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quarta-feira, maio 19, 2004

Mitos Urbanos - honestidade

Á pois!!! Existem diversos mitos urbanos associados à eterna veleidade com que um dado indivíduo pensante e autodeterminado (¿?) profere palavras de importância acrescida com significantes dissociados do significado - ou simplesmente mentiras. Irei pronunciar-me sobre 2, e logo verão do que falo..

17. O Chumbo Pródigo. É mesmo irritante ouvir aquela gentaça que, uma vez chumbado um exame, uma disciplina, o Código (para conduzir), ou o-raio-que-o-parta se manda para nós com o quase passei. Quase... QUASE? QUASE????. Espero que tenham captado bem a minha cólera. Mas que raio se passa com esta gentinha? É sempre o típico 9,4 do camafeu do professor, isto quando não é o mais real e ardiloso 9,35. Ou a 4ª resposta falhada no código. Sim, esta é a pior! Não há desgraçado que tenha chumbado no código que não diga que chumbou com 4. É sempre: "foi aquela que eu mudei no último minuto.. " ou "se eu não tivesse mudado aquilo". Mentirosos! Tinhosos! Mil vezes burros! Perdido por 100 perdido por 1000. Mais vale dizer a verdade, não é? Ainda por cima porque não existe estar muito morto ou pouco morto, o que interessa é que se morreu. Prontos, já fiquei mal disposto só de me lembrar da panóplia de gente que me diz isso.. Nota: chumbei com 4 o Código.

18. A carreira milagrosa. Esta é só para os pobres como eu... Sabem quando estamos na paragem do autocarro à horas a morrer de tédio, a contar os paralelos da rua, e vem aquela velhinha mesmo irritante para o nosso lado? Ela aprochega-se, ri-se para nós e senta-se ao nosso lado, bem encostada. E depois de acondicionar os 9 sacos que trouxe, todos eles de lojas diferentes, suspira BEEEEMMM alto e pergunta: "oiça lá ó menino". E nós, de boa educação mas precária paciência, reflectimos um "siiIIIIIMMMMMM???". Neste momento, após contacto verbal, não há nada a fazer... Ela desata logo àquela pergunta da praxe, com a voz ainda mais arranhada que anteriormente: "olhe por acaso não viu um 75 a passar, viuuU?" "É que sabe, ele nem me fica em caminho, mas assim posso apanhar a carreira (MAS QUE RAIO SÃO AS CARREIRAS DE QUE ESTA GENTE FALA???) que passa bem lá na Vilarinha do Trocelho, a casa da minha enteada (E O QUE RAIO É UMA ENTEADA???)". E segue-se o natural "Pois, é que o das 11h35 já deve ir em caminho, e o das vinte-para-a-meia-hora (¿?) ainda não chegou." Chega!! Não pudemos mais" E é aí que nós decidimos vingar-nos. Eheheheh. Então, bocejamos um golpe final das cordas da velha, dizendo "Passou já há 10 minutos" Ahahahahah. Pobre dela, que fica para ali a questionar-se sobre o atraso do autocarro-mistério que lhe será fatal para a visita à enteada que mora na pústula do cu-do-judas. O autocarro que nunca existiu, mas que não existindo a nós nos salvou. Nada mais hermeneutico. Até que chega uma das tais camionetas expresso Porto/Feães e nela desaparece a velha. É ser-se má pessoa, mas tudo isto serve para aumentar o boato verdadeiro de que os autocarros nunca chegam a tempo, para além de funcionar como um exorcismo de paragens de autocarro... E não digam que não vos avisei.

Quem viva em portugal que atire o próximo Mito Urbano!

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