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segunda-feira, março 22, 2004

A desmistificação do táxista-mulher

Corrigido

Vim, sendo este assunto um de enorme urgência, desmistificar alguns problemas e [pre]conceitos muitas vezes desconhecidos para o público da arte de ser taxista. Na sua versão feminina. Tal porque hoje tive o prazer - não, a honra - de ser transportado por tal criatura. Qual duque a ser transportado numa carroça, por um malmequer. Ou não...

Assim, :

1. Elas SÃO feias. O táxista-mulher distingue-se do seu mais_que_diametralmente_oposto por pequenas diferenças causais de entre uma miríade de variações possíveis da fascinante genética. A descobrir.

2. Elas USAM cinto. Já que este é o método de protecção rodoviária passiva mais eficaz que existe. E também mantem as mais diversas peças [do veículo] no seu devido sítio.

3. Elas NÃO cospem. Nem escarram. Nem de qualquer outro modo expelem camadas mucosas à custa de enorme esforço vocal pelas vias orais. O que é sempre positivo.

4. Elas PRAGUEJAM. Utilizam termos derivados de "Função Distribuição de Probabilidades" e outros vocabernáculos que incluem grupos de palavras de áreas da ciência tão distintas que vão desde termos Anatómicos dos países baixos a superlativos de classes Caprinas.

5. Elas CONDUZEM bem. A sua condução é virtualmente incólume, não fossem subditas travagens para verificar a se a ondução do cabelo está de acordo com as mais recentes especificações ISO 13001/10 (compatibilidade com a elasticidade da equação de onda derivada por Osbourne), bem como para verificar as indumentárias dos transeuntes.

6. Elas NÃO falam. A viagem passar-se-ia sem quaisquer comentários, se desprezássemos pontuais "humms" e "cofs" libertados aquando da indevida disposição de desperdícios orgânicos e inorgânicos por parte do utilitário. Nota: este comportamento está simbolizado num dos chatocolantes laterais que avisa para o cumprimento da norma ISO 14000/9 (utilidade e acondicionamentoo depois da vida útil).

7. Elas REDUZEM para 1ª. Aquando de qualquer (semi ou total) imobilização do veículo, elas prontamente reduzem a mudança do automóvel para a indicada. Não se percebeu qual o uso desta função, mas é de certo mostra da sua elevadíssima competência, a par do uso repetido do travão de mão em semáforos.

8. Elas POSSUEM certificação. Têm aquele cartãozinho verde, aliás obrigatório, que atesta as suas capacidades psico-motoras na condução desta classe de veículos. É um alívio ver que a Célia Teresa da Conceição Pureza foi devida e prontamente ensinada na arte de conduzir veículos táxiformes.

9. Elas CONHECEM a cidade. Similarmente aos restantes condutores de veículos semi-púbicos (sim púbicos) de pequena carga, estes seres aparentemente lerdos (e amostras de um passado "Hominídeus non-Sabiens-Sabiens") possuem uma memória assombrosa, capaz de fazer tremer até o mais intrépido conhecedor dos segredos da bibloteca de Alexandria. Conhecem todas as ruas e vielas, não excluindo a Travessinha "das Fontes e Troca o Passo", a Rua "Dá Moedinha Senão Risco-te o Carro" e o largo "Girete das Fontaínhas". É assustador, acreditem-me.

10. Elas NÃO dão "a" dica. Ou seja, quando chega a hora de pagar, não se põe a mexer com embaraço nos diversos porta-moedas que possuem espalhados pelo táxi, à espera que o cliente entenda que não têm ou não querem dar troco. O que mais que frequentemente acontece na presença membros machos da tribo Radiotáxi.

E é assim que termina mais uma infografia de um membro da COMUNIDADE DE PASTORÍCIA em que vivemos...

Porfiai, Pequenos Póneis, Porfiai...

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