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sexta-feira, janeiro 30, 2004

Novas tendências

Pensei em fazer este post há mais ou menos uma semana mas por uma razão ou por outra tenho-o adiado. A principal será o falecimento de Feher, jogador que apreciava particularmente. Por isto não escrevi o que vou escrever antes. Mas agora chegou a hora....

Não venho falar de futebol mas de novas tendências da "moda" que os jogadores de futebol portugas, que se julgam pessoas de profundidade intelectual fora do comum (lá fora do comum são mas talvez não como pensam), exigem em exibir numa enorme feira de vaidades em que supostamente habitam. Curiosamente um dos grandes percursores desse tipo de comportamento tem hoje 31 anos e anda desde o início da época a procurar clube. Notícias não muito distantes deram-no como certo no Real Madrid, clube de estrelas onde ele pensou caber que nem uma luva, mas foram prontamente desmentidas pelo treinador da equipa e classificadas como "ridiculas". Porque será? Avanço uma teoria: talvez saber jogar futebol também se exija a um jogador do Real Madrid (desde Carlos Secretário tem sido uma verdade inquestionável naquele clube). Provavelmente este jogador se tenha dedicado mais às passerelles que ao desporto-rei. Não resisto a chamar à baila uma história verídica aquando da sua passagem por Itália, mais precisamente pelo Bari, vindo do Benfica. Depois de dois jogos a titular como trinco e sem grande sucesso (aqui sem surpresa para nós) o treinador vem a público dizer "Abel é mais forte a líbero, é assim que vai jogar em Cremona". O resultado é esclarecedor: 7-1 para a Cremonese, que essa época acabou por descer à série B. Num jornal desportivo vinha o seguinte comentário à actuação do nosso rapaz: "Em Portugal ainda se estão a rir!". Está tudo dito.

Existem mais casos mas o que eu vou falar é o da maior coqueluche do plantel da equipa do enfermo João Santos, Simão Sabrosa. Rapaz de raízes humildes, cresceu como jogador no Sporting, onde até se portava benzito, foi vendido ao Barcelona onde começou o descalabro e veio posteriormente para o Benfica para começar a fase descendente da sua carreira (nada de anormal aqui a não ser o facto da fase descendente começar aos 23 anos). Depois de uma birra na pré-época ácerca de uma braçadeira de capitão de equipa (há clubes onde a porcaria da braçadeira tem que se lhe diga de facto!!!), não se conformando em ser vice-capitão de equipa, Simão Sabrosa inicia uma cruzada contra o bom gosto e bons costumes, decidindo arriscar numa mudança de imagem radical transformando aquela carapinha já de si ridícula numas fantásticas rastas de fazerem inveja a um qualquer Yannick Noah ou Kwame Ayew! Quer dizer, o gajo já não se apercebeu do ridículo que é e ainda faz uma coisa destas? Mas em que é que ele estaria a pensar? Que ia ganhar magia africana quando estivesse a jogar e conseguir arranjar mais umas fintas para o ser reportório? Ou a magia africana seria para outra situação qualquer que nos escusamos a comentar? O que é que será que ele disse quando entrou no cabeleireiro? Quantas pessoas se mantiveram sem rir enquanto o penteado era executado? São perguntas que honestamente gostaria de ver respondidas... E depois, tanto trabalho para nada! Dois dias depois já tinha o cabelo naquela carapinha carquinhenta de novo. Nem deu para goza-lo decentemente! Que falta de respeito pelos fans!

Mais paradoxal ainda é o facto do rapaz não ter aprendido nada com os seus erros e algum tempo depois ter arranjado maneira de ter um novo penteado, desta vez esticando a carapinha dando-lhe um ar ainda mais abichanado que o que sempre teve, embora tenha que concordar que um cabelo daqueles é bem menos chocante que as rastas anteriores. De qualquer modo a mudança de visual não passou da merda do costume dum rabeta que se atira para a piscina quando vê um adversário a aproximar-se. Mais giro ainda será adivinhar o novo tipo de penteado que vai surgir ainda durante esta época na cabeça desta pessoa. Ou será que ele vai esperar pelo Campeonato da Europa para mostrar o seu novo cabelo ao mundo, seguindo a tradição do nosso Abel há quatro anos atrás? E se assim acontecer, quem fará isso daqui a 4 anos no próximo Europeu? Portugal terá sempre que ter em todas as edições de Campeonatos na Europa pessoas assim? Espero que não, mas acredito que sim. Já os Patrícios no Euro 84 foram os percurssores de tão nobre fama (Chalana, João Pinto, Bento, quem não se lembra deles?) não vejo razão para que esta triste sina não nos deixe de perseguir.



Por fim, não queria deixar de partilhar convosco uma notícia que li há pouco que dizia que Filipe Azevedo que se bem me lembro andou uns bons anos aqui na Superliga acabou de assinar pelo Khimik, da IIª Divisão da Rússia. Diz ele que "o convite foi aliciante" e confessou estar "satisfeito por fazer parte dum projecto ambicioso". Ainda estou para ver qual é esse projecto ambicioso. Talvez um clube da 3ª Divisão do Uzbequistão ou uma escola de futebol nos Urais. palavras para quê?

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