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sexta-feira, março 12, 2004

Exame de código (de conduta?)

Caros paspalhos.

1- Após longa ausência (não vou citar motivos, pois não os há), volto a arrotar uma posta. Pelo facto peço desculpa! Pela ausência, não pelo post!! Ainda posso dizer o que muito bem me apetece porra!

2- Ontem por ocasião do exame de código da estrada de minha idiota irmã, desloquei-me ao centro de exames do ACP, na Travessa da Prelada, junto à Secundária de Sta Maria de Lamas. (Não é tão longe quanto estão a pensar. Fica antes de Bissau...) Nesta visita encontrava-me bastante mais sereno (dentro do possível, dado o feitio que me foi conferido à nascença, já conhecido de alguns...) que aquando da minha anterior visita, já lá vão mais de 2 anos. Na altura, talvez devido ao estado de espírito, não me apercebi de alguns doces pormenores abundantes nos frequentadores do dito centro. Passo a apresentar alguns exemplos:
sujeito a) - A Rosa Alice. 30 e alguns anos. Pessoa faladora e "aqui e ali" fica a ideia de ser um pouco rude. Antes da entrada na sala garante que temos que ceder a passagem a velocípedes (malta das bicicletas) quando estamos a entrar numa rotunda (AHAHHAHAHAHAHHAHAH!!!!) Roupas coloridas. Cabelo pintado. Terceira tentativa. Nas anteriores duas chumbou com apenas 4 erradas. (Má sorte ou má fé? Já vamos ver.)
sujeito b) - a minha irmã. 18 anos. Distraída e idiota. Não é rude embora só abra a boca às vezes e quase sempre para dizer disparates. É a seguna tentativa após um justíssimo chumbo com 4 respostas erradas. Contudo, sabe que, segundo o código, quando algum velocípede se encontra na estrada e não no passeio, deve ser de imediato abalrroado com a violência necessária para causar queda aparatosa e consequente perda de sentidos do visado. (o mero atropelo não é, regra geral, suficiente, uma vez que o sujeito pedaleiro pode voltar a reincidir na brincadeira.)
sujeito c) - a Marlene Marisa. Apenas a cito pois o seu nome me suscitou alguma curiosidade... Nada mais do que isso.

Chegadas as 15 horas e qualquer-coisa o examinador chamou, da porta da sala dos computadores, um a um os examinandos. Fiquem sabendo que estes seres têm, quiçá, uma das tarefas mais difíceis do mundo: proferir nomes como "Marlene Marisa" ou "Rosa Alice" sem soltar avida e deselegantemente uma Brutal Risada™! Aliás, não só não a soltam como mantêm uma postura correcta e educada conforme as normas ISO 9001 das boas maneiras (by Paula Trombobone).
Em seguida a malta examinanda distribui-se pelos computadores e desata a dar respostas certas e erradas ao desbarato durante cerca de 40 minutos. Enquanto isso, alguns palermas aguardam na sala de espera a saída de algum seu ente querido (no meu caso é "não-querido"). Findo esse tempo é-lhes entregue uma folha com a sua classificação.

Vamos conhecer os resultados dos sujeitos citados anteriormente;
Sujeito a) - Rosa Alice: Precipita-se para a saída do edifício. Aparenta um ar calmo e descontraído mesmo apesar de ter sido reprovada com nove respostas erradas, ou seja, mais do que as duas vezes anteriores tentativas somadas! Força Rosa!! (Há quem suporte a teoria de que a pergunta #1 do exame de Rosa Alice envolvia um velocípede numa rotunda, o que lhe causou um excesso de confiança que a levou à loucura momentânea passageira e consequente chumbo.)
Sujeito b) - a minha irmã: Aparenta um ar absolutamente idiota e foi aprovada com zero respostas erradas (Por favor mantenham a calma...entrem em pânico apenas e só após finda a leitura deste post. Obrigado.(*)). Alguém devia ser decapitado por este tremendo acidente ecológico. Temo o pior (ou ainda pior). Tipo: algo mesmo horrível. Adiante.
Sujeito c) - Marisa Marlene: foi reprovada com sete respostas erradas, tantas quantas as letras do nome MARLENE! AHAHAH ESTÁS FORA DAS RUAS!!! (Por enquanto...)

Deste dia pude ainda tirar algumas importantes conclusões:
i) o número de pessoas com nomes estranhos a circular nas estradas em Portugal não vai subir muito para já, o que nos leva a crer que o número de acidentes também não deve subir assim muito, visto estes dois factores estarem directamente ligados.
ii) o ACP presta um péssimo serviço ao país por sequer por a hipótese de lançar nas ruas pessoas com tais nomes ou a minha irmã. Devia ser aberto um inquérito interno para apurar responsabilidades e a direcção do ACP devia demitir-se em bloco e cometer suicídio colectivo.

(Nota de Reportagem: O ACP é o clube com mais sócios em Portugal. Ao contrário do que alguns pensam a Sociedade Libanesa de Birutas não tem tantos sócios como o ACP.)

No meio disto tudo tive apenas de passar mais dois Atestados de Pastorícia, para além dos óbvios. Na sala de espera houve uma senhora na casa dos 50 anos, que se preparava psicológicamente para fazer exame às 16h. A dita senhora proferiu as seguintes palavras, enquanto encostava as pontas dos dedos da sua mão esticada ao meio do peito: "Ai Rui... Tá-m'a dar uma dor aqui no meeeio...Foige" ZÁS! ATESTADO 1! "Ol'a lá! Qué que comestes ó mei'dia?!" TRÁS! ATESTADO 2! Pobre casal.

3- Esta semana estou satisfeito o suficiente em termos de clubite para não lançar aqui uns reptos mordazes! É que a vitória após as tentativas (conseguidas) de acicatar ânimos dos britânicos soube muito melhor. Obrigado Sir Alexandre. Como dizem no meu mini-mercado: "Volte sempre!"

Bem hajam.

(*) Vamos acreditar que no exame de condução da minha irmã o sorteio dite um examinador competente.

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