Palavras, palavrinhas e palavrões de uma pequena minoria dentro de uma elite ainda mais pequena... Se quiser partir alguma coisa envie por correio para: partemtudo@netcabo.pt

segunda-feira, agosto 30, 2004

Assaltos à brasileira

Apraz-me aqui relatar uma situação que se passou em terras de Vera Cruz, mais precisamente em João Pessoa, na Paraíba. Um bugueiro, palavra brasileira para condutor de buggys, foi quem me contou isto, já que tinha planeado um passeio de buggy com uma senhora europeia que estava hospedada lá num hotel da cidade mas quando lá chegou o passeio foi desmarcado pois a senhora tinha sido assaltada e ficou sem dinheiro nenhum. Só essa senhora foi roubada em 600€ e ainda em 600 reais. Uma bela maquia.
Assaltos no Brasil são comuns, embora em João Pessoa sejam bastante raros. Mas o modus operandis deste assalto é que é fantástico.
Dois caras, supostamente de Recife, foram-se hospedar no hotel em questão, na zona da Tambaú, em João Pessoa. Pediram só ao recepcionista para os acordar às 2 da manhã. Um pedido estranho, mas o recepcionista lá acedeu. Chegada a hora, o recepcionista acorda os dois e qual não é o seu espanto quando os dois aparecem pouco depois cá em baixo, pistolas em punho, para iniciar o assalto. Amarram e trancam o recepcionista no banheiro, cortaram os telefones e a internet. Pegam na chave mestra e passam à limpeza dos quartos, um a um, desde o último andar até ao rés-do-chão, trancando os hóspedes nos seus quartos depois de levarem tudo o que houvesse para levar.
E assim partiram, sem deixar rasto.
Resta saber em que é que ficou o recepcionista a pensar no que fez, inconscientemente: “Alô, é da recepção. Queiram vir assaltar a gente, por favor!”

segunda-feira, agosto 23, 2004

Mito Urbano 24: O artigo perfeito

Longe de paródias de colunistas, o próximo mito acontece sobre as fileiras de super-mercados, e outros mercados menos super... Quantos de nós já viajaram arrastados a esses locais de culto feminino, com a proposta da compra de alguns artigos fundamentais para o lar! Certamente terão notado no pormenor com que efectua a escolha dos iogurtes, perfumes, congelados, cereais e outros. Primeiro pega-se no primeiro da fila, vê-se, amassa-se, testa-se se possível. Depois coloca-se outra vez e vai-se buscar outro igual, à profundeza da prateleira. É de facto brilhante. E tal daria razão ao célebre ditado popular “o queijo amassado não é cobiçado”. Muito sagaz este povo. A questão é que nem sempre o produto mais longínquo é o menos afagado. Porque todos eles, durante o frenesim da escolha acabam por ser tocados e experimentados. Ou seja, vai dar tudo ao mesmo. Da próxima vez que forem ao “super”, peguem no produto mais próximo e sigam...