Palavras, palavrinhas e palavrões de uma pequena minoria dentro de uma elite ainda mais pequena... Se quiser partir alguma coisa envie por correio para: partemtudo@netcabo.pt

quarta-feira, fevereiro 25, 2004

De facto...

Já era o Bandarra
trombador, o famoso
quando eu sozinho
epifaniei do portentoso
a vitória, a verdade
Do dragão, pelo anão
os que morreram, Leões
partem tudo,
é os dragões...

Disclaimer:
Leia-se epafania como verdade absoluta aos olhos de todos, mas mostrada apenas por alguns

Partem tudo

Queria aproveitar este momento para lembrar que nós partimos tudo. O Porto parte tudo. Eu parto tudo. E apesar de estar apenas 1-1 neste maravilhoso jogo de futebol, por certo não ficará assim.

Há-de ficar 2-1, ou 3-1 quem sabe.
Porfiai celebrosamente

segunda-feira, fevereiro 23, 2004

Identidade própria

Pessoa próxima deste blog de escárnio e maldizer sugeriu que mudassemos o nome para "Fura Bolos". Acho que não há mais nada a dizer. Temo pelo futuro do mundo.

sexta-feira, fevereiro 20, 2004

Fim da época de caça.

Boa noite.

1- A época de caça acabou. Os docentes levantam, por tempo indeterminado, as espingardas que tive apontadas à minha cabeça durante os últimos meses...De qualquer modo não sei se levantam muito alto portanto quem for mais alto é melhor agachar-se um bocadinho...

2- Fui hoje abordado por alguns fãs nossos...ok era só uma pessoa... que efusivamente me saúdou (talvez só tenha dito "Olá", não me recordo bem) e em seguida me perguntou (acho que não foi aos berros):
"Então, vieste ao cinema?"
(pausa)
Não tive outro remédio senão passar-lhe logo um Atestado de Pastorícia™, o primeiro do "pós-guerra". Após este problema deparei-me com outro: que resposta lhe dar. Dada a inspiração que me corria nas veias naquele preciso momento, vários contra-ataques não tardaram a depositar-se na ponta da minha vermelha língua. Passo a citar alguns:
"Não estou só a apanhar papéis do chão...";"Eu?! Não!! EI! NÃO ME DIGAS QUE VIESTE?!?! FUJAM TODOS!!!";"Desculpe?";"Se comi Maizena? Não. Prefiro pipocas."... entre outros bem mais castradores.

3- Hoje vou dar dicas. Se calhar é melhor ser só uma. Existem automobilistas nas nossas ruas que têm sempre razão. Mesmo quando não têm acabam sempre por ter, ok? Essa malta, por vezes, também passa em STOPs e sinais de cedência de passagem. Mas, como todos eles possuem aquele cartão mágico, tipo "Monopólio", que lhes dá sempre prioridade, não admitem que lhe passemos à frente o que implica que tenhamos de fazer uso do mau-senso e que tenhamos que parar para lhes ceder a via. Quando estes indivíduos buzinarem e vos dirigirem os mais inacreditáveis impropérios de dentro de suas viaturas (em condições normais, Fords Fiesta, Puntos GT, Corsas ou Ibizas) sugiro-vos que se riam desmedidamente apontando-lhes o dedo indicador directamente à face. Contudo, certifiquem-se antes de que não vão ficar presos no semáforo dois metros à frente. É que, volta-meia-volta (isto é, sempre) os indivíduos em questão enfurecem-se mais um pouco (MUITO MAIS)...E todos sabemos que a ira incontida está na base de algumas catástrofes mundiais como por exemplo as cheias do Douro de 1917. Se esta "manobra" for executada com a mestria que reconheço a qualquer um dos néscios nossos leitores, a vossa alma encher-se-á com a magnífica sensação de "AHAHAH! Já infernizei o dia a mais um...!". Abstenho-me de descrever o estado de espírito final das vítimas deste golpe a que neste momento dou o nome de "Brutal Risada™".

4- Chocou-me saber que Vale e Azevedo andou à solta durante alguns minutos!! Durante esses "alguns minutos", Portugal esteve a saque sem que niguém se desse conta disso... Eu nomeadamente, estava em exame. Não se pense ainda assim que tudo está perdido e que a segurança está ameaçada. Tudo tem um porquê. Depois do sucedido, se por alguma catástrofe natural eu vier a reprovar, vou ter, felizmente, base legal para me apoiar e levar a questão da minha aprovação até às últimas consequências. Ninguém ma poderá negar. A prova foi realizada em condições extremamente adversas. Estaria aliás mais seguro se tivesse uma pistola apontada à cabeça...
Azar, contudo, teve Vale e Azevedo. Quase que se safava, mas foi para meu bem, caro amigo. Foi mesmo um Vale d' Azar. Cuido mesmo que a imprensa, caso eu seja aprovado na disciplina de Electromagnetismo, devia carinhosamente apelidá-lo de "Baltazar" depois deste golpe digno de um rei mago.

Bem hajam.

terça-feira, fevereiro 17, 2004

Caldeirão de burocracia

Trabalho num 1º andar, bem perto de uma janela. Já perdi a conta de quantas cenas como a que relato aqui agora acontecem durante uma semana.

A rua onde trabalho é estreita, mas não muito, e de sentido único. Apesar disso, é uma rua onde é proibido estacionar dos dois lados. Geralmente num dos lados ninguém liga a isso, dentro dos limites do razoável. Todos os carros e autocarros passam com maior ou menor dificuldade. Além de que do lado contrário da rua onde os carros estão indevidamente estacionados existe um largo passeio do qual qualquer viatura que esteja em dificuldades para passar se pode socorrer. Até aqui tudo bem. Mas em Portugal existem pessoas que quando nasceram cairam num caldeirão da burocracia e como tal são incapazes de ajudar o mundo a andar para a frente dobrando um pouco as regras, neste caso falo do passar por cima do passeio que referi atrás.

Ainda agora esteve um autocarro que não passava devido a um carro mal estacionado e por se recusar a subir com uma roda o passeio (se ainda fossem rodinhas pequenas ou frágeis...) para seguir caminho. O resultado foi simples. Uma fila imensa de carros parados e a buzinar nesta rua tornando-a num inferno!

O burocrata dos STCP que conduzia o autocarro nem precisou de chamar a polícia, pois por acaso o carro que seguia uns lugares atrás do mesmo era PSP. Chamaram lá os colegas do reboque, tiveram que rebocar o carro. Para isso, a fila entretanto criada teve que recuar uns bons metros (o que deve ter demorado um bom tempo) para o reboque ter espaço, prender o carro prevaricador, e sair da rua em marcha-atrás, numa manobra que até deve ser bem complicada.

Tive que sair enquanto este processo final acontecia. Chego à rua e vejo magotes de reformados e pessoas que não fazem nenhum a observarem atentamente o que a polícia ia fazendo. O mais interessante é que aposto que o dono do carro rebocado estava ali no meio mas sem coragem para intervir, apenas observava. A populaça juntava-se para mandar os seus juízos: "Já ganharam o dia!", "Bem feita, mania que podem estacionar onde querem!" e frases que tais eram proferidas pelos muitos observadores anónimos que olhavam para mim de forma estranha, talvez por estar a andar na rua e não parado, estarrecido, a cagar sentenças. Quase que dizendo "tu não és um dos nossos!". Ora bem, tenho uma novidade para essas pessoas: eu NÃO sou um dos vossos! É verdade! NÃO sou! Vão fazer qualquer coisa de útil, vão olhar para o c@r@lh*! Cambada de merdosos!

Apenas quero deixar o reparo que desde que o autocarro parou até que ele arrancou passaram-se 50 minutos. Se o motorista quisesse mesmo chegar a horas e cumprir horários tinha perdido 30 segundos ali, isto se guiasse mal! E nesses 50 minutos deu-se tema de conversa a muita gente durante um bom bocado. E isto é o país que temos. Depois existem engarrafamentos. Aqui está uma bela situação para distribuir indiscriminadamente Atestados de Pastorícia™ por todos os envolvidos na criação desta situação. Principalmente por aqueles em que a cara sorria de cada vez que condenavam o motorista cujo carro foi rebocado. Um Atestado de Pastorícia™ de categoria especial para o motorista do autocarro. Afinal foi ele que despoletou isto tudo.

Estou decepcionado. Termino este texto.

quarta-feira, fevereiro 11, 2004

Um lugarzinho no céu

Antes de qualquer ensaio, e em jeito de inauguração, convém explicar aos corajosos (e, espero, escassos!!) leitores que a minha cabeça tem razões que a própria razão desconhece. A razão e todos aqueles que tomo por inteligentes. Excepção feita, obviamente, aos meus "combloguistas", com quem partilho, entre outras doenças, a vileza e a pobreza de espírito.

Feita a apresentação, e descartada qualquer hipótese de sermos processados por difamação, negligência ou dolo, rogo aos mais sensíveis o obséquio de parar de ler agora; o tema que se segue pode ferir susceptibilidades.

Mergulhada seguramente há mais de 10 minutos num zapping frenético, dei por mim há uns dias a ver uma emissão da Igreja Universal do Reino de Deus... "Cê cridita no Sinhô? Cridita qui ti âma? Então faiz o qui Eli pedi! Si pedi prá sofrê, cê sofri! Si pedi prá pagá, cê paga!"... Choram, gritam, cantam. E acreditam. E pagam. Por um lugar no céu. É isso no fundo que se transacciona. Um lugar no céu. E a venda é potenciada pela inegável capacidade persuasiva daqueles pastores. Eles não estão ali para governar eclesiasticamente o rebanho. Estão a vender. Lugares. Os melhores agentes imobiliários de sempre! Vendem sem catálogo, sem andar modelo. E a verdade é que a gente quer ir pró céu… se tiver que ser ao lado do gajo que tem cortinas de renda e vasos no parapeito, seja!

Como qualquer outra imobiliária, funcionam como um intermediário no mercado, no caso, do Firmamento. Quem sabe um dia vamos vê-los a fazer propaganda dentro deste género. O cavalheiro com umas vestes mais coloridas, no lugar do balão uma nuvem a dizer IURD, o nome do pastor pode manter-se, é apelativo (só pode ser um golpe de Marketing… nenhuma mãe deseja tanto mal a um filho) … Até tenho uma sugestão para o título: “Eu hei-de dar ao Deus Menino uma fitinha para o chapéu e Ele também me há-de dar um lugarzinho no céu”.

Partem Tudo

Atestados de Pastorícia™

Há já alguns anos eu tive uma ideia de como se poderia construir um mundo melhor. Não estou a falar da paz mundial nem de coisas dessas, mas de pequenas coisas que poderiam fazer o nosso dia a dia menos stressante e consequentemente mais agradável. Estou a falar da criação de Atestados de Pastorícia. E em que consiste isto?

Há pessoas no dia a dia que fazem tudo para nos irritar mas de um modo que se vê que não têm capacidade para mais, não é o irritar para irritar. É o irrita agora e numa situação parecida vai continuar a irritar. Não sabe mais, não melhorará. Falo em pessoas que conseguem conduzir um carro a 20km/h pelas ruas, param quando o semáforo está amarelo ainda a 20 metros do local onde deviam parar, ou deixam o carro ir abaixo quando está verde, ou quando estão num multibanco para levantar dinheiro conseguem sempre fazer 3 ou 4 operações incorrectas antes por mera burrice, ou atendem os telemóveis em lugares em que supostamente eram para ser silenciosos, ou ficam meia hora para contar um troco que está mais que certo, enfim, um sem número de exemplos que cada um já viveu e sabe bem o que são.

A minha proposta para tentar que as coisas sejam melhores seria distribuir os tais Atestados de Pastorícia. Como o nome indícia, o detentor de um desses atestados denominar-se-á de pastor. O alegre pastor viverá o seu dia-a-dia na sua normalidade, nada de especial aí para si. Mas se ao atribuir um atestado a cada um destes pastores se puder avisar o comum dos mortais que tipo de pessoa é que está ali, pode-se poupar muito tempo, paciência, cabelos brancos e provavelmente anos de vida. Se eu for no trânsito e vejo que o carro da frente tem colado no vidro de trás "Sou Pastor!" (abro aqui uma excepção para os carros que têm no vidro de trás autocolantes da Radio Renanscença, com alto patrocínio do "Jogo da Mala" ou ostentam orgulhosamente um Pirilampo Mágico no tablier, no fim de contas é a mesma coisa que dizer que é pastor, só que com patrocínio - sempre é melhor penso eu!) estou avisado de qual o carro não devo seguir. Se mesmo assim o seguir, ou é porque não há alternativa, ou é porque sou pastor. Nesse caso, mereço um atestado de pastorícia eu próprio.

Tal como nos carros, o pastor deverá envergar qualquer coisa que o identifique como tal. Para bem da sociedade. Para um bem comum. Não peço que seja uma granada já sem cavilha tipo bombista suicida (ai, e agora? tirei a cavilha! será que ... BUM!!!), não peço a morte dessas pessoas. Simplesmente avisem quem são para serem evitados nas diversas situações.

A partir de agora, qualquer momento de pastorícia pode muito bem ser contemplado com um Atestado. A pessoa que está a virar a esquina posso muito bem ser eu... estejam atentos.

Um esclarecimento

Este será ácerca da 3ª pessoa que supostamente escreve neste blog. É uma pessoa que o lê mas por ora prefere nao escrever nada. Falta de capacidade não tem, parece-me é que é vencida com relativa facilidade pela preguiça. O tempo dirá se tenho ou não razão. Para já, a minha teoria prevalece.

Queria só deixar aqui uma adenda a um post anterior. A pedido de várias famílias, decidiu-se ampliar o apelo ao regresso da pena de morte às entradas e saídas do Colégio Flori e do Colégio Inglês. Sinceramente a mim não me faz diferença mas acredito que seja complicado para outros.

Faço agora um apelo mais forte. Desejo poder envenenar todas as pombas que populam a baixa portuense, que não só cheiram mal como defecam escandalosamente por tudo o que é lugar. E quando o meu carro é atingido, acabou a convivência pacífica entre mim e esses animais. Porponho que se peguem nos arrumadores da cidade e não lhes dar moeda, mas uma vida nova. Dá-se-lhes um saquinho de veneno para ratos para andar a distribuir às pombas e depois recolhem-se os cadáveres. Isto também é valido para as gaivotas, embora estas não apareçam assim tanto por lá.

O mundo agradece.

terça-feira, fevereiro 10, 2004

Hooliganismo.

1- Espero que gostem das alterações introduzidas. Se não gostarem então façam queixa ao sindicato.

2- Se conhecerem alguém que goste que lhe batam, digam-me. Ando com imensa vontade de esmurrar alguém.

3- Outro dia li num site uma frase que, devo admiti-lo, retive a atenção por momentos (depois prosegui a minha vida normal...):

"Não interessa se vêm os hooligans ingleses, turcos, alemães ou esquimós! Quaisquer que sejam os adeptos, a polícia será sempre a portuguesa!"

Levanto-me e aplaudo. A questão central é mesmo essa! (Já ganhou um queque da DanCake!). Os hooligans, quer dêem porrada com a direita, com a esquerda, com a cabeça ou com os pés, vão acertar sempre num chui português. É que a malta da farda azul não aprendeu nadinha no Iraque! (de qualquer maneira a idéia acho que não era eles aprenderem fosse o que fosse...)
Basta ver que em Guimarães eles nem precisaram de armas químicas... as cadeiras chegaram (se bem que o PVC é químico... Então isso quer dizer que...... [continua em 4] )

4- ...não tarda nada os Estados Unidos vão invadir Guimarães!!! E vão mexer nos dentes do Pimenta Machado!!!! AHAhAHAHAH! VIVA O EURO! VIVAM OS HOOLIGANS!

Bem-hajam.

quinta-feira, fevereiro 05, 2004

TVI

Boa noite companheiros, amigos, palhaços...

1- Sei que existem pessoas que lêem este blog. Eu sei que há. Eu sei. Podiam comentar qualquer coisa de vez em quando!! Somos assim tão desprovidos de sentido?

2- Embora o panorama televisivo nacional tenda a piorar (está a aumentar o número de programas sérios e com conteúdo...!) ainda existem em Portugal programas labregos e desprovidos de sentido, para bem da nossa saúde mental. Salvo raras excepções, quase todos são da TVI (Zeca Moniz: desde que puseste a Moura Guedes a cantar, nunca mais defraudaste ninguém. Bem-hajas!). O "Eu confesso" e o "Vidas Reais" são os melhores exemplos. Dão sempre motivo de conversa ao povo, em qualquer ponto do país, desde as sombras das azinheiras do Alentejo às "carreiras" de Paredes. Entretenimento popular! É o futuro! Viva a TVI. É sempre bom ouvir as histórias do senhor Artur que espiava a cunhada no banho ou ver frente a frente e no mesmo estúdio o lavrador adepto da violência doméstica e uma qualquer desgrenhada agredida! E vá lá que encontraram mais senhoras porque senão ainda estavamos a gramar a ex-mulher do Talone... (Já deves estar rica, Tininha...) Aliás em época de crise, temas de conversa como aqueles que estes programas fornecem são úteis, uma vez que a malta não tem de comprar "O Crime" ou passar a pente fino a secção "Polícia" do JN.

3- A maior parte dos Atestados de Pastorícia™ passados no Grande Porto são dirigidos a malta que gosta de ver acidentes. Desde os que abrandam para ver, aos que param para ver, passando pelos que montam tenda e arraial para ver são eles os grandes responsáveis pela maior parte do tráfego criado na cidade e seus arrabaldes. Já para não referir a enorme felicidade que os invade quando eles próprios estão envolvidos num acidente ("OH! NÃO ACREDITO! FOIGE! BATI, CARAGO!! BIBA! EIA! OLHEM PRA MIM!! ESPATIFEI A FRENTE DO CIBIC!") saíndo do carro, sorridentes e irradiando felicidade, dando cabo do juízo da malta que não vive para os acidentes (esses infelizes...). CÃES!!!!!! VÃO OLHAR P'RÓ RAIO QUE VOS PARTA!!! VÃO P'RÓS CARRINHOS DE CHOQUE!! IDE DAR CO'A CABEÇA NAS PAREDES! MONTES DE CACA! Humpf.

4- Voltando ao tema "TVI". Já descobri onde arranjam aqueles aquelas notícias-sensação com que abrem o "Jornal Nacional". Existe uma secção no site deles que se chama Notícias Suas. A malta vai lá e despeja o que de mais fixe se passou na aldeia ultimamente. As melhores histórias do dia (as que envolvem mortes bizarras, revoltas populares ou rixas) são premiadas. A TVI manda então para lá um cameraman e um repórter estagiário e assim se enche uma hora e meia de noticiário no país onde tudo acontece.

Bem-hajam

terça-feira, fevereiro 03, 2004

Um apelo...

...ao regresso da pena de morte ao nosso país! Mais exactamente à Rua Guerra Junqueiro entre as 13h e as 14h dos dias de semana. Autoridade para ver, testemunhar, ajuizar e executar a pena. Eu próprio poder-me-ia encarregar dessa função, desde que remunerado.

O motivo desta excepção à lei é a saída das aulas dos alunos do Colégio Alemão do Porto. Não das crianças mas dos pais. Armados dos seus todos poderosos automóveis de marca ariana, conseguem entupir as duas faixas da rua de modo a impossibilitar o trânsito ao comum veículo que só quer passar por lá, com uma falta de civísmo inacreditável, incapazes de perceber que se pararem 40 metros à frente já não vão criar o caos, só por preguiça. Nunca se coibem de para o carro em 3ª fila (sim, 3ª!!!) à espera que o menino venha por a pasta na mala (sim, porque o puto nao pode por o crlh da pasta dentro do carro noutro sítio que não seja a mala) e depois por o menino no carrinho antes de voltar ao lugar do condutor e partir. Esta operação multiplicada por 25 alunos dos 12 anos dá que pensar, não?

Há que regressar ao antigamente! Execuções sumárias precisam-se neste país! Eu próprio as administrarei se necessário.

Bem hajam.