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quarta-feira, maio 19, 2004

Mitos urbanos - mais alguns para juntar à lista

Continuando sempre na saga dos Mitos Urbanos, lembrei-me de mais alguns que passo a enunciar:

11. Sol do Porto vs sol do Algarve. Aqui está um dos mitos que conheço à mais tempo. É comum dizer-se que o bronze que se consegue nas praias do Porto e norte do país dura mais que o bronzeado que se apanha nas praias do Algarve. Nada de mais ridiculamente errado! Quando se passa um mês e meio a ir à praia no Porto e existe algum bronzeado (conseguido pelos poucos raios de sol que ultrapassam a neblina) não passa de uma situação normal. Claro que se se deixar de ir à praia por uma semana desaparece tudo ou grande parte. Como acontece com qualquer bronzeado! A grande diferença é que no Algarve esse bronzeado não se consegue num mês e meio mas em poucos dias. Essa sim, é a diferença!

12. Viagem ordeira de uma claque de uma equipa de futebol. É coisa que não existe nem nunca existiu. Pode variar entre menos e mais distúrbios. O que se quer dizer com viagem ordeira é uma viagem de 60 gunas dentro de uma camionete escoltada pela polícia onde nas estações de serviço só foram violadas 2 mulheres e desapareceram todo o tipo de artigos no valor de alguns milhares de euros, artigos esses que são vendidos aos ultras que não quiseram sair da camionete nessa paragem a um preço módico (pelo menos bem mais barato que o que estava na prateleira da estação). Vale a pena assim ficar no veículo! Viagem calma, ordeira e sem história...

13. Bacalhau do natal. Outra coisa que convém desmistificar é a qualidade do bacalhau que se come na noite de consoada. Frases como “o bacalhau está óptimo, muito melhor que o do ano passado” são proferidas impunemente cada dia 24 de Dezembro. O bacalhau da consoada é simplesmente a pior forma de comer bacalhau e, pasme-se, nunca está bom. E porquê? Porque é mau! Simplesmente isso! Portanto não está bom, ou mau, ou mais ou menos. É mau. Ponto final.

14. Pai Natal. É verdade. Muitos já desconfiavam mas eu quero dar a notícia em primeira mão. É mito! Não há Pai Natal! Acreditem que é verdade. Acham mesmo que alguém andava num trenó puxado por renas a distribuir presentes no Natal? Só vejo a explicação se for para fugir ao bacalhau de Natal. Aí até admito, fora disso não! Podem até dizer que já viram o Pai Natal em centros comerciais a tirar fotos com as criancinhas e a oferecer presentes, mas garanto-vos que não passa de uma artimanha de Carlos Cruz, Bibi e companhia. Consta que a PJ já anda em cima do acontecimento.

15. Dar o golpe. Português que se preze só é feliz quando consegue dar o golpe em qualquer situação. Passar à frente de uma fila, entrar num local de graça, conseguir amostras grátis, enfim, qualquer situação em que se possa aplicar um chico-espertismo para se conseguir algo com o trabalho mínimo, está-se por aí! Talvez por existir tanto chico-espertismo por aí as coisas sejam mais caras de modo a que se tente sempre dar o golpe. É um ciclo vicioso. Note-se que outros povos que não têm esse costume conseguem sempre ter o dinheiro suficiente para tudo o que querem e o que não querem. Porque será?

16. Cromos dificeis. Não há nada mais comum do que se ouvir que, numa colecção de cromos, existem cromos fáceis e cromos difíceis. Já fiz várias. E sempre as acabei. Mas realmente pensa-se que as editoras imprimem menos quantidade de certo número de cromos ou enviam os cromos nº389 só para a zona de Lisboa e o cromo nº234 só para a zona do Porto? Esse mito de trocar um cromo “difícil” por mais que um, visto que é “difícil”, não passa de uma artimanha parecida com o “dar o golpe” para enganar pobres crianças inocentes. É um mito que implica outros dois mitos supracitados. Como resultado, a PJ já anda em cima das pessoas que tentam trocar um cromo como “difícil” e essa pessoa entrando nesse ciclo vicioso nunca terá dinheiro para nada na vida. Na cadeia, também não é preciso dinheiro para nada, portanto está-se bem...

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