Palavras, palavrinhas e palavrões de uma pequena minoria dentro de uma elite ainda mais pequena... Se quiser partir alguma coisa envie por correio para: partemtudo@netcabo.pt

segunda-feira, dezembro 06, 2004

O desvendar de mais um mistério da humanidade

Deixem-me partilhar um texto que vi há dias.

"Não sei se sabem, mas quando o LSD começou a ser comercializado (ilegalmente claro; convém especificar que dito assim até parece uma cena legal) descobriu-se, nas florestas tropicais, que certas espécies de sapos, para não serem devorados pelos predadores, nas suas costas vinham equipados de série com uma substância venenosa. Acontece que esse veneno, nos humanos, tinha um efeito semelhante ao do LSD: era alucinogénio. Pois bem, os nossos amigos americanos, como é seu apanágio adquirirem hábitos estranhos em função de novas descobertas (veja-se o hamburguer), começaram a importar contentores de sapos venenosos para os lamberem no conforto do lar e terem altas tripes.

Assim sendo, isto levou-me a repensar todo o universo da literatura tradicional. Lembram-se do conto de fantasia da princesa e do sapo? Ela encontra o sapo ele diz que está encantado, ela enojada dá-lhe um beijo e "puff" é um belo príncipe. (Depois ele dá-lhe uma queca ali mesmo, ela engravida e é por isso que casam que o gajo andava fisgado numa sapa que conhecera dias antes).Pois é, fantasia? Não é não senhor. O que a estúpida da princesa fez foi LAMBER O SAPO, que era um dos tais venenosos. E a tripe foi tão grande que ela "viu" o sapo transformar-se em príncipe. Ahhhh pois é!

Mais um mistério da humanidade desvendado."

E andam a contar estas histórias às crianças quando a verdade é bem mais trágica do que parece....

terça-feira, novembro 16, 2004

A degradação das raízes culturais do Portugal profundo

Quero chamar a atenção dos nossos talibans seguidores do Partem Tudo para uma problemática que vem assolando o interior do nosso país. Coisas como a falta de médicos nos Centros de Saúde ou a inexistência de infra-estruturas de base nessas localidades são pormenores de somenos importância relativamente à catástrofe que me é dada a observar.
O fluxo migratório do interior para o litoral, o chamado êxodo rural, não é exclusivo das pessoas mas também das coisas mais típicas da paisagem rural lusitana. Falo do desaparecimento da grande mitos como as motorizadas típicas de aldeia. Já não se consegue vislumbrar junto ao Café Central ou ao cruzeiro duma aldeia uma linda Famel Zundapp, uma SIS Sachs ou ainda um ex-libris da produção motorizada nacional, juntamente com a União Metalomecânica (para o estupefacto leitor a U.M.M.), a Casal Boss!
Essas autênticas pérolas do meio rural apareciam aos magotes junto aos locais de concentração popular rurais, todas elas com o respectivo e depauperado capacete de cores gastas e sem viseira apoiadas no guiador, e com uma corrente a bloquear a roda traseira para impedir qualquer furto. Lembro-me que era impossível em qualquer domingo andar na rua nessas localidades sem ouvir o barulho duma mota dessas a 5 km de distância com o aproximar ensurdecedor que transformava a paz do campo na mais vil das mentiras.
Hoje em dia, em qualquer paisagem rural é bem complicado ver mais do que uma Casal Boss à porta do Café local. Famel Zundapp e SIS Sachs também estão em vias de extinção. Combinações entre duas marcas (Casal e Famel por exemplo) já são consideradas uma impossibilidade, uma vez que em qualquer localidade existia sempre uma maioria de uma marca (geralmente devido à proximidade do único revendedor da zona) com uma ou outra excepção. A triologia Casal Boss, Famel Zundapp e SIS Sachs, também conhecida por Santíssima Trindade do Mundo do Motociclo, é de uma raridade enorme. Há quem chame às três juntas a 8ª Maravilha do Mundo. Poucas são as pessoas abençoadas com a possibilidade de as ver nos dias que correm em simultâneo….
É preciso defender as nossas raízes culturais mais profundas, como é o caso da triologia a que fiz referência neste texto. É desta desertificação que eu falo e que vai apunhalando o nosso país lentamente….

segunda-feira, novembro 01, 2004

segunda-feira, outubro 25, 2004

E tudo o mais que va para o inferno

Fui hoje ao Coliseu ver Bebel Gilberto. Foi bastante bom. Bastou-me.

gosto da letra B.

E TUDO O MAIS QUE VÁ PARA O INFERNO

sábado, outubro 23, 2004

E tudo o mais que va para o inferno

Já não posso conversar senão com os meus amigos, já não ouço música que não seja minha, já não aturo mulheres que não a minha namorada, já não leio blogs que não os meus...

é caso para dizer:

E TUDO O MAIS QUE VÁ PARA O INFERNO!!

sexta-feira, outubro 22, 2004

Apelo à inteligência e sentido diplomático feminino

Quando se chega a casa vindo de um jogo de futebol, e alguma mulher que está em casa ao ver-nos a entrar pergunta qualquer coisa como: "Ganhamos?", pode obter dois tipos de resposta. Ou o clube ganha, e aí responde-se "Sim, por 2-0, ao não sei das quantas.". Ou o clube não ganha e aí responde-se simplesmente "Não!".
E aqui é que a mulher pode apelar à sua inteligência e não perguntar mais nada ou pode continuar a senda de perguntas fúteis com coisas como "Ah foi? Então? Perderam? Empataram? E com quem foi? Isso é que foi uma chatice!". Este tipo de perguntas a seguir a um jogo não-ganho não tráz mais nada senão frustração e alguma raiva. Depois admiram-se que levam uma resposta que não querem ouvir...

domingo, outubro 17, 2004

Kenny G: O porquê do clarinetista cabeludo de ar contente.

Kenny G tem 23 discos editados. O primeiro, de 1982 (G Force), dá o pontapé de saída na prolífera carreira de um homem que há 22 anos bufa xarope para dentro do seu persistente clarinete. 22 desses 23 discos são colectâneas. Têm nomes tão variados como “The Ultimate Kenny G”, “Greatest hits”, “The best of”, etc. É muito disco e muito tempo, para uma música aparentemente desprovida de aplicação prática. É que, numa primeira leitura, Kenny G não serve mesmo para nada.
A sobrevivência da sua música é o maior mistério da Pop desde a incursão do Bob Dylan na música cristã.
Toda a música, por mais inapropriada que pareça, serve sempre algum contexto. A fase electrónica do Miles Davis, à partida escusada, veste muito bem as teimosas flutuações do Dow Jones e do Nasdaq nos programas de bolsa da cnn. “Pan Pipe Bee Gees”, ou todas as demais recriações em Pan Pipe, antes do fatal caixote do lixo, encaixam como uma luva nos aviões antes da descolagem. O Herbie Hancock, na sua fase mais desleixada, encontra moradia perfeita na listagem dos cinemas nas salas do antigamente na rubrica “fora de casa” da rtp 2, onde se podem acompanhar as exibições do charlô e do lumiére. E o Kenny G? Onde achar lugar para o clarinetista cabeludo de ar contente? Não há estação de rádio, grémio ou certame, rubrica televisiva, périplo ou corte-de-fita, cocktail ou mesa-redonda que acolha o seu melaço sonoro.
Aqui há atrasado descobri... É nas falhas de emissão. É nos “retomaremos a emissão assim que nos for possível”. É no degelo da montanha, na bucólica cascata e no telúrico pôr-do-sol que assomam aos nossos ecrãs assim que um programa dá o berro. É aí que o Kenny G enche os pulmões e nos adoça a alma com o seu mel feito melodia.
Não sei se já alguém reparou, mas eu já. Não há concertos do Kenny G. Nunca neste planeta se viu um cartaz “kenny g live”. O clarinetista cabeludo de ar contente parte em digressão mundial, sim senhor, mas não é para tocar. Parece que estou a ver a cena: Ele com ar maroto, infliltrado na "regie" de alguma estação televisiva, o manager a vigiar ao fundo do corredor, “rápido, vem aí alguém!”, o clarinetista a arrancar os cabos, os dois a dar à sola, prontos para actuar noutra paragem, satisfeitos por terem salvaguardado mais uma audição pública da sua omnipresente obra.

segunda-feira, outubro 11, 2004

O homem desconhecido



O "Partem Tudo" volta a apresentar mais um momento de bom jornalismo. A legenda da fotografia relata que o presidente dos EUA, Bush, cumprimenta mais duas pessoas, o presidente guatemalteco Berger, e ainda uma outra pessoa, apelidada de desconhecida. Pede-se a ajuda dos leitores na identificação deste último.

quarta-feira, setembro 29, 2004

Paulo Sérgio, narrador... inenarrável!

Comentário do nosso amigo Paulo Sérgio, da Sporttv, aquando do Chelsea-Porto, logo no início do encontro: "Esperemos que esta jornada da Liga dos Campeões sejá tão produtiva quanto a de ontem, onde se marcaram 30 golos, isto em 6 jogos, o que é excelente! Dá uma média de quase 4 golos por jogo."
Acho que para se ser jornalista desportivo neste país claramente não é necessário fazer matemática na primária!

sexta-feira, setembro 17, 2004

Correio Azul

Também designado por taxa de incompetência dos CTT: é o excedente que se paga para que uma carta chegue ao seu destino no horário previsto (no dia seguinte) em relação a uma carta normal, cujo princípio seria entrar no marco do correio num dia e estar nas mãos do destinatário no dia seguinte também.

segunda-feira, setembro 06, 2004

Exaurindo Todo o Manancial da Nossa Língua

Cedendo a vários apelos, aqui publico alguns excertos da F.O.L.H.A., sem desprimor para ninguém. (F.O.L.H.A.: Fonemas de Ornamentar a Lingua se Habilmente Aplicados). O documento original da folha é um lençol de trabalho em Excell, ordenado alfabéticamente, com 227 palavras e expressões, cuja actualização é constante e decorrente da observação empírica. A F.O.L.H.A., esta pretensiosa sigla, pretende compilar todas as expressões que o nosso neo-burguesismo dominante utiliza para referenciar conceitos que, pela sua adstringência inerente, carecem de adoçante. São eufemismo que a menina atrás do balcão, o vendedor de Beltrónica ou a costureira das nossas tias-avós aplicam na sua verborreia quotidiana. Na classe dos substantivos de 1ª categoria (que é como quem diz logo ali à superfície) encontramos os seguintes exemplos: esposa, sanita, medicamento, funeral, idoso, jovem, móvel, calçado, duche, rosto, parente, paladar, etc. São terminologias que, na boca da nossa explicadora de português, têm um delicioso trago a fruta cristalizada. Na classe das expressões, é usual ouvirmos um "bom apetite" antes do repasto, um "com licença" ao desligar o telefone, um "prazer" ao ser apresentado, um"santinho" pós-espirro, um "disponha" ao ser concedido um favor, um "perdão" que se segue a um escarro pela janela do carro, etc. Sempre tornam a nossa vida uma travessia mais civilizada. Nos verbos, desfilam como grandes clássicos o "adoecer", "falecer", "recordar", "sarar", "conduzir", etc. E por fim temos a nata da FOLHA, que são os maravilhosos conceitos de "ir a banhos", "estar a ficar sem tabaco", "estar a descansar" (em vez de "estar a dormir"), "estar para o estrangeiro", "o meu mais novo", "fazer praia", "fazer a higiene", "a bebé", "ir à medica", "à meia hora", "amigo pessoal", "jovem casal", "parte da tarde", "parte da manhã", "desfazer a barba", "refeição agradável", "festa de aniversário", "à beira", "pessoa amiga", "vizinha espanha", "qualidade de vida", "casal amigo", "maço de tabaco", e tantas outras. São requintes de boca que as secretárias dos Senhores Engenheiros usam em frases como: "O Senhor Engenheiro não se encontra, está para o estrangeiro em trabalho. Tente contactar na sexta-feira, mas só da parte da tarde. Da parte da manhã o senhor engenheiro vai ficar a descansar, já que na quinta-feira é o aniversário da esposa. Perdão?...Ah, concerteza, eu transmito. Com licença."
E assim, exaurindo todo o manancial desta generosa e anciã lingua, podemos dotar o nosso vocabulário de uma leveza lunar. Com este guia, as palavras saem das nossas bocas a cheirar a mentol. Agora vou-me. Tenho que fazer o restart da máquina. Com licença.

segunda-feira, agosto 30, 2004

Assaltos à brasileira

Apraz-me aqui relatar uma situação que se passou em terras de Vera Cruz, mais precisamente em João Pessoa, na Paraíba. Um bugueiro, palavra brasileira para condutor de buggys, foi quem me contou isto, já que tinha planeado um passeio de buggy com uma senhora europeia que estava hospedada lá num hotel da cidade mas quando lá chegou o passeio foi desmarcado pois a senhora tinha sido assaltada e ficou sem dinheiro nenhum. Só essa senhora foi roubada em 600€ e ainda em 600 reais. Uma bela maquia.
Assaltos no Brasil são comuns, embora em João Pessoa sejam bastante raros. Mas o modus operandis deste assalto é que é fantástico.
Dois caras, supostamente de Recife, foram-se hospedar no hotel em questão, na zona da Tambaú, em João Pessoa. Pediram só ao recepcionista para os acordar às 2 da manhã. Um pedido estranho, mas o recepcionista lá acedeu. Chegada a hora, o recepcionista acorda os dois e qual não é o seu espanto quando os dois aparecem pouco depois cá em baixo, pistolas em punho, para iniciar o assalto. Amarram e trancam o recepcionista no banheiro, cortaram os telefones e a internet. Pegam na chave mestra e passam à limpeza dos quartos, um a um, desde o último andar até ao rés-do-chão, trancando os hóspedes nos seus quartos depois de levarem tudo o que houvesse para levar.
E assim partiram, sem deixar rasto.
Resta saber em que é que ficou o recepcionista a pensar no que fez, inconscientemente: “Alô, é da recepção. Queiram vir assaltar a gente, por favor!”

segunda-feira, agosto 23, 2004

Mito Urbano 24: O artigo perfeito

Longe de paródias de colunistas, o próximo mito acontece sobre as fileiras de super-mercados, e outros mercados menos super... Quantos de nós já viajaram arrastados a esses locais de culto feminino, com a proposta da compra de alguns artigos fundamentais para o lar! Certamente terão notado no pormenor com que efectua a escolha dos iogurtes, perfumes, congelados, cereais e outros. Primeiro pega-se no primeiro da fila, vê-se, amassa-se, testa-se se possível. Depois coloca-se outra vez e vai-se buscar outro igual, à profundeza da prateleira. É de facto brilhante. E tal daria razão ao célebre ditado popular “o queijo amassado não é cobiçado”. Muito sagaz este povo. A questão é que nem sempre o produto mais longínquo é o menos afagado. Porque todos eles, durante o frenesim da escolha acabam por ser tocados e experimentados. Ou seja, vai dar tudo ao mesmo. Da próxima vez que forem ao “super”, peguem no produto mais próximo e sigam...

sexta-feira, julho 30, 2004

Partem tudo...

... mas não têm partido. O último texto já tem mais de um mês, Junho e Julho são épocas difíceis. Mas prometemos aos nossos leitores (quase encaram este blog como uma religião - eu sei, vocês também) voltar à carga dentro em breve com mais verdades que ninguém tem coragem de trazer a nú.  

segunda-feira, junho 28, 2004

Mito Urbano #23

Após receber do nosso querido Jorge Mendes, por e-mail, partemtudo@netcabo.pt, passo a dar a conhecer o Mito Urbano #23 - o Pacote Laboral:

«Breve ensaio sobre um mito urbano há muito enraizado na classe proletariada do Portugal Pós-PREC. Por Jorge Mendes.

Numa destas manhãs, o vosso estimado GonçaloM e eu fomos combater o tédio pelas ruas da cidade. Depois do GM subtrair (à cidade...) um meco de sinalização em forma de cone, dei por mim a expanar todo o meu eu revolucionário, talvez inspirado pelos ares de abril e maio que puplulam pela atmosfera. Fiz do meco megafone, abri a janela do carro, soltei a garganta para dentro do meco, e fiz ecoar pelas ruas um sonoro “NÃO AO PACOTE LABORAL!”. Eu sempre fui contra ao Pacote Laboral. Acho que nunca é demais levantar a voz contra o Pacote Laboral. Nem sei porque é que este começou, aliás nem sei que raio É o Pacote Laboral. Ninguém sabe que raio vem a ser esse famigerado Pacote. Acho que mesmo quem o empacotou fê-lo sem saber muito bem o que é que tinha acabado de empacotar. Mas todos, do rico ao pobre, se opõem veemente ao Pacote Laboral. Acho que a sensação que todos temos é que, se o Pacote Laboral vingar, é como se alguém nos tivesse a ir ao nosso próprio pacote. Esta onda de oposição ao Pacote anda nos muros, nos editais, nos panfletos e nos sussurros conspirativos da população. Senti-o perfeitamente enquanto, de voz embargada pelo tabaco e olhar tolhido pelo alcool, às 8 da manhã e de directa, destapava esse grito que há 25 anos, 10 meses e 11 dias trazia preso na garganta. Por isso, camarada, está na hora de levantares esse pacote da cadeira e dizeres comigo: NÃO AO PACOTE LABORAL.»

Serviço público, a 110%.

domingo, junho 20, 2004

Mitos Urbanos

22. Aquecimento Global

Pêezéé! Este piqueno póste vem desmistificar os efeitos nefastos do supraprintado aquecimento global. Todos já ouviram os mecos da TV falarem que, à velocidade com que as carótidas polares estão a derreter, daqui a cem anos teremos parte da própria avenida da boavista inundada. Eu discordo. Pelo menos se continuaram a a sobrepor camadas de alcatrão todos os meses!!!! Franka'mente

quinta-feira, junho 17, 2004

Mito Urbano

21.Jihad - Cruzada contra os Botões Verdes

É com alguma urgência que vos transmito este comunicado. NÃO TOQUEM NOS BOTÕES VERDES DO SEMÁFORO!!!! Sim, aqueles que supostamente aceleram a troca entre estados cromáticos dinâmicamente. Isto se não quiserem enfrentar "as consequências". Foi-me dito pela minha querida mãe que por sua vez foi informada pela vizinha da sobrinha da empregada do Centro de Saúde de Feães que a sua enteada tinha um primo na Brigada de Transeuntes, que lhe contara tudo. E depois de recuperar o fôlego da genealogia verbal, disse-me que este, à dois sábados, encontrara um AlCorão perdido na praia do Arcozelo. Estava um calor do inferno. Olhando durante uns curtos segundos, verficou que estava um pandego de turbante preto e completa toalha de mesa enrolada no torso na mesma praia, a uns duzentos metros. Então entrou em acção, gritando e acenando por quantas tinha ao homem!! (Como é óbvio o agente não entrou na praia, seria risco desnecessário) Quando o monhé se virou e se dirigiu ao agente este entregou-lhe o vício, para júbilo do primeiro. E ofereceu-lhe nada mais do que 200 euros como recompensa pelo achado da sua fé caída, ao que o senhor agente recusou, apontando a ética da sua profissão. Então, e vendo que os seus esforços de uma recompensa monetária rápida e indolor não se concretizavam, o Árabe propôs-se a dar-lhe um bom conselho: "Não carregue nos botões verdes do semáforo". Ora como toda a gente sabe, durante o Euro vão estar em Portugal milhares de pessoas. O que implica que milhares de vezes serão pressionados esses permutadores de tráfego. Nada melhor para um atentado terrorista do que aspergir esses pressionadores plásticos com antrax ou quem sabe a febre do feno. Os efeitos seriam devastadores. E para os mais incrédulos, de que cor são os botões? VERDES. Ora o verde representa a esperança. Esperança escreve-se com "E". Que outra palavra começa com "E"?? Estados Unidos!!!!! Fica o aviso e não digo mais nada, todo o cuidado é pouco.

Este mito retrata a estupidez dos seres que leem emails e acreditam piamente no que eles dizem. Senão veja-se, em que mundo é que um GNR ou PSP recusaria 200 oiros a um monhé????? Precisamente...

Frank

terça-feira, junho 08, 2004

O síndroma do pé-de-fora

Esta situação que vou reportar é raro vislumbrar-se claramente mas toda a gente sabe que existe e mesmo de relance já a viu! Geralmente ocorre nas estradas mas consegue-se ver na plenitude nas filas das portagens no início ou no final de cada autoestrada e apenas no Verão, quando o calor aperta mais.
Pois é, o calor começa a fazer-se sentir e o carro em causa não tem ar condicionado. A família viaja no seu Corolla com as janelas abertas para tentar arrefecer um pouco o ambiente. A fila na portagem ainda é longa, ainda não sei porque não instalei a Via Verde no meu carro, e para passar o tempo vou-me deleitando a olhar para os carros que têm o mesmo destino que o meu. Qual não é o meu espanto quando da janela da frente do carro parada na fila à minha esquerda sai o pé da mãe de família para respirar um pouco, arejar. Existem situações onde são mesmo os dois pés que estão de fora! Pés gordos, feios, de jogadora de futebol, calejados e tortos, habituados a carregar os 82 kgs de massa gorda que têm por cima, unhas pintadas em verniz foleiro, cenário inqualificável e de um mau gosto incrível. Tento desviar o olhar daquilo mas sinto-me tentado a entender o que leva uma pessoa a fazer isto. Arrefecer os pés, resposta natural. Mas à custa de quê? De uma visão medonha ao resto dos transeuntes? O interesse em arrefecer os pés não é claramente suplantado pelo embaraço de se mostrar uma coisa tão feia ao comum dos mortais? Ao mais inocente dos mortais? Há crianças que podem ver aquilo!
Calculo que as pessoas não andem de pata (sim, porque é uma pata) de fora na autoestrada, mas nas estradas é uma situação muito comum cruzarmo-nos com um pé, no mesmo ou no sentido contrário, que tem ao seu lado um carro! E infelizmente este fim de semana cheguei à conclusão que o síndroma do pé de fora não é exclusivo de estradas e autoestradas, mas antes um must dos passeios domingueiros em qualquer cidade do país. Uma pessoa não pode andar na rua num domingo sem ser confrontado com uma situação destas. Pelo menos uma. E assim começa a esmorecer o fim de semana que ruma horrivelmente para mais uma fatídica 2ª feira...

segunda-feira, junho 07, 2004

Mitos Urbanos - the Silver Pony Award

Está aberta a caça ao melhor Pequeno Pónei para Mito Urbano™.

1. O prémio Silver Pony será entregue dia 01 de Julho de 2004 para a melhor descrição sobre qualquer Pónei©.
2. Este concurso está aberto a todos os participantes do blog e leitores, que poderão deixar a sua apreciação e ideia em comentário.
3. Não existe qualquer requisito de idade, tamanho, cor ou raça.
4. O Jurí é competente e imparcial.
5. Da decisão do Juri não existe recurso.

Let the best Pony win.
Boa sorte.

terça-feira, junho 01, 2004

Mitos Urbanos

Bom dia idiotas.

20. Água do Castelo ou Água Castelo?
Se por acaso aquela rubrica do Telejornal de falar bem português se lembrasse de ir perguntar isto as pessoas estavam tramados porque não iam achar ninguém que acertasse na resposta... As tão famigeradas "águas" não são DO CASTELO!!! São só Castelo. Agora vejam lá se largam o xanax e dormem em paz. Está desfeito mais um mito

16. Cromos difíceis >>> CORRECÇÃO!!!

((este mito urbano foi retirado do blog pois foi extremamente contestado por outros combloguistas. Existem ainda fortes dúvidas quanto à sua veracidade. A Panini já foi questionada sobre esta problemática contudo ainda não obtivemos qualquer resposta. A evolução deste caso será apresentada nos próximos dias. ))

Cumprimentos.

quinta-feira, maio 27, 2004

Partem tudo!

Partem tudo, é os Dragões!!!!!!!!!!!!!!!!

Porto campeão da europa.
Por-to-cam-pe-ão-da-eu-ro-pa.

Até os comemos.
Tenho de ir dormir cambada,
uns abraços e beijos,
aos ombros e peitos,

frank

sexta-feira, maio 21, 2004

quinta-feira, maio 20, 2004

Mitos Urbanos (mais um)

19. Boda molhada é boda abençoada. Só gostava de saber por quem! Boda molhada é boda inundada, é festa estragada e chatice anunciada! Um casamento é suposto ser um dia de grande alegria para todos e nada pior que uma chuvada para estragar o que podia ser uma bonita festa ao ar livre. Esta frase por muitos proferida de um modo leve e despreocupado apenas serve para tentar consolar um pobre casal que teve o seu dia estragado pela meteorologia. Isso da boda ser abençoada é mito. Na verdadeira acepção da palavra. Boda molhada é um belo monte de fezes mas é!

quarta-feira, maio 19, 2004

Mitos Urbanos - honestidade

Á pois!!! Existem diversos mitos urbanos associados à eterna veleidade com que um dado indivíduo pensante e autodeterminado (¿?) profere palavras de importância acrescida com significantes dissociados do significado - ou simplesmente mentiras. Irei pronunciar-me sobre 2, e logo verão do que falo..

17. O Chumbo Pródigo. É mesmo irritante ouvir aquela gentaça que, uma vez chumbado um exame, uma disciplina, o Código (para conduzir), ou o-raio-que-o-parta se manda para nós com o quase passei. Quase... QUASE? QUASE????. Espero que tenham captado bem a minha cólera. Mas que raio se passa com esta gentinha? É sempre o típico 9,4 do camafeu do professor, isto quando não é o mais real e ardiloso 9,35. Ou a 4ª resposta falhada no código. Sim, esta é a pior! Não há desgraçado que tenha chumbado no código que não diga que chumbou com 4. É sempre: "foi aquela que eu mudei no último minuto.. " ou "se eu não tivesse mudado aquilo". Mentirosos! Tinhosos! Mil vezes burros! Perdido por 100 perdido por 1000. Mais vale dizer a verdade, não é? Ainda por cima porque não existe estar muito morto ou pouco morto, o que interessa é que se morreu. Prontos, já fiquei mal disposto só de me lembrar da panóplia de gente que me diz isso.. Nota: chumbei com 4 o Código.

18. A carreira milagrosa. Esta é só para os pobres como eu... Sabem quando estamos na paragem do autocarro à horas a morrer de tédio, a contar os paralelos da rua, e vem aquela velhinha mesmo irritante para o nosso lado? Ela aprochega-se, ri-se para nós e senta-se ao nosso lado, bem encostada. E depois de acondicionar os 9 sacos que trouxe, todos eles de lojas diferentes, suspira BEEEEMMM alto e pergunta: "oiça lá ó menino". E nós, de boa educação mas precária paciência, reflectimos um "siiIIIIIMMMMMM???". Neste momento, após contacto verbal, não há nada a fazer... Ela desata logo àquela pergunta da praxe, com a voz ainda mais arranhada que anteriormente: "olhe por acaso não viu um 75 a passar, viuuU?" "É que sabe, ele nem me fica em caminho, mas assim posso apanhar a carreira (MAS QUE RAIO SÃO AS CARREIRAS DE QUE ESTA GENTE FALA???) que passa bem lá na Vilarinha do Trocelho, a casa da minha enteada (E O QUE RAIO É UMA ENTEADA???)". E segue-se o natural "Pois, é que o das 11h35 já deve ir em caminho, e o das vinte-para-a-meia-hora (¿?) ainda não chegou." Chega!! Não pudemos mais" E é aí que nós decidimos vingar-nos. Eheheheh. Então, bocejamos um golpe final das cordas da velha, dizendo "Passou já há 10 minutos" Ahahahahah. Pobre dela, que fica para ali a questionar-se sobre o atraso do autocarro-mistério que lhe será fatal para a visita à enteada que mora na pústula do cu-do-judas. O autocarro que nunca existiu, mas que não existindo a nós nos salvou. Nada mais hermeneutico. Até que chega uma das tais camionetas expresso Porto/Feães e nela desaparece a velha. É ser-se má pessoa, mas tudo isto serve para aumentar o boato verdadeiro de que os autocarros nunca chegam a tempo, para além de funcionar como um exorcismo de paragens de autocarro... E não digam que não vos avisei.

Quem viva em portugal que atire o próximo Mito Urbano!

Mitos urbanos - mais alguns para juntar à lista

Continuando sempre na saga dos Mitos Urbanos, lembrei-me de mais alguns que passo a enunciar:

11. Sol do Porto vs sol do Algarve. Aqui está um dos mitos que conheço à mais tempo. É comum dizer-se que o bronze que se consegue nas praias do Porto e norte do país dura mais que o bronzeado que se apanha nas praias do Algarve. Nada de mais ridiculamente errado! Quando se passa um mês e meio a ir à praia no Porto e existe algum bronzeado (conseguido pelos poucos raios de sol que ultrapassam a neblina) não passa de uma situação normal. Claro que se se deixar de ir à praia por uma semana desaparece tudo ou grande parte. Como acontece com qualquer bronzeado! A grande diferença é que no Algarve esse bronzeado não se consegue num mês e meio mas em poucos dias. Essa sim, é a diferença!

12. Viagem ordeira de uma claque de uma equipa de futebol. É coisa que não existe nem nunca existiu. Pode variar entre menos e mais distúrbios. O que se quer dizer com viagem ordeira é uma viagem de 60 gunas dentro de uma camionete escoltada pela polícia onde nas estações de serviço só foram violadas 2 mulheres e desapareceram todo o tipo de artigos no valor de alguns milhares de euros, artigos esses que são vendidos aos ultras que não quiseram sair da camionete nessa paragem a um preço módico (pelo menos bem mais barato que o que estava na prateleira da estação). Vale a pena assim ficar no veículo! Viagem calma, ordeira e sem história...

13. Bacalhau do natal. Outra coisa que convém desmistificar é a qualidade do bacalhau que se come na noite de consoada. Frases como “o bacalhau está óptimo, muito melhor que o do ano passado” são proferidas impunemente cada dia 24 de Dezembro. O bacalhau da consoada é simplesmente a pior forma de comer bacalhau e, pasme-se, nunca está bom. E porquê? Porque é mau! Simplesmente isso! Portanto não está bom, ou mau, ou mais ou menos. É mau. Ponto final.

14. Pai Natal. É verdade. Muitos já desconfiavam mas eu quero dar a notícia em primeira mão. É mito! Não há Pai Natal! Acreditem que é verdade. Acham mesmo que alguém andava num trenó puxado por renas a distribuir presentes no Natal? Só vejo a explicação se for para fugir ao bacalhau de Natal. Aí até admito, fora disso não! Podem até dizer que já viram o Pai Natal em centros comerciais a tirar fotos com as criancinhas e a oferecer presentes, mas garanto-vos que não passa de uma artimanha de Carlos Cruz, Bibi e companhia. Consta que a PJ já anda em cima do acontecimento.

15. Dar o golpe. Português que se preze só é feliz quando consegue dar o golpe em qualquer situação. Passar à frente de uma fila, entrar num local de graça, conseguir amostras grátis, enfim, qualquer situação em que se possa aplicar um chico-espertismo para se conseguir algo com o trabalho mínimo, está-se por aí! Talvez por existir tanto chico-espertismo por aí as coisas sejam mais caras de modo a que se tente sempre dar o golpe. É um ciclo vicioso. Note-se que outros povos que não têm esse costume conseguem sempre ter o dinheiro suficiente para tudo o que querem e o que não querem. Porque será?

16. Cromos dificeis. Não há nada mais comum do que se ouvir que, numa colecção de cromos, existem cromos fáceis e cromos difíceis. Já fiz várias. E sempre as acabei. Mas realmente pensa-se que as editoras imprimem menos quantidade de certo número de cromos ou enviam os cromos nº389 só para a zona de Lisboa e o cromo nº234 só para a zona do Porto? Esse mito de trocar um cromo “difícil” por mais que um, visto que é “difícil”, não passa de uma artimanha parecida com o “dar o golpe” para enganar pobres crianças inocentes. É um mito que implica outros dois mitos supracitados. Como resultado, a PJ já anda em cima das pessoas que tentam trocar um cromo como “difícil” e essa pessoa entrando nesse ciclo vicioso nunca terá dinheiro para nada na vida. Na cadeia, também não é preciso dinheiro para nada, portanto está-se bem...

terça-feira, maio 04, 2004

Mitos Urbanos - the definite guide

Sim sim. Hoje acordei e pensei na extrema necessidade de debater algumas excreções (in)fundamentadamente oníricas mancomunadas a entidades cosmopolitas. Ou seja, os MITOS URBANOS. Não, minto. Não foi hoje, nem tão pouco acordei para o assunto. É algo que me esteve sempre preso no coração, como uma espinha mal deglutida. Mas, como uma feijoada mal digerida, algum dia havia de sair. Foi hoje, agora. E então decidi desmistificar neste leve ensaio alguns dos mitos urbanos que me ocorreram. Certamente que esta plateia se lembrará de milhentos mais, eles são tantos como as gotas do mar, tantos como os ventos do ar. Agradecem-se então as adições à lista com que vou começar.

1. Tampas de esgoto. Ahhhh pois é, quem diria que são um mito urbano. Quem diria!! Neste momento o leitor deve estar a perguntar-se qual o motivo de tamanha alucinação. Aqueles mais perspicazes olharão para as horas, e essêncialmente para o dia. Aqueles que não foram assim tão perspicazes, ou que sendo não extraíram qualquer resolução, deixem estar. É assim a vida. Bom, continuemos. As tampas de esgoto... Já alguém se perguntou porque todas as tampas de esgoto são redondas? Certamente que sim, ou então não. É meeeesmo chato, são TODAS redondas. E porquê?? Qual será o mistério, existirá uma causa, uma razão de ser? Sim, eu sei porquê. Mas gostava que reflectissem sobre isso uns momentos, e tentassem descobrir porquê. E que que tentem até se vos esgotarem todas as hipóteses ridiculas como "é mais barato assim", "é o standart" (é STANDARD que se diz!!) ou mesmo "é porque os canos são redondos"... (...) ... Nesta altura já terão desistido, ou simplesmente ignorado os meus humildes apelos à reflexão pública. Então aqui vai: são redondas porque o circulo é a única forma geométrica de raio constante. Qualquer outra forma, quando rodada sobre pelo menos um ângulo, produz uma nova diagonal diferente da primeira. Ora alinhando a peça na posição de menor diagonal sobre aquela que tem maior, e colocando-a na vertical, então ela cairia pelo esgoto, esborrachando qualquer pobre diabo que lá estivesse trabalhando, ou no mínimo deixando-o a esvair-se em sangue. Por exemplo, se fossem quadradas, então poderiamos levantar a tampa na vertical, roda-la de 45 graus para qualquer lado, e enfia-la pelo cano abaixo. Ohhh yeahh, nada como cultura matemática! É claro que só são necessárias tais tampas para entradas com perigo de queda.

2. Núvens. Pois é, é um mito urbano ouvir sempre alguém murmurar "olha parece um elefante", "parece um barco", "parece uma cara", "parece o camandro" quando vêm muitas nuvens juntas no céu. Digo-vos já e agora: As núvens são parecidas única e exclusivamente consigo mesmas. E mai nada. É um mito urbano falso-positivo. Fica o aviso: da próxima que alguém me disser alguma destas, ha-de ouvi-las...

3. Sunday Discos. Mais que um mero lugar-comum de stand-up comedies, as discotecas de domingo são o orgulho de qualquer mito urbano. Toda a gente tem opinião sobre o assunto, mas poucos são fundamentados. Eu fui procurar a resposta.... De facto elas EXISTEM. Sim senhor, pode sair-se ao domingo, e há quem o faça. Certamente de palito na boca e com o sapatinho de missa, mas o bar-discoteca "D'ela" não brinca em serviço com os seus clientes. Até porque o consumo obrigatório de 7,5 euros é rebaixado a 5 euros quando o cliente canta no karaoke. Ohh yeah baby. E a entrada dá acesso ao famoso tramoço e aos cobiçados minuíns solenemente colocados sobre o altar de cevada fermentada esmaltada. Não escrevo mais porque alguns leitores podem ser clientes ou - !!!!horror!!!! - ter o cartão dourado da casa. É verdadeiramente chocante. Brutal.

4. Frase míticas. Chegou a vez de uma expressão que me irrita a até superfície capilar do reflexeu só de ouvir murmurar. Não sei como transmiti-la, mas tentarei... até porque "tens lido isto mais cedo, e ias entender".. PRONTO já disse. Aquele "Tens"+"lido" é horroso, um vómito. É o culminar de uma educação excelente do português, este conjugar do presente do indicativo com o adjectivo em forma passada, este gerundiante da estupidez perene.. E é péssimo ouvi-la dizer no autocarro, na rua, em qualquer lugar da urbe. Aquele "Ó mariza, tens chegado mais rápido e iamos ao nórtexópingue. Aiiiiii ainda consigo ouvi-la na minha cabeça... Será que esta gente não se ENXERGA??????? Enfim, o mito é desfeito com um aviso: ISTO NÃO SE USA.

5. Casa de banho de senhoras. Sim, é um MITO URBANO que estas são limpas. Eu estava deveras curioso se seria verdade que até se pode comer (e pode :D) num quarto de banho de senhoras, mas foi de novo um falso-positivo, e ao entrar ilegalmente numa delas descobri a verdade. Não são limpas, pelo menos não mais que as dos homens. Eu bem pensava que a ausência de urinóis seria um beneficio, mas não. Parece que afinal aqueles bidões rasos (por maiores que sejam está sempre tudo por fora) até não são mal jogados. Nas mulheres está definida a liberdade prementemente moderna: "podes aliviar-te aonde quiseres, desde que seja uma sanita"... pelo vistos não funciona. Talvez por serem demasiado cuidadosas. Na ânsia de não repousar nos poi(s)os alheios, estas vão sucessivamente alcochoando os receptáculos de papel, que resulta na vândalização dos habitáculos com restos, quando não provocam a raiva do autoclismo ciclónico. Foi entrar e sair...

6. A onda verde. Pois, um dos maiores Mitos Urbano ficou para o fim. A onda verde, segundo a qual qualquer veículo que numa estrada circule a velocidade constante segue sem encontrar vermelhos, é a maior mentira da actualidade. Se existem [em lusitanas estradas] troços em que se possa verificar uma continuidade de circulação, esta não passa de um mero acaso, uma solução fortuita de um emaranhado de variáveis que são o Planeamento Urbano - na sua maior projecção como o actual PLANO PORMENOR. Creio que devia ser modado para algo que reflectisse o verdadeiro esforço que nele é submetido e aplicado.. proponho a saneação do "plano pormenor" a PLANO POR MENOR.. é assim mesmo.

7. Táxis no Porto. É um mito dizer-se que há taxis a mais... Mas será que é verdade? O facto é muitas vezes estamos numa paragem de autocarro a secar à 2 hora e no entremente passam 4 ou 5 taxis vazios.. Eu quis tirar tudo a pratos limpos, e então foi perguntar. Aproveitei uma corrida às Antas. (...) Eram 4 da tarde. O senhorio da carroça estava nos seus dias, até porque o meu destino ficava a caminho da boavista onde ele tinha de ir. E ele recebia os telefonemas à dúzia, porventura ameaças de morte conjugais sobre juramentos de compromissos temporais, ou sei-lá-eu... Quando me decido a olhar para ele, reparo que o pobre beduíno dos quilómetros alheios está a suar em bica (em bica? ¿de onde veio esta frase ?), gotas de inconveniência escorrem-lhe pela fronte. E decido quebrar o silêncio comercial COM gelo.. Perguntei-lhe, assim como-quem-pergunta-se-o-porto-vai-bem-ou-não, quantos táxis tem o Porto. Ele olhou-me, arregalando-me as órbitas da razão com o seu estrabismo vocal, e disse: 789. Sim, foi assim tão frio. Num segundo, todo o mistério estava acabado. Tal como este comentário..

8. "O" fóminhas. De volta às personalidades. Este hominideos famintus, na sua mais frenética representação, reside no porto, e bem perto de vários membros desta comunidade. Usualmente deambula o seu corpo pedinte pela junção boavista-gomes da costa, mas já foi visto um pouco por todo o lado. Salafrário das calçadas negras, este caçador de esmolas é usualmente identificado por um porte pouco ameaçador, com os ombros a debruçarem-se sobre o nosso fraco coração, e com os braços sobre o estômago. Não podendo desviar por pelo menos uma vez o olhar desta pessoa, logo reparamos em toda uma composição orgânica vocacionada para o amolecimento da nossa vontade. Desde o cinto-corda, até à barba 5-dias-e-não-mais.. Enfim, creio que o consultor de imagem dele é 10x melhor que o do PR, senão mesmo do famigerado George W. S. M. P. U. V. Bush Jr.

9. O "animal". Pois é cambada, mais vale acabar de vez com estes Deuses. O nome que se segue é dado ao emplastro encarnado homem, que subiu à terra para a todos nos animar. Esta pústula humana tem o condão de atrair a si elementos multimédia, como sejam jornais, televisão e camarãs privadas. Mas ele não se fica por aqui, não senhor. Este carbúnculo vivo é tema de conversa de vários grupos e associativismos humanos, e já foi proposto a capa da Time 2 vezes. Mais do que eu, vos digo. E foi assim que a pouco e pouco ele foi conquistando a atenção de todos nós Portistas e portugueses, até se tornar o furúnculo maior.. Que ele tem acesso a todos os jogos do Glorioso é um dado adquirido. Mas fala-se em maçonaria, e em estar envolvido num plano conjunto com o D. Duarte para fazer voltar Portugal à monarquia.. este tipo é mesmo polivalente. Proponho-o para a Grande Cruz da Ordem de Malta.

10. Município dos Porcos. Para último ficou a transfiguração do famoso Triunfo dos Porcos para o nosso cosmos.. Não estou a falar do tuga enquanto ser que escarra a tudo o quanto é poiso público, não senhor. Mas sim da tendência para aporcalhar em situações públicas. Não digo nada de novo. É certo e sabido que o lusitano apenas preza acima do que é seu o que é dos outros. É como 1+1. Qualquer um de vós já terá lido crónicas urbanas sobre os assaltos aos brindes, sobre a vândalização de ofertas, ou mesmo sobre o coleccionismo cleptomaníaco de pechisbeques de segunda. São sempre belas Ilíadas Comuns, mas nunca captam o desespero de causa de um verdadeiro falso-português. Mas eu vou particularizar numa só erupção de massas. A chamada Inauguração em Serralves. Isto sim, é O mito urbano. Jamais viu Roma no auje da sua Vandalização por hordas Bárbaras tamanha vulcanização da Cultura. E mesmo desta vou apenas contar-vos o expoente deste magnete público, o Átila. Úno. Foi no dia 25 de Abril de 2004. Não só celebravamos a Evolução de 74 (reh reh reh reh) como também a vitória nacional do Porto. E celebravamos ainda a inauguração de mais uma exposição no Parque de Serralves. Eu à parte, claro, pois sou fascista e benfiquista, e odeio manifestações públicas com frquentes exibicionismos das classes maiores. Ahahahah. Estava uma bela noite, entrei era apenas lusco-fusco. 5-7 minutos, já sabem. Então, e como sempre, a bebida era à descrição. Era chegar ao bar e pedir, delicadamente: "Olhe, eram 4 uísqís-cóla, dois com gelo e dois sem". Francamente. Isto só para uma pessoa claro. E eles vieram ao milhar. Falavam alto e rudemente, eram feios e olhavam de lado qualquer erudito quer da arte quer do álcool, como um insultuoso olhar que recebi, onde li "o quê? só levas um vodka? (era lisboeta ou gay, à certa) és meeeesmo burro". Que besta. Não fosse a sua cara metade, igualmente dandesca, estar presente e aquele urso teria hibernado nessa noite sem dentes... enfim (suspiro). Continuando. O tempo passava, e cada vez entrava mais gente. Até que baco se ressentiu e deixou de haver alcool. Então foi o ataque às águas. Eram às 6 duma vez, para serem atiradas ao ar ou despejadas sobre as mãos. Vergonhoso. Foi então que o milagre aconteceu. Uma camioneta da Super-Bock estaciona à porta e começa a distribuir cerveja grátis, minutos depois devidadmente acondicionada por detrás de uma barraquinha. Mais uma vez era ver esses desavergonhados a encher bolsos de latas, até o cós das calças não aguentar mais, até pelas suas contas ser um litro de alcool etílico. E, mal isto acabou, houve o evacuar, apenas ficando alguns núcleos resistentes à espera de mais uma refrega, um outro encore give-away. Como se a esperança fosse a última coisa a morrer. Aiai, para onde caminhamos.. Não vaticino nada de bom daqui. Até porque até os guardas das chaimites estacionadas à porta do dito Museu estavam já a emburcar umas latitas, desviadas à força da baioneta. O verdadeiro Mito Urbano. E com um grogue a ser, sonhavam já no próximo levantamento público, um novo insurgimento de classes. Seja ele como 74 ou como o do presente dia. No fim de contas são ambos borgas contadas. É caso para dizer que só os porcos triunfam.

E é assim que me despeço de vós meus caros..
Hoje joga o glorioso...
Até os comemos!

Porfiai desmesuradamente
Bebei e descultivai-vos
Este ensaio foi co-assinado pelo heterónimo Franky Four Fingers..

quinta-feira, abril 22, 2004

Miguel Bombarda

Sábado passado fui tentado a ir com mais três amigos a um conjunto de inaugurações de exposições de arte na rua Miguel Bombarda. Confesso que estava até bastante apreensivo quanto áquilo pois nunca fui muito de exposições e sinceramente só alinhei porque não tinha nada que fazer durante a tarde. E assim partimos para lá.

Estacionamos o carro mesmo em frente à primeira exposição, esta numa casa antiga de três andares. No andar de baixo uma colecção inigualável de discos de autores que sinceramente nunca ouvi falar (pelo menos 95% deles), embora a música que tocasse fosse fantástica. Subindo um andar, mais discos e cds, já mais do conhecimento do comum dos mortais. Já existiam bastantes pessoas por aí. No 2º andar, numa sala vazia uma exposição de quadros (se é que se pode chamar quadros...). Pedaços de cartão pintados com desenhos simples, uns com mais interesse que outros, naturalmente. Por aquela altura comecei a sentir-me o verdadeiro peixe fora de água. Perguntas como “o que é que estás a fazer aqui?” passavam-me pela cabeça. Mas adiante. Pode ser que o último andar me revele coisas mais interessantes. E de facto eram! Duas salas, uma com artigos de decoração de casa que sinceramente mal vi, e outra era uma mini-sala dedicada a fotografia e câmeras de filmar. Não topos de gama, não convencionais, mas mais viradas para fotografia artistica, em três dimensões, dividida em quatro e outros. Teve alguma piada ver aquilo. Quando nos aprestavamos para abandonar a sala, a rapariga que lá estava a tomar conta convida-nos para beber um shot de vodka que lá estava para ser oferecida aos visitantes. Ainda trocamos olhares um pouco tímidos mas decidimos negligenciar a ressaca provocada pela noite anterior e ir em frente. Três shots lá foram em copos de plástico. Um dos meus amigos, já algo afectado por tudo o que tinha visto na casa pergunta à rapariga, antes de atirar o copo vazio para o caixote do lixo que estava ao canto da sala: “Isto é mesmo o lixo ou é uma obra de arte?”, ao que ela responde com uma gargalhada. Acho que não é preciso dizer mais nada...

Passamos para a galeria seguinte, esta já com um aspecto de galeria no sentido tradicional. Infelizmente para a mesma, era pequena e não tinha nada que interessasse. Daí termos gasto não mais de dois minutos por lá. Nessa altura, a pessoa que nos atraiu para ver a exposição tinha que se ir embora. Ficamos três fantásticos resistentes, que nem nos seus sonhos mais loucos pensariam passar uma tarde de sábado assim, no meio da rua, prestes a entrar para outra galeria.

E a partir daqui começa a festa. Uma galeria já maiorzinha, com videos, slides, fotografias e pinturas. Acima de tudo maradelas. Até que lá no fundo da galeria há um jardim interior, onde estavam um conjunto de três pessoas que devem fazer destas visitas a exposições o seu hobbie de fim de semana, tal o à vontade que demonstravam. Estavam sentados a uma mesa saboreando um vinho que lá estava para quem lá passasse. Curiosamente passamos lá nós! E mais que uma vez, por sinal. Após uns copos comento com eles os dois: “O que é que um gajo faz para beber uns copos... até aprecia arte!”. Arte assim é que nós gostamos! Saimos dessa galeria mas fizemos juras de lá voltar, tal a hospitalidade demonstrada!

A seguir passamos por mais três galerias sem interesse absolutamente nenhum, pois eram mínimas e acima de tudo não tinham o néctar que nos atrairia a permanecer lá mais algum tempo.

E com isto estamos a chegar nós ao fim da rua quando damos com uma galeria bem maior que as outras que tinhamos visto até então. Os meus dois amigos foram entrando enquanto eu estava na porta a ver quantas galerias faltavam ver ainda na rua, num mapa que lá estava afixado. Enquanto procuro onde estou ouço um berro vindo lá de dentro: “Podes vir, esta tem whisky!”. Ora bem... lá teve que ser. Sinceramente nesta galeria não vi nada digno de interesse a não ser o tal whisky, razão pela qual nos mantivemos por ali mais que cinco minutos. De copo na mão, lá andamos pelo meio da exposição fingindo ser os mais entendidos do mundo em arte, pelo menos enquanto o copo estivesse cheio. Curiosamente os tais profissionais de apreciação de arte de fim de semana que encontramos na mesa da outra galeria também cá estavam. E imagine-se a fazer o quê... Se calhar não é assim tão difícil fazer o que eles fazem, pensei eu. Se calhar não é...

Por fim, entramos na última galeria da rua. Uma galeria pequena mas com quadros já interessantes a óleo sobre tela (com uns copos em cima qualquer leigo já entende de arte a pacotes). Ainda disfarçamos a olhar para os quadros mas verificamos que os nossos amigos das duas galerias anteriores também se encontravam nesta última, e faziam um apertado cerco a uma mesa lá ao fundo. Não admirava! A mesa continha não só whisky, como vinho, martini, aperitivos, enfim... tudo o que era necessário para sermos felizes nessa altura. Claro que a permanência nessa galeria foi um pouco mais longa devido à variedade existente (não de obras de arte, entenda-se), e também porque era a última, já não havia mais nada de novo para ver.

Pouco depois iniciavamos a viagem de regresso para o carro. Acontece que depois de tanto tempo a provar aqui e ali surgiu uma vontade de ir à casa de banho. Eis que então entramos num café para lá irmos fazer as nossas necessidades. O café tinha um balcão à esquerda e lá ao fundo a maioria das mesas. Só que as mesas não estavam arrumadas como se de um dia normal se tratasse. Essa parte do café estava tomada por um conjunto de jovens que se reuniam formando um grupo de discussão, organizando as messas mais ou menos num círculo. Ia eu passar lá pelo meio para ir à casa de banho quando ao meu lado um homem mais velho, com ar de ser o mentor daquela gente toda recita uma frase filosófica que está a ler num livro e provoca a discussão entre os presentes. Uma rapariga lá ao fundo responde rapidamente, libertanto a alma enquanto respondia. O mentor sorria como que se vangloriando de pôr estes jovens a pensar. Era isso mesmo. Estavamos num café de intervenção. Num “café de Abril” com toda a certeza! Para não atrapalharmos, e acima de tudo para não nos partirmos a rir das figuras deles ali mesmo, abandonamos o café, não sem antes baptizarmos o mentor daquela tertúlia como o “Sócrates de Miguel Bombarda”.

Eis que estamos de volta ao carro, não sem antes termos parado noutro café para fazer o que tinhamos que fazer e beber mais um fino cada um. Mas, conforme disse, o carro estava estacionado em frente à primeira exposição que visitamos. E essa tinha shots de vodka. Somando 1 + 1 decidimos subir até ao último andar uma última vez! A rapariga, ao ver-nos, exclama “Conseguiram subir as escadas?” seguida de uma gargalhada. Claro que não nos contivemos e rimo-nos também. E pronto, lá bebemos o shot para a viagem de regresso a casa, concluindo da melhor forma uma tarde de exposições de arte. Fiquei fã, arte assim vale a pena. Recomendo a todos. Há novas exposições por ali todos os meses, é uma questão de estar atento.

Saudações artísticas

sábado, abril 03, 2004

Ficar aí

Hoje proponho uma reflexão sobre uma frase que é ordinariamente proferida por muita gente: o ficar aí. Dou, a título de exemplo, a frase "ele acabou de jantar imenso e foi dar um mergulho para a piscina, quase que ficava aí". Mas qual é o mal desta gente? Ficar aí? Ficar um cadáver a boiar na piscina? Os mortos já não se enterram? Tipo... morreu... ficou aí? Nem sei mais o que escrever sobre isto. Fica a reflexão.

domingo, março 28, 2004

Redescobrindo o jogo da sueca

Mudou a hora. Finalmente chega-se ao tão ansiado horário de Verão. Os dias são mais longos, o tempo aquece, as pessoas começam a surgir com mais frequência pelas ruas. Reformados, muitos reformados. Em casal, grupo ou isoladamente, não importa. Proliferam.

Foi-me hoje relembrado algo que já me andava esquecido e que começa a acontecer por esta altura do ano com mais frequência. Ainda não está quente o suficiente para as pessoas começarem a ir para a praia, mas são estes grupos de reformados que de facto declaram aberta a época balnear! Grupos de pessoas, geralmente homens, juntam-se aos quartetos para dar início à “suecada” de domingo à tarde. Mas estes jogos de sueca são ligeiramente diferentes dum jogo de cartas banal, com quatro pessoas, uma mesa e um baralho. São jogos de uma carga emotiva fora do comum.

Os intervenientes do jogo sentam-se geralmente em volta de uma mesa de esplanada usando pedras para impedir que o vento leve as cartas. Fala-se alto na mesa, dissecando-se cada jogada ao momento. À volta da mesa numerosa assistência permanece absorvida nas incidências do jogo. Fala-se “suequês”, língua parecida com o português mas que substitui os números 2, 3, 4, 5, 6 e 7 por duque, terno, quadra, quina, sena e manilha respectivamente. Os ânimos aquecem. Numa das mesas uma discussão é terminada com “Oh Fonseca! Mandaba-te fudiãre e num era pelo correio!”. Sim, porque os intervenientes no jogo tratam-se uns aos outros pelo apelido apenas. Marques, Fonseca, Silva e outros que tais. No caso de ser uma jogadora já será a Dona Deolinda ou coisa parecida.

Cada jogador tem os seus truques, com base em muitos anos de experiência no jogo. Pormenores como o jogar a carta com desleixo ou bate-la na mesa com força indicando ao parceiro a acção a fazer (do tipo trunfar ou deixar passar). Se o parceiro não entender o que um gesto quis dizer, aí é o cabo dos trabalhos. Muitas das discussões começam mesmo aí. Claro que eu acho que não existe um código universal de gestos relacionados com o jogo da sueca logo perceber-se o que o parceiro quer sempre pode ser bem complicado. Mas é disto que esta gente gosta. Sentar, jogar, discutir, exaltar. Não interessa quem tem razão.

Ao lado das mesas de jogo estão as mulheres dos jogadores. Sentadas na areia ou mesmo nas rochas, sempre em cima de uma toalha de praia. Mas permanecem vestidas. Até bastante agasalhadas. Mas só o prazer de acompanhar o marido até ao seu local de culto domingueiro e poderem ficar em grupo a comparar quem terá a vida mais desgraçadinha vale o sacrifício.

A assistência a estes jogos é sempre grande. No conjunto das pessoas que estão por ali, sem dúvida que a grande maioria está a assistir simplesmente. Uns assistindo mesmo, outros aprendendo, outros ainda só estão lá para conversar. Mas acima de tudo é bastante gente. Geralmente respeitam quem está a jogar, não mandando bocas nem palpites. Mas às vezes acontece e há quem leve a mal. Interrogações como “Estás a ensinar a quem como se joga?” ou no caso mais imperativo “Quem está fora racha lenha!” são ouvidas com alguma frequência sempre que a relação jogador - assistente se detriora.

E com isto se passa mais um domingo que será igual a tantos outros daqui para a frente e durante este ano. Sempre assim foi, sempre assim será. Um bem haja.

Marco Histórico

O Partem Tudo atingiu hoje a bonita marca das 500 visitas à página. Eu sei que 450 delas foram nossas mesmo mas queria agradecer aos outros 50 a paciência ou a ousadia de nos lerem. Esperemos que ainda nos leiam quando tivermos as 1000 visitas!

segunda-feira, março 22, 2004

A desmistificação do táxista-mulher

Corrigido

Vim, sendo este assunto um de enorme urgência, desmistificar alguns problemas e [pre]conceitos muitas vezes desconhecidos para o público da arte de ser taxista. Na sua versão feminina. Tal porque hoje tive o prazer - não, a honra - de ser transportado por tal criatura. Qual duque a ser transportado numa carroça, por um malmequer. Ou não...

Assim, :

1. Elas SÃO feias. O táxista-mulher distingue-se do seu mais_que_diametralmente_oposto por pequenas diferenças causais de entre uma miríade de variações possíveis da fascinante genética. A descobrir.

2. Elas USAM cinto. Já que este é o método de protecção rodoviária passiva mais eficaz que existe. E também mantem as mais diversas peças [do veículo] no seu devido sítio.

3. Elas NÃO cospem. Nem escarram. Nem de qualquer outro modo expelem camadas mucosas à custa de enorme esforço vocal pelas vias orais. O que é sempre positivo.

4. Elas PRAGUEJAM. Utilizam termos derivados de "Função Distribuição de Probabilidades" e outros vocabernáculos que incluem grupos de palavras de áreas da ciência tão distintas que vão desde termos Anatómicos dos países baixos a superlativos de classes Caprinas.

5. Elas CONDUZEM bem. A sua condução é virtualmente incólume, não fossem subditas travagens para verificar a se a ondução do cabelo está de acordo com as mais recentes especificações ISO 13001/10 (compatibilidade com a elasticidade da equação de onda derivada por Osbourne), bem como para verificar as indumentárias dos transeuntes.

6. Elas NÃO falam. A viagem passar-se-ia sem quaisquer comentários, se desprezássemos pontuais "humms" e "cofs" libertados aquando da indevida disposição de desperdícios orgânicos e inorgânicos por parte do utilitário. Nota: este comportamento está simbolizado num dos chatocolantes laterais que avisa para o cumprimento da norma ISO 14000/9 (utilidade e acondicionamentoo depois da vida útil).

7. Elas REDUZEM para 1ª. Aquando de qualquer (semi ou total) imobilização do veículo, elas prontamente reduzem a mudança do automóvel para a indicada. Não se percebeu qual o uso desta função, mas é de certo mostra da sua elevadíssima competência, a par do uso repetido do travão de mão em semáforos.

8. Elas POSSUEM certificação. Têm aquele cartãozinho verde, aliás obrigatório, que atesta as suas capacidades psico-motoras na condução desta classe de veículos. É um alívio ver que a Célia Teresa da Conceição Pureza foi devida e prontamente ensinada na arte de conduzir veículos táxiformes.

9. Elas CONHECEM a cidade. Similarmente aos restantes condutores de veículos semi-púbicos (sim púbicos) de pequena carga, estes seres aparentemente lerdos (e amostras de um passado "Hominídeus non-Sabiens-Sabiens") possuem uma memória assombrosa, capaz de fazer tremer até o mais intrépido conhecedor dos segredos da bibloteca de Alexandria. Conhecem todas as ruas e vielas, não excluindo a Travessinha "das Fontes e Troca o Passo", a Rua "Dá Moedinha Senão Risco-te o Carro" e o largo "Girete das Fontaínhas". É assustador, acreditem-me.

10. Elas NÃO dão "a" dica. Ou seja, quando chega a hora de pagar, não se põe a mexer com embaraço nos diversos porta-moedas que possuem espalhados pelo táxi, à espera que o cliente entenda que não têm ou não querem dar troco. O que mais que frequentemente acontece na presença membros machos da tribo Radiotáxi.

E é assim que termina mais uma infografia de um membro da COMUNIDADE DE PASTORÍCIA em que vivemos...

Porfiai, Pequenos Póneis, Porfiai...

sexta-feira, março 12, 2004

Rumo à Catedral

Que já são raros os momentos em que o Benfica passa 3 eliminatórias duma competição da UEFA já toda a gente sabe. Há 10 anos que não o faziam. Daí a grande paixão demonstrada pelos adeptos neste último jogo com o Inter em casa. Nestas ocasiões é comum que as Casas do Benfica espalhadas pelo país organizem excursões até ao estádio em autocarros alugados. O Partem Tudo teve acesso ao que se passa nesses autocarros. É ver e ficar preocupado. Peço um Atestado da Pastorícia para este autocarro! Exijo!

Macacos

Exame de código (de conduta?)

Caros paspalhos.

1- Após longa ausência (não vou citar motivos, pois não os há), volto a arrotar uma posta. Pelo facto peço desculpa! Pela ausência, não pelo post!! Ainda posso dizer o que muito bem me apetece porra!

2- Ontem por ocasião do exame de código da estrada de minha idiota irmã, desloquei-me ao centro de exames do ACP, na Travessa da Prelada, junto à Secundária de Sta Maria de Lamas. (Não é tão longe quanto estão a pensar. Fica antes de Bissau...) Nesta visita encontrava-me bastante mais sereno (dentro do possível, dado o feitio que me foi conferido à nascença, já conhecido de alguns...) que aquando da minha anterior visita, já lá vão mais de 2 anos. Na altura, talvez devido ao estado de espírito, não me apercebi de alguns doces pormenores abundantes nos frequentadores do dito centro. Passo a apresentar alguns exemplos:
sujeito a) - A Rosa Alice. 30 e alguns anos. Pessoa faladora e "aqui e ali" fica a ideia de ser um pouco rude. Antes da entrada na sala garante que temos que ceder a passagem a velocípedes (malta das bicicletas) quando estamos a entrar numa rotunda (AHAHHAHAHAHAHHAHAH!!!!) Roupas coloridas. Cabelo pintado. Terceira tentativa. Nas anteriores duas chumbou com apenas 4 erradas. (Má sorte ou má fé? Já vamos ver.)
sujeito b) - a minha irmã. 18 anos. Distraída e idiota. Não é rude embora só abra a boca às vezes e quase sempre para dizer disparates. É a seguna tentativa após um justíssimo chumbo com 4 respostas erradas. Contudo, sabe que, segundo o código, quando algum velocípede se encontra na estrada e não no passeio, deve ser de imediato abalrroado com a violência necessária para causar queda aparatosa e consequente perda de sentidos do visado. (o mero atropelo não é, regra geral, suficiente, uma vez que o sujeito pedaleiro pode voltar a reincidir na brincadeira.)
sujeito c) - a Marlene Marisa. Apenas a cito pois o seu nome me suscitou alguma curiosidade... Nada mais do que isso.

Chegadas as 15 horas e qualquer-coisa o examinador chamou, da porta da sala dos computadores, um a um os examinandos. Fiquem sabendo que estes seres têm, quiçá, uma das tarefas mais difíceis do mundo: proferir nomes como "Marlene Marisa" ou "Rosa Alice" sem soltar avida e deselegantemente uma Brutal Risada™! Aliás, não só não a soltam como mantêm uma postura correcta e educada conforme as normas ISO 9001 das boas maneiras (by Paula Trombobone).
Em seguida a malta examinanda distribui-se pelos computadores e desata a dar respostas certas e erradas ao desbarato durante cerca de 40 minutos. Enquanto isso, alguns palermas aguardam na sala de espera a saída de algum seu ente querido (no meu caso é "não-querido"). Findo esse tempo é-lhes entregue uma folha com a sua classificação.

Vamos conhecer os resultados dos sujeitos citados anteriormente;
Sujeito a) - Rosa Alice: Precipita-se para a saída do edifício. Aparenta um ar calmo e descontraído mesmo apesar de ter sido reprovada com nove respostas erradas, ou seja, mais do que as duas vezes anteriores tentativas somadas! Força Rosa!! (Há quem suporte a teoria de que a pergunta #1 do exame de Rosa Alice envolvia um velocípede numa rotunda, o que lhe causou um excesso de confiança que a levou à loucura momentânea passageira e consequente chumbo.)
Sujeito b) - a minha irmã: Aparenta um ar absolutamente idiota e foi aprovada com zero respostas erradas (Por favor mantenham a calma...entrem em pânico apenas e só após finda a leitura deste post. Obrigado.(*)). Alguém devia ser decapitado por este tremendo acidente ecológico. Temo o pior (ou ainda pior). Tipo: algo mesmo horrível. Adiante.
Sujeito c) - Marisa Marlene: foi reprovada com sete respostas erradas, tantas quantas as letras do nome MARLENE! AHAHAH ESTÁS FORA DAS RUAS!!! (Por enquanto...)

Deste dia pude ainda tirar algumas importantes conclusões:
i) o número de pessoas com nomes estranhos a circular nas estradas em Portugal não vai subir muito para já, o que nos leva a crer que o número de acidentes também não deve subir assim muito, visto estes dois factores estarem directamente ligados.
ii) o ACP presta um péssimo serviço ao país por sequer por a hipótese de lançar nas ruas pessoas com tais nomes ou a minha irmã. Devia ser aberto um inquérito interno para apurar responsabilidades e a direcção do ACP devia demitir-se em bloco e cometer suicídio colectivo.

(Nota de Reportagem: O ACP é o clube com mais sócios em Portugal. Ao contrário do que alguns pensam a Sociedade Libanesa de Birutas não tem tantos sócios como o ACP.)

No meio disto tudo tive apenas de passar mais dois Atestados de Pastorícia, para além dos óbvios. Na sala de espera houve uma senhora na casa dos 50 anos, que se preparava psicológicamente para fazer exame às 16h. A dita senhora proferiu as seguintes palavras, enquanto encostava as pontas dos dedos da sua mão esticada ao meio do peito: "Ai Rui... Tá-m'a dar uma dor aqui no meeeio...Foige" ZÁS! ATESTADO 1! "Ol'a lá! Qué que comestes ó mei'dia?!" TRÁS! ATESTADO 2! Pobre casal.

3- Esta semana estou satisfeito o suficiente em termos de clubite para não lançar aqui uns reptos mordazes! É que a vitória após as tentativas (conseguidas) de acicatar ânimos dos britânicos soube muito melhor. Obrigado Sir Alexandre. Como dizem no meu mini-mercado: "Volte sempre!"

Bem hajam.

(*) Vamos acreditar que no exame de condução da minha irmã o sorteio dite um examinador competente.

terça-feira, março 09, 2004

Cónicos e Cilíndricos

É assim mesmo - como diz no livrete da farmácia - que os supositórios podem ser. Aliás, a terceira forma possível, e aliás mais comum como fazem questão de mostrar, é a de torpedo.

Já que estamos numa de supositórios, suponhamos que o Porto era um supositório. Podemos concluir que o Porto teria de ser um torpedo, tal é a dinâmica de ambas as entidades. Ao entrar pela via rectal [do adversário], o princípio activo [estratégia de equipa] revelou-se de tal forma eficaz que se procedeu à total limpeza dos agentes estranhos [os malditos anglo-saxónicos], deixando o sistema filtrar correctamente nutrientes [a boa equipa, os Dragões] necessários à subsistência e evolução do corpo [o bom futebol].

Não se conhecem efeitos secundários de relevo.
Recomenda-se falar com o médico ou farmacêutico.


Até os comemos..
Porfiai causticamente.

sexta-feira, março 05, 2004

O retrovisor-cabide

Cheguei a uma conclusão ontem enquanto guiava. Penso que já terá sido referido no texto sobre os Atestados de Pastorícia™ mas os condutores que usam o retrovisor central do carro como cabide para os mais diversos objectos de decoração, fitas, terços, cds (sim, já vi um!), e outro que tais devem ser imediatamente olhados com suspeição pois são sérios candidatos ao clássico Atestado de Pastorícia™.

No entanto queria frisar que os condutores que têm um terço pendurado no retovisor só podem ser condutores que confiam ao divino a sua condução segura de um local para o outro. Pessoas que não sabem guiar e pensam que Deus os vai salvar de tudo não passam de perigosos fundamentalistas católicos, capazes de atentados suicídas (embora não propositados) devido à sua fraquíssima capacidade de condução. Aqui também incluo os condutores que têm um CD pendurado no retrovisor, pois não passa de mais um gesto de devoção a Nossa Senhora da Alta Tecnologia. Podem enganar outros... A mim não me enganam!

Estejam atentos!

quarta-feira, fevereiro 25, 2004

De facto...

Já era o Bandarra
trombador, o famoso
quando eu sozinho
epifaniei do portentoso
a vitória, a verdade
Do dragão, pelo anão
os que morreram, Leões
partem tudo,
é os dragões...

Disclaimer:
Leia-se epafania como verdade absoluta aos olhos de todos, mas mostrada apenas por alguns

Partem tudo

Queria aproveitar este momento para lembrar que nós partimos tudo. O Porto parte tudo. Eu parto tudo. E apesar de estar apenas 1-1 neste maravilhoso jogo de futebol, por certo não ficará assim.

Há-de ficar 2-1, ou 3-1 quem sabe.
Porfiai celebrosamente

segunda-feira, fevereiro 23, 2004

Identidade própria

Pessoa próxima deste blog de escárnio e maldizer sugeriu que mudassemos o nome para "Fura Bolos". Acho que não há mais nada a dizer. Temo pelo futuro do mundo.

sexta-feira, fevereiro 20, 2004

Fim da época de caça.

Boa noite.

1- A época de caça acabou. Os docentes levantam, por tempo indeterminado, as espingardas que tive apontadas à minha cabeça durante os últimos meses...De qualquer modo não sei se levantam muito alto portanto quem for mais alto é melhor agachar-se um bocadinho...

2- Fui hoje abordado por alguns fãs nossos...ok era só uma pessoa... que efusivamente me saúdou (talvez só tenha dito "Olá", não me recordo bem) e em seguida me perguntou (acho que não foi aos berros):
"Então, vieste ao cinema?"
(pausa)
Não tive outro remédio senão passar-lhe logo um Atestado de Pastorícia™, o primeiro do "pós-guerra". Após este problema deparei-me com outro: que resposta lhe dar. Dada a inspiração que me corria nas veias naquele preciso momento, vários contra-ataques não tardaram a depositar-se na ponta da minha vermelha língua. Passo a citar alguns:
"Não estou só a apanhar papéis do chão...";"Eu?! Não!! EI! NÃO ME DIGAS QUE VIESTE?!?! FUJAM TODOS!!!";"Desculpe?";"Se comi Maizena? Não. Prefiro pipocas."... entre outros bem mais castradores.

3- Hoje vou dar dicas. Se calhar é melhor ser só uma. Existem automobilistas nas nossas ruas que têm sempre razão. Mesmo quando não têm acabam sempre por ter, ok? Essa malta, por vezes, também passa em STOPs e sinais de cedência de passagem. Mas, como todos eles possuem aquele cartão mágico, tipo "Monopólio", que lhes dá sempre prioridade, não admitem que lhe passemos à frente o que implica que tenhamos de fazer uso do mau-senso e que tenhamos que parar para lhes ceder a via. Quando estes indivíduos buzinarem e vos dirigirem os mais inacreditáveis impropérios de dentro de suas viaturas (em condições normais, Fords Fiesta, Puntos GT, Corsas ou Ibizas) sugiro-vos que se riam desmedidamente apontando-lhes o dedo indicador directamente à face. Contudo, certifiquem-se antes de que não vão ficar presos no semáforo dois metros à frente. É que, volta-meia-volta (isto é, sempre) os indivíduos em questão enfurecem-se mais um pouco (MUITO MAIS)...E todos sabemos que a ira incontida está na base de algumas catástrofes mundiais como por exemplo as cheias do Douro de 1917. Se esta "manobra" for executada com a mestria que reconheço a qualquer um dos néscios nossos leitores, a vossa alma encher-se-á com a magnífica sensação de "AHAHAH! Já infernizei o dia a mais um...!". Abstenho-me de descrever o estado de espírito final das vítimas deste golpe a que neste momento dou o nome de "Brutal Risada™".

4- Chocou-me saber que Vale e Azevedo andou à solta durante alguns minutos!! Durante esses "alguns minutos", Portugal esteve a saque sem que niguém se desse conta disso... Eu nomeadamente, estava em exame. Não se pense ainda assim que tudo está perdido e que a segurança está ameaçada. Tudo tem um porquê. Depois do sucedido, se por alguma catástrofe natural eu vier a reprovar, vou ter, felizmente, base legal para me apoiar e levar a questão da minha aprovação até às últimas consequências. Ninguém ma poderá negar. A prova foi realizada em condições extremamente adversas. Estaria aliás mais seguro se tivesse uma pistola apontada à cabeça...
Azar, contudo, teve Vale e Azevedo. Quase que se safava, mas foi para meu bem, caro amigo. Foi mesmo um Vale d' Azar. Cuido mesmo que a imprensa, caso eu seja aprovado na disciplina de Electromagnetismo, devia carinhosamente apelidá-lo de "Baltazar" depois deste golpe digno de um rei mago.

Bem hajam.

terça-feira, fevereiro 17, 2004

Caldeirão de burocracia

Trabalho num 1º andar, bem perto de uma janela. Já perdi a conta de quantas cenas como a que relato aqui agora acontecem durante uma semana.

A rua onde trabalho é estreita, mas não muito, e de sentido único. Apesar disso, é uma rua onde é proibido estacionar dos dois lados. Geralmente num dos lados ninguém liga a isso, dentro dos limites do razoável. Todos os carros e autocarros passam com maior ou menor dificuldade. Além de que do lado contrário da rua onde os carros estão indevidamente estacionados existe um largo passeio do qual qualquer viatura que esteja em dificuldades para passar se pode socorrer. Até aqui tudo bem. Mas em Portugal existem pessoas que quando nasceram cairam num caldeirão da burocracia e como tal são incapazes de ajudar o mundo a andar para a frente dobrando um pouco as regras, neste caso falo do passar por cima do passeio que referi atrás.

Ainda agora esteve um autocarro que não passava devido a um carro mal estacionado e por se recusar a subir com uma roda o passeio (se ainda fossem rodinhas pequenas ou frágeis...) para seguir caminho. O resultado foi simples. Uma fila imensa de carros parados e a buzinar nesta rua tornando-a num inferno!

O burocrata dos STCP que conduzia o autocarro nem precisou de chamar a polícia, pois por acaso o carro que seguia uns lugares atrás do mesmo era PSP. Chamaram lá os colegas do reboque, tiveram que rebocar o carro. Para isso, a fila entretanto criada teve que recuar uns bons metros (o que deve ter demorado um bom tempo) para o reboque ter espaço, prender o carro prevaricador, e sair da rua em marcha-atrás, numa manobra que até deve ser bem complicada.

Tive que sair enquanto este processo final acontecia. Chego à rua e vejo magotes de reformados e pessoas que não fazem nenhum a observarem atentamente o que a polícia ia fazendo. O mais interessante é que aposto que o dono do carro rebocado estava ali no meio mas sem coragem para intervir, apenas observava. A populaça juntava-se para mandar os seus juízos: "Já ganharam o dia!", "Bem feita, mania que podem estacionar onde querem!" e frases que tais eram proferidas pelos muitos observadores anónimos que olhavam para mim de forma estranha, talvez por estar a andar na rua e não parado, estarrecido, a cagar sentenças. Quase que dizendo "tu não és um dos nossos!". Ora bem, tenho uma novidade para essas pessoas: eu NÃO sou um dos vossos! É verdade! NÃO sou! Vão fazer qualquer coisa de útil, vão olhar para o c@r@lh*! Cambada de merdosos!

Apenas quero deixar o reparo que desde que o autocarro parou até que ele arrancou passaram-se 50 minutos. Se o motorista quisesse mesmo chegar a horas e cumprir horários tinha perdido 30 segundos ali, isto se guiasse mal! E nesses 50 minutos deu-se tema de conversa a muita gente durante um bom bocado. E isto é o país que temos. Depois existem engarrafamentos. Aqui está uma bela situação para distribuir indiscriminadamente Atestados de Pastorícia™ por todos os envolvidos na criação desta situação. Principalmente por aqueles em que a cara sorria de cada vez que condenavam o motorista cujo carro foi rebocado. Um Atestado de Pastorícia™ de categoria especial para o motorista do autocarro. Afinal foi ele que despoletou isto tudo.

Estou decepcionado. Termino este texto.

quarta-feira, fevereiro 11, 2004

Um lugarzinho no céu

Antes de qualquer ensaio, e em jeito de inauguração, convém explicar aos corajosos (e, espero, escassos!!) leitores que a minha cabeça tem razões que a própria razão desconhece. A razão e todos aqueles que tomo por inteligentes. Excepção feita, obviamente, aos meus "combloguistas", com quem partilho, entre outras doenças, a vileza e a pobreza de espírito.

Feita a apresentação, e descartada qualquer hipótese de sermos processados por difamação, negligência ou dolo, rogo aos mais sensíveis o obséquio de parar de ler agora; o tema que se segue pode ferir susceptibilidades.

Mergulhada seguramente há mais de 10 minutos num zapping frenético, dei por mim há uns dias a ver uma emissão da Igreja Universal do Reino de Deus... "Cê cridita no Sinhô? Cridita qui ti âma? Então faiz o qui Eli pedi! Si pedi prá sofrê, cê sofri! Si pedi prá pagá, cê paga!"... Choram, gritam, cantam. E acreditam. E pagam. Por um lugar no céu. É isso no fundo que se transacciona. Um lugar no céu. E a venda é potenciada pela inegável capacidade persuasiva daqueles pastores. Eles não estão ali para governar eclesiasticamente o rebanho. Estão a vender. Lugares. Os melhores agentes imobiliários de sempre! Vendem sem catálogo, sem andar modelo. E a verdade é que a gente quer ir pró céu… se tiver que ser ao lado do gajo que tem cortinas de renda e vasos no parapeito, seja!

Como qualquer outra imobiliária, funcionam como um intermediário no mercado, no caso, do Firmamento. Quem sabe um dia vamos vê-los a fazer propaganda dentro deste género. O cavalheiro com umas vestes mais coloridas, no lugar do balão uma nuvem a dizer IURD, o nome do pastor pode manter-se, é apelativo (só pode ser um golpe de Marketing… nenhuma mãe deseja tanto mal a um filho) … Até tenho uma sugestão para o título: “Eu hei-de dar ao Deus Menino uma fitinha para o chapéu e Ele também me há-de dar um lugarzinho no céu”.

Partem Tudo

Atestados de Pastorícia™

Há já alguns anos eu tive uma ideia de como se poderia construir um mundo melhor. Não estou a falar da paz mundial nem de coisas dessas, mas de pequenas coisas que poderiam fazer o nosso dia a dia menos stressante e consequentemente mais agradável. Estou a falar da criação de Atestados de Pastorícia. E em que consiste isto?

Há pessoas no dia a dia que fazem tudo para nos irritar mas de um modo que se vê que não têm capacidade para mais, não é o irritar para irritar. É o irrita agora e numa situação parecida vai continuar a irritar. Não sabe mais, não melhorará. Falo em pessoas que conseguem conduzir um carro a 20km/h pelas ruas, param quando o semáforo está amarelo ainda a 20 metros do local onde deviam parar, ou deixam o carro ir abaixo quando está verde, ou quando estão num multibanco para levantar dinheiro conseguem sempre fazer 3 ou 4 operações incorrectas antes por mera burrice, ou atendem os telemóveis em lugares em que supostamente eram para ser silenciosos, ou ficam meia hora para contar um troco que está mais que certo, enfim, um sem número de exemplos que cada um já viveu e sabe bem o que são.

A minha proposta para tentar que as coisas sejam melhores seria distribuir os tais Atestados de Pastorícia. Como o nome indícia, o detentor de um desses atestados denominar-se-á de pastor. O alegre pastor viverá o seu dia-a-dia na sua normalidade, nada de especial aí para si. Mas se ao atribuir um atestado a cada um destes pastores se puder avisar o comum dos mortais que tipo de pessoa é que está ali, pode-se poupar muito tempo, paciência, cabelos brancos e provavelmente anos de vida. Se eu for no trânsito e vejo que o carro da frente tem colado no vidro de trás "Sou Pastor!" (abro aqui uma excepção para os carros que têm no vidro de trás autocolantes da Radio Renanscença, com alto patrocínio do "Jogo da Mala" ou ostentam orgulhosamente um Pirilampo Mágico no tablier, no fim de contas é a mesma coisa que dizer que é pastor, só que com patrocínio - sempre é melhor penso eu!) estou avisado de qual o carro não devo seguir. Se mesmo assim o seguir, ou é porque não há alternativa, ou é porque sou pastor. Nesse caso, mereço um atestado de pastorícia eu próprio.

Tal como nos carros, o pastor deverá envergar qualquer coisa que o identifique como tal. Para bem da sociedade. Para um bem comum. Não peço que seja uma granada já sem cavilha tipo bombista suicida (ai, e agora? tirei a cavilha! será que ... BUM!!!), não peço a morte dessas pessoas. Simplesmente avisem quem são para serem evitados nas diversas situações.

A partir de agora, qualquer momento de pastorícia pode muito bem ser contemplado com um Atestado. A pessoa que está a virar a esquina posso muito bem ser eu... estejam atentos.

Um esclarecimento

Este será ácerca da 3ª pessoa que supostamente escreve neste blog. É uma pessoa que o lê mas por ora prefere nao escrever nada. Falta de capacidade não tem, parece-me é que é vencida com relativa facilidade pela preguiça. O tempo dirá se tenho ou não razão. Para já, a minha teoria prevalece.

Queria só deixar aqui uma adenda a um post anterior. A pedido de várias famílias, decidiu-se ampliar o apelo ao regresso da pena de morte às entradas e saídas do Colégio Flori e do Colégio Inglês. Sinceramente a mim não me faz diferença mas acredito que seja complicado para outros.

Faço agora um apelo mais forte. Desejo poder envenenar todas as pombas que populam a baixa portuense, que não só cheiram mal como defecam escandalosamente por tudo o que é lugar. E quando o meu carro é atingido, acabou a convivência pacífica entre mim e esses animais. Porponho que se peguem nos arrumadores da cidade e não lhes dar moeda, mas uma vida nova. Dá-se-lhes um saquinho de veneno para ratos para andar a distribuir às pombas e depois recolhem-se os cadáveres. Isto também é valido para as gaivotas, embora estas não apareçam assim tanto por lá.

O mundo agradece.

terça-feira, fevereiro 10, 2004

Hooliganismo.

1- Espero que gostem das alterações introduzidas. Se não gostarem então façam queixa ao sindicato.

2- Se conhecerem alguém que goste que lhe batam, digam-me. Ando com imensa vontade de esmurrar alguém.

3- Outro dia li num site uma frase que, devo admiti-lo, retive a atenção por momentos (depois prosegui a minha vida normal...):

"Não interessa se vêm os hooligans ingleses, turcos, alemães ou esquimós! Quaisquer que sejam os adeptos, a polícia será sempre a portuguesa!"

Levanto-me e aplaudo. A questão central é mesmo essa! (Já ganhou um queque da DanCake!). Os hooligans, quer dêem porrada com a direita, com a esquerda, com a cabeça ou com os pés, vão acertar sempre num chui português. É que a malta da farda azul não aprendeu nadinha no Iraque! (de qualquer maneira a idéia acho que não era eles aprenderem fosse o que fosse...)
Basta ver que em Guimarães eles nem precisaram de armas químicas... as cadeiras chegaram (se bem que o PVC é químico... Então isso quer dizer que...... [continua em 4] )

4- ...não tarda nada os Estados Unidos vão invadir Guimarães!!! E vão mexer nos dentes do Pimenta Machado!!!! AHAhAHAHAH! VIVA O EURO! VIVAM OS HOOLIGANS!

Bem-hajam.

quinta-feira, fevereiro 05, 2004

TVI

Boa noite companheiros, amigos, palhaços...

1- Sei que existem pessoas que lêem este blog. Eu sei que há. Eu sei. Podiam comentar qualquer coisa de vez em quando!! Somos assim tão desprovidos de sentido?

2- Embora o panorama televisivo nacional tenda a piorar (está a aumentar o número de programas sérios e com conteúdo...!) ainda existem em Portugal programas labregos e desprovidos de sentido, para bem da nossa saúde mental. Salvo raras excepções, quase todos são da TVI (Zeca Moniz: desde que puseste a Moura Guedes a cantar, nunca mais defraudaste ninguém. Bem-hajas!). O "Eu confesso" e o "Vidas Reais" são os melhores exemplos. Dão sempre motivo de conversa ao povo, em qualquer ponto do país, desde as sombras das azinheiras do Alentejo às "carreiras" de Paredes. Entretenimento popular! É o futuro! Viva a TVI. É sempre bom ouvir as histórias do senhor Artur que espiava a cunhada no banho ou ver frente a frente e no mesmo estúdio o lavrador adepto da violência doméstica e uma qualquer desgrenhada agredida! E vá lá que encontraram mais senhoras porque senão ainda estavamos a gramar a ex-mulher do Talone... (Já deves estar rica, Tininha...) Aliás em época de crise, temas de conversa como aqueles que estes programas fornecem são úteis, uma vez que a malta não tem de comprar "O Crime" ou passar a pente fino a secção "Polícia" do JN.

3- A maior parte dos Atestados de Pastorícia™ passados no Grande Porto são dirigidos a malta que gosta de ver acidentes. Desde os que abrandam para ver, aos que param para ver, passando pelos que montam tenda e arraial para ver são eles os grandes responsáveis pela maior parte do tráfego criado na cidade e seus arrabaldes. Já para não referir a enorme felicidade que os invade quando eles próprios estão envolvidos num acidente ("OH! NÃO ACREDITO! FOIGE! BATI, CARAGO!! BIBA! EIA! OLHEM PRA MIM!! ESPATIFEI A FRENTE DO CIBIC!") saíndo do carro, sorridentes e irradiando felicidade, dando cabo do juízo da malta que não vive para os acidentes (esses infelizes...). CÃES!!!!!! VÃO OLHAR P'RÓ RAIO QUE VOS PARTA!!! VÃO P'RÓS CARRINHOS DE CHOQUE!! IDE DAR CO'A CABEÇA NAS PAREDES! MONTES DE CACA! Humpf.

4- Voltando ao tema "TVI". Já descobri onde arranjam aqueles aquelas notícias-sensação com que abrem o "Jornal Nacional". Existe uma secção no site deles que se chama Notícias Suas. A malta vai lá e despeja o que de mais fixe se passou na aldeia ultimamente. As melhores histórias do dia (as que envolvem mortes bizarras, revoltas populares ou rixas) são premiadas. A TVI manda então para lá um cameraman e um repórter estagiário e assim se enche uma hora e meia de noticiário no país onde tudo acontece.

Bem-hajam

terça-feira, fevereiro 03, 2004

Um apelo...

...ao regresso da pena de morte ao nosso país! Mais exactamente à Rua Guerra Junqueiro entre as 13h e as 14h dos dias de semana. Autoridade para ver, testemunhar, ajuizar e executar a pena. Eu próprio poder-me-ia encarregar dessa função, desde que remunerado.

O motivo desta excepção à lei é a saída das aulas dos alunos do Colégio Alemão do Porto. Não das crianças mas dos pais. Armados dos seus todos poderosos automóveis de marca ariana, conseguem entupir as duas faixas da rua de modo a impossibilitar o trânsito ao comum veículo que só quer passar por lá, com uma falta de civísmo inacreditável, incapazes de perceber que se pararem 40 metros à frente já não vão criar o caos, só por preguiça. Nunca se coibem de para o carro em 3ª fila (sim, 3ª!!!) à espera que o menino venha por a pasta na mala (sim, porque o puto nao pode por o crlh da pasta dentro do carro noutro sítio que não seja a mala) e depois por o menino no carrinho antes de voltar ao lugar do condutor e partir. Esta operação multiplicada por 25 alunos dos 12 anos dá que pensar, não?

Há que regressar ao antigamente! Execuções sumárias precisam-se neste país! Eu próprio as administrarei se necessário.

Bem hajam.

sábado, janeiro 31, 2004

Vândalos

Peço-vos desculpa pela minha ausência de uma semana, mas na safra do apanhar não há descanço. E peço-vos ainda desculpa pelo conteúdo da minha contribuição, que vai recair sobre o falecimento do jogador do benfica, já debatido dezenas de vezes.

Porquê? Para passar testemunho dos vândalos que são os programadore da televisão. Já não era suficente Saturno dar-lhe o quebranto, ainda tinham de mostrar isso ao público? É natural que no momento da queda as imagens fossem filmadas... Mas e depois? Mostrar durante dois dias inteiros o pobre homem a cair? Vezes e vezes sem conta?

Acima tudo demonstra o quanto somos vândalos, animais, bichos. A sede do estranho que é a morte, procurar ver e observar cada momento do desfalecimento - que não por objecto clínico -, já é má em si. Agora fomentar isso tendo por base o aumento de audiências que provoca, é bizzarro. Ainda que comum.

Um dos principais consolos para a dignidade do rapaz foi a sua última imagem ser um sorriso, mesmo antes de tombar. E ainda bem que o fez de costas...


Porfiai comedidamente
Quem manda aqui?

sexta-feira, janeiro 30, 2004

Novas tendências

Pensei em fazer este post há mais ou menos uma semana mas por uma razão ou por outra tenho-o adiado. A principal será o falecimento de Feher, jogador que apreciava particularmente. Por isto não escrevi o que vou escrever antes. Mas agora chegou a hora....

Não venho falar de futebol mas de novas tendências da "moda" que os jogadores de futebol portugas, que se julgam pessoas de profundidade intelectual fora do comum (lá fora do comum são mas talvez não como pensam), exigem em exibir numa enorme feira de vaidades em que supostamente habitam. Curiosamente um dos grandes percursores desse tipo de comportamento tem hoje 31 anos e anda desde o início da época a procurar clube. Notícias não muito distantes deram-no como certo no Real Madrid, clube de estrelas onde ele pensou caber que nem uma luva, mas foram prontamente desmentidas pelo treinador da equipa e classificadas como "ridiculas". Porque será? Avanço uma teoria: talvez saber jogar futebol também se exija a um jogador do Real Madrid (desde Carlos Secretário tem sido uma verdade inquestionável naquele clube). Provavelmente este jogador se tenha dedicado mais às passerelles que ao desporto-rei. Não resisto a chamar à baila uma história verídica aquando da sua passagem por Itália, mais precisamente pelo Bari, vindo do Benfica. Depois de dois jogos a titular como trinco e sem grande sucesso (aqui sem surpresa para nós) o treinador vem a público dizer "Abel é mais forte a líbero, é assim que vai jogar em Cremona". O resultado é esclarecedor: 7-1 para a Cremonese, que essa época acabou por descer à série B. Num jornal desportivo vinha o seguinte comentário à actuação do nosso rapaz: "Em Portugal ainda se estão a rir!". Está tudo dito.

Existem mais casos mas o que eu vou falar é o da maior coqueluche do plantel da equipa do enfermo João Santos, Simão Sabrosa. Rapaz de raízes humildes, cresceu como jogador no Sporting, onde até se portava benzito, foi vendido ao Barcelona onde começou o descalabro e veio posteriormente para o Benfica para começar a fase descendente da sua carreira (nada de anormal aqui a não ser o facto da fase descendente começar aos 23 anos). Depois de uma birra na pré-época ácerca de uma braçadeira de capitão de equipa (há clubes onde a porcaria da braçadeira tem que se lhe diga de facto!!!), não se conformando em ser vice-capitão de equipa, Simão Sabrosa inicia uma cruzada contra o bom gosto e bons costumes, decidindo arriscar numa mudança de imagem radical transformando aquela carapinha já de si ridícula numas fantásticas rastas de fazerem inveja a um qualquer Yannick Noah ou Kwame Ayew! Quer dizer, o gajo já não se apercebeu do ridículo que é e ainda faz uma coisa destas? Mas em que é que ele estaria a pensar? Que ia ganhar magia africana quando estivesse a jogar e conseguir arranjar mais umas fintas para o ser reportório? Ou a magia africana seria para outra situação qualquer que nos escusamos a comentar? O que é que será que ele disse quando entrou no cabeleireiro? Quantas pessoas se mantiveram sem rir enquanto o penteado era executado? São perguntas que honestamente gostaria de ver respondidas... E depois, tanto trabalho para nada! Dois dias depois já tinha o cabelo naquela carapinha carquinhenta de novo. Nem deu para goza-lo decentemente! Que falta de respeito pelos fans!

Mais paradoxal ainda é o facto do rapaz não ter aprendido nada com os seus erros e algum tempo depois ter arranjado maneira de ter um novo penteado, desta vez esticando a carapinha dando-lhe um ar ainda mais abichanado que o que sempre teve, embora tenha que concordar que um cabelo daqueles é bem menos chocante que as rastas anteriores. De qualquer modo a mudança de visual não passou da merda do costume dum rabeta que se atira para a piscina quando vê um adversário a aproximar-se. Mais giro ainda será adivinhar o novo tipo de penteado que vai surgir ainda durante esta época na cabeça desta pessoa. Ou será que ele vai esperar pelo Campeonato da Europa para mostrar o seu novo cabelo ao mundo, seguindo a tradição do nosso Abel há quatro anos atrás? E se assim acontecer, quem fará isso daqui a 4 anos no próximo Europeu? Portugal terá sempre que ter em todas as edições de Campeonatos na Europa pessoas assim? Espero que não, mas acredito que sim. Já os Patrícios no Euro 84 foram os percurssores de tão nobre fama (Chalana, João Pinto, Bento, quem não se lembra deles?) não vejo razão para que esta triste sina não nos deixe de perseguir.



Por fim, não queria deixar de partilhar convosco uma notícia que li há pouco que dizia que Filipe Azevedo que se bem me lembro andou uns bons anos aqui na Superliga acabou de assinar pelo Khimik, da IIª Divisão da Rússia. Diz ele que "o convite foi aliciante" e confessou estar "satisfeito por fazer parte dum projecto ambicioso". Ainda estou para ver qual é esse projecto ambicioso. Talvez um clube da 3ª Divisão do Uzbequistão ou uma escola de futebol nos Urais. palavras para quê?

quarta-feira, janeiro 28, 2004

Adeus Feher.

Nestas alturas não há lugar para o humor, que normalmente marca presença neste blog.
No meio da tristeza que todos invadiu, salva-se a união das tribos do futebol nacional.

Até sempre Miki.

quinta-feira, janeiro 22, 2004

Poetas.

1- Foi-me hoje remetido, por um interessado leitor nosso (é verdade, existem mais pessoas para além de nós...e ainda p'ra mais botam aqui a vista) um poema de Bocage.
Poema esse, que, com autorização do próprio (do leitor, não do Bocage, idiotas!) passo a transcrever:

> > Meus senhores eu sou a água
> > que lava a cara,
> > que lava os olhos
> > que lava a rata e os entrefolhos,
> > que lava a nabiça e os agriões
> > que lava a p*ça e os colh+es
> > que lava as damas e o que está vago
> > pois lava as mamas e por onde cago.
> >
> > Meus senhores aqui está a água
> > que rega a salsa e o rabanete
> > que lava a língua a quem faz mine+e
> > que lava o chibo mesmo da rasca
> > tira o cheiro a bacalhau da lasca
> > que bebe o homem
> > que bebe o cão
> > que lava a c*na e o berbigão
> >
> > Meus senhores aqui está a água
> > que lava os olhos e os grelinhos
> > que lava a c*na e os paninhos
> > que lava o sangue das grandes lutas
> > que lava sérias e lava pu*as
> > apaga o lume e o borralho e
> > que lava as guelras ao ca**lho
> >
> > Meus senhores aqui está a água
> > que rega as rosas e os manjericos
> > que lava o bidé, lava penicos
> > tira mau cheiro das algibeiras
> > dá de beber às fressureiras lava
> > a tromba a qualquer fantoche
> > e lava a boca depois de um bro**e.


Este poema, de rara beleza e expressividade, leva-me a dizer uma coisa:
-não sei se todos repararam, gostava de frisar que este poema fala da água. Bem essencial, fonte de vida e vitalidade! Existem, caso vocês não tenham reparado, por esse país fora uns veículos que dão pelo estranho nome de "Tira-Água"... Isto é triste e é mais uma amostra de que há podridão neste país! Para já porque aquilo não tira água nenhuma! Aquilo só limpa a porcaria das fossas! Aquilo é um "Tira-cócó"!!! Vamos chamar as coisas pelos nomes! E se lhe queriam dar outro nome, porquê "Tira-água"?! Há tanta gente sem água em casa! O que vão pensar essas pessoas quando virem os "Tira-água" nas ruas?! "Eh lá... Não me chega não ter água... Se algum dia chegar a ter, estes morcões ainda m'a roubam! Filhos de mãe..." . Senhores Autarcas Portugueses (no caso de alguns autarcas, cuido que podiam também trazer um rótulo, como por exemplo: "Põe-cócó"!): vamos tentar não causar mais caos, ok?

2- Anda por aí uma publicidade de um jornal qualquer que tem este slogan:
"Ganhe 150.000 Euros e fique rico!!!" .
...
(pausa)
...
(outra pausa)
...
MAS ESTÃO DEMENTES?! O pobre povo está triste e a precisar de dinheiro!! Porventura é possível ganhar-se 150.000 euros e não ficar rico? Porquê o emprego do "e" nesta frase?! Senhores do marketing: vamos tentar ser mais ponderados, ou até mesmo razoáveis e lembrar-nos que nem só os Senhores vêm esses anúncios, ok?

Bem-hajam. Porfiai severamente.

quarta-feira, janeiro 21, 2004

Não há Pa[i]lavras

...[nao há mesmo]

Gostava só de deixar aqui num aperto os 10 mandamentos de Franky Four Fingers, tal como ele disse pela primeira vez:

1. Ouvirás FRANKY e não o vexarás sobre coisa alguma;
2. Não ausarás roubar e deturpar o seu nome, nem de qualquer outro modo proverbiarás por ele;
3. Respeitarás os encontros futebulísticos e Porfiarás celebrosamente as vitórias do Grande, se possível com Franky;
4. Honrarás Pai [Franky] e Mãe e todos os legítimos amigaços [e mates, lads, boys, coleguinhas, manos, brothers, e outros que tais];
5. Não matarás ninguem ao norte da ponte da Arrábida*, nem de qualquer danificarás a saúde de tais abençoados individuos;
6. Guardarás castidade;
7. Não levantarás falsos testemunhos, pois o inferno é dos mouros tinhosos e dos mentirosos;
8. Não palmarás, nem causarás danos a bens, aprochegados ou não.
9. Guardarás castidade; [sim, 2 vezes... é muito rara];
10. Não cobiçarás a mulher de Franky, nem qualquer bem alheio próximo dele;

Muito mais tarde veio o profeta Tony (Bullet Tooth Tony) que resumiu todos os 10 mandamentos em três:

1. Amarás Franky mais do que a ti mesmo [remember, franky is your daddy];
2. Não faltarás ao "Partem tudo", AINDA que a caganeira aperte;
3. Comerás tudo o que te põe à beira da fronha, ainda que seja merda;

* Por pessoas ao norte da ponte d'Arrábida entende-se "locals", os "locais".

...e é assim que tudo começa...

terça-feira, janeiro 20, 2004

Assembleia Geral

Já estamos quase a fechar as inscrições no nosso blog. Embora bons trovadores e autores de boas cantigas de escárnio e mal-dizer (daquelas que fazem crescer árvores no pinhal de Leiria) não sejam logo escurraçados...

Foi aceite o membro nº3 : Franky Four Fingers.

Discurso inaugral dentro de momentos.
Bem-haja.

Estou sem alma.

1- É muito bom saber que a blogger.com se preocupa com os "blogadores". Para quem não sabe, existe uma funcionalidade que dá pelo nome de "REMEMBER ME". Ora isto é muito bonito. É sinal que a blogger é uma instituição amiga. Antes de começar a soltar umas bojardas podemos exclamar: "Eia! Bestial! Com esta malta do blogger, é d'abraço! Eh eh. Que gajos impecáveis... Até se lembram de mim no meio pra aí de 6 milhões*!..." Vamos saúdar a blogger por esta singela idéia. Hip! HiP! Porra!

2- O fim-de-semana trouxe engraçados acontecimentos no panorama desportivo! Senão vejamos:

i) Sérgio Conceição está de volta ao reino dos dragões. Um homem bem dentro do espírito da casa. Que sapato de qualidade.
ii) O Estrela não perdeu.

3- O aborto está aí outra vez. Assisti, durante a semana passada, ao depoimento, num noticiário televisivo, de uma simpática senhora, Fátima Trócópasso, 58 anos, que afirmava já ter realizado 11 abortos. Levanto-me e aplaudo. Pergunto inclusivé porque razão a senhora, se assim pretendia, porque não instalou directamente um sistema de saneamento interno que incluísse uma cena tipo um segundo anûs para atirar cá pra fora as crianças não desejadas? "Como? Não percebi... Planeamento familiar? Como assim? Ah não, não obrigado. Eu volto p'ra semana."

4- Bem-hajam.

*- esse número tão familiar...

segunda-feira, janeiro 19, 2004

O futuro dos novos casais

Ainda ontem em conversa com uns amigos estive a reflectir sobre a problemática que é a irresponsabilidade dos novos casais da nossa sociedade. É uma conversa que tem muito que se lhe diga mas o nosso ponto fulcral aqui foi só um. Se duas pessoas se casam é natural que comecem com algumas dificuldades, qualquer ajuda é benvinda, há que fazer alguma conteção, etc. Mas.... o que é que eu noto? Quando algum tempo depois do casamento recebo em casa "A Maria e o Manel agradecem o bonito presente e oferecem a casa."

Oferecem a casa? Está tudo louco? E para onde é que eles vão viver? Para debaixo da ponte como se já não houvesses dificuldades? Frases como essas merecem respostas como "Manel, só queria avisar que apareço aí na minha casa daqui a pouco com um arquitecto para ver as alterações que tenho que fazer para me instalar em definitivo.", "Quero ver esses arrumos, ouvi dizer que eram óptimos quando estavas a dar a entrada para a casa.", "O meu advogado vai-te falar para tratarmos da escritura o mais depressa possível." ou "É favor que desocupem a casa antes das oito que vou dar aí uma festa já hoje. E levem a mobília também!".

Fico preocupado com o destino que este mundo leva... ninguém parece ter a cabeça no lugar!

sábado, janeiro 17, 2004

Prevenção Rodoviária à Portuguesa

Um homem vem de carro na estrada e é mandado parar pela polícia, que o manda fazer o teste do balão. Acusa 3 e tal. Diz ele:

- Oh sr. guarda, o aparelho está avariado. Ora experimente aí no míudo!

O polícia lá faz o teste do balão ao filho do condutor embriegado e acusa 4 e tal. Convence-se que o aparelho está avariado e deixa-os ir sem mais demoras.

Moral da história:

- Olha se a gente não dá bagaço ao miúdo...

quarta-feira, janeiro 14, 2004

Rabetices

Sem querer focar nomes, há um nosso ex-ministro que está às portas da morte no IPO do Porto. Até aqui nada de anormal, muitos ministros morrem de cancro. Mas o que acontece neste caso é que o rabicho não está infectado com cancro mas com sida. Pois é, o nosso ex-ministro paneleirote e pai de família apanhava no cú. E com isso ficou o sidoso que é. Já está a dar as últimas pelo que me foi dado a conhecer (soube disto por informação do médico que o ia assistindo até ao internamento no IPO).

Daqui a uns tempos vai aparecer a notícia no telejornal a dizer que "o ex-ministro, internado há meses no IPO, faleceu hoje devido a doença prolongada" e lá conclui o mundo todo que o rabicho morreu com cancro, coitadinho, tão respeitado, etc.

Enfim, mais um rabeta desses encapotado. Quando virem uma notícia deste tipo, saibam de quem eu estou a falar. Até lá... não. Paneleiro!