]

o mendes says: (4:08:33 AM)
[estupidez total a ocupar uma horinha inteira. serviço feroz e sério]

néLson de Lopes ™ says: (4:08:52 AM)
[serviço de serviço]

o mendes says: (4:09:34 AM)
bem, vou lavar os pés e enfiar-me na cama

néLson de Lopes ™ says: (4:09:49 AM)
ok, man

néLson de Lopes ™ says: (4:09:51 AM)
continuidade

o mendes says: (4:10:07 AM)
[repara que nao pus parentesis rectos. estas a falhar e eu nao]

o mendes says: (4:10:39 AM)
[este pessoal lava mesmo os pes antes de ir pra cama]

néLson de Lopes ™ says: (4:11:02 AM)
[falhei... teres razao]

néLson de Lopes ™ says: (4:11:26 AM)
bem isto agora é mesmo xixi cama

o mendes says: (4:11:41 AM)
é, para amanha estar fresquinho

néLson de Lopes ™ says: (4:11:44 AM)
ainda bem q ja estava em roupa de cama...

o mendes says: (4:11:56 AM)
tenho uma auditoria em vila chã

o mendes says: (4:11:59 AM)
em esposende

o mendes says: (4:12:01 AM)
...

o mendes says: (4:12:06 AM)
um bocadinho antes de esposende

néLson de Lopes ™ says: (4:12:10 AM)
[AHHHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHHAHAHA]

néLson de Lopes ™ says: (4:12:28 AM)
vais-te ver tramado pra saires da cidade...

néLson de Lopes ™ says: (4:12:35 AM)
fim-de-semana comprido...

néLson de Lopes ™ says: (4:12:39 AM)
a que horas é?

o mendes says: (4:12:47 AM)
na hora nova ou na antiga?

néLson de Lopes ™ says: (4:13:13 AM)
por falar nisso, a laura mandou-me acertar o relogio do fogao

o mendes says: (4:13:36 AM)
eu nao acerto nada. pra que? daqui a 6 meses tenho que estar outra vez a acertar....

néLson de Lopes ™ says: (4:13:41 AM)
amanha ja ia levar nas orelhas

o mendes says: (4:15:57 AM)
bem, vou lavar os pés e cama, agora é de vez

o mendes says: (4:16:09 AM)
até amanhã, pá! descansa bem!

néLson de Lopes ™ says: (4:16:10 AM)
pro fim-de-semana dão temporal...

néLson de Lopes ™ says: (4:16:18 AM)
ja tou a ver q agora é ate março!

néLson de Lopes ™ says: (4:16:23 AM)
:p

o mendes says: (4:16:36 AM)
desde que nao me estraguem, aquela semaninha de junho em benidorm!

néLson de Lopes ™ says: (4:16:37 AM)
um abraço, raul! c ya!

o mendes says: (4:16:49 AM)
c u!

o mendes says: (4:17:01 AM)
porta-te bem! adeua!

o mendes says: (4:17:03 AM)
adeus!

néLson de Lopes ™ says: (4:17:51 AM)
ui a mim quem me tira o algarve tira-me tudo

néLson de Lopes ™ says: (4:17:57 AM)
olha, pa. fica bem!

néLson de Lopes ™ says: (4:18:05 AM)
aquele abraço!!


[ndr: A quantidade de anormalidade presente nesta conversa foi suficiente para acordar mortos. No caso particular, este blog, falecido já faz mais de um ano, aquando do seu último soluço. Continuação. ]